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Classification scheme
AAL/CMVFX
Câmara Municipal de Vila Franca de Xira
1795
B
Órgãos do Município
A
Câmara Municipal
003
Atas das reuniões
2020
Atas das reuniões da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira no ano de 2020
2020-01-08/2020-12-16
RC 04.15
Reunião ordinária e pública da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira por videoconferência pelas 9h30, do dia 2020/04/15
2020-04-15/2020-04-15
001
Ordem do dia
2020-04-15/2020-04-15
002
Ata em minuta da reunião de câmara de 2020/04/15
2020-04-15/2020-04-15
003
Ata da reunião de câmara de 2020/04/15
2020-04-15/2020-04-15
Ata da reunião de câmara de 2020/04/15
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Ata da reunião de câmara de 2020/04/15
Description details
Record not reviewed.
Description level
Simple document
Reference code
PT/MVFX-ARQ/AAL/CMVFX/B-A/003-2020/RC 04.15/003
Title type
Atribuído
Production dates
2020-04-15
to
2020-04-15
Geographic name
Vila Franca de Xira
Scope and content
Ordem do dia - Págs. 1 a 4
Rosto - Pág. 5
Aod 1 - Reunião de câmara por videoconferência - Pág. 6 a 8
Aod 2 - Saudações ao 25 de abril de 1974 - Pág. 9 a 14
Aod 3 - Informações de interesse - Equipamentos de proteção individual; centros de acolhimento temporário - Pág. 15 a 17
Aod 4 - Informação da Sr Vereadora Manuela Ralha - Prémio Personalidade Intercultural - Pág. 18
Aod 5 - Voto de louvor a todos os trabalhadores - Pág. 19 a 22
Aod 6 - Lei de Financiamento das Autarquias Locais - Pág. 23
Aod 7 - Acompanhamento de trabalhadores com doenças crónicas - Pág. 24 e 25
Aod 8 - Tolerâncias de ponto - Pág. 26
Aod 9 - Alargamento do fornecimento de refeições - Pág. 27 e 28
Aod 10 - Funcionamento do ano letivo no 3º período - Apoio às crianças no ensino à distância - Pág. 29 e 30
Aod 11 - Apoio aos bombeiros - Pág. 31 a 35
Aod 12 - Horas extraordinárias de trabalhadores prestadores de serviço em empresa de vigilância - Pág. 36
Aod 13 - Cão abandonado - Contacto com o centro de recolha oficial - Pág. 37 e 38
Aod 14 - Encerramento da unidade de admissão de doentes Covid-19 na Unidade de Saúde Familiar Terras de Cira - Pág. 39 a 43
Aod 15 - Covid-19 - Direitos dos trabalhadores - Pág. 44 a 47
Aod 16 - Redução da oferta de transportes públicos - Pág. 48 a 52
Aod 17 - Apoio aos idosos - Pág. 53
Aod 18 - Apoio a lares de 3ª idade - Pág. 54 a 56
Aod 19 - Situação das empresas no âmbito da pandemia - Pág. 57
Aod 20 - Dados sobre a Covid-19 no concelho - Pág. 58
Aod 21 - Centro de acolhimento para pessoas em situação de sem-abrigo - Pág. 59 a 71
Aod 22 - Número de trabalhadores em teletrabalho - Pág. 72
Aod 23 - Dados sobre processos de urbanismo - Pág. 73 e 74
Aod 24 - Resposta às questões colocadas no período antes da ordem do dia e pontos em que se pretende intervir na ordem do dia - Pág. 75
01 - Ata nº 6/2020, da reunião de câmara ordinária de 2020/03/18 - Pág. 76
v pesar marguerite - Voto de pesar pelo falecimento de Maria Marguerite Pico Santos Sousa - Pág. 77 e 78
02 - Atribuição de apoio financeiro extraordinário - IPSS/Fornecimento de Refeições Escolares - Pág. 79 a 94
03 - Atribuição de apoio financeiro extraordinário - Escola a Tempo Inteiro - Pág. 95
04 - Atribuição de apoio financeiro extraordinário - Movimento Associativo Solidário - Pág. 96
05 - Atribuição de apoio financeiro extraordinário - Movimento Associativo Cultural - Pág. 97
06 - Atribuição de apoio financeiro extraordinário - Movimento Associativo Desportivo - Pág. 98
07 - Programa de Apoio ao Movimento Associativo - Apoio à atividade regular - Pág. 99 a 107
08 - Relação dos despachos do Presidente na área de pessoal - Pág. 108
09 - Legislação-síntese e editais - Pág. 109 a 111
10 - Pagamentos autorizados - Pág. 112
11 - Balancetes - Pág. 113
12 - Relação de atos da competência da Câmara Municipal delegados e praticados pelo Presidente relacionados com o exercício de direito de preferência - Pág. 114
13 - Relação de atos da competência da Câmara Municipal delegados e praticados pelo Presidente relacionados com o exercício de direito de preferência - Áreas de reabilitação urbana - Pág. 115 e 116
14 - Relação de atos da competência da Câmara Municipal subdelegados e praticados pelo Vice-Presidente no âmbito do licenciamento de obras particulares - Pág. 117
15 - Extinção de procedimentos concursais para provimento de cargos dirigentes - Pág. 118 e 119
16 - Alteração ao mapa de pessoal de 2020 da Câmara Municipal - Pág. 120
17 - Abertura de procedimentos para recrutamento de cargos dirigentes - Aprovação e remessa à Assembleia Municipal para aprovação da constituição do júri - Pág. 121
18 - Fornecimento de energia elétrica para o Município - Início do procedimento e remessa à Assembleia Municipal para autorização da abertura do procedimento e do compromisso plurianual - Pág. 122
19 - 2ª alteração ao loteamento denominado por Casal da Colher, Alverca do Ribatejo, titulado pelo alvará de loteamento nº 4/2013-AUGI, de 11/09 - Pág. 123 a 126
20 - Alteração ao estudo do loteamento da Zona Alta de Arcena - Parcela 6 - Enxordeiros de Cima, Alverca do Ribatejo - Pág. 127 e 128
21 - Alteração da cobertura das piscinas municipais de Vila Franca de Xira - Abertura do procedimento - Pág. 129
22 - Demolição de 3 edifícios na antiga Escola da Armada (Marinha) para futuras instalações do Tribunal Judicial - Plano de segurança e saúde - Vila Franca de Xira - Pág. 130
23 - Remodelação da Escola Álvaro Guerra - Vila Franca de Xira - Nomeação do diretor de fiscalização e do coordenador de segurança em obra - Pág. 131
24 - Recargas de pavimento 2019 - Conta final - Vila Franca de Xira - Pág. 132
25 - Reabilitação de fogos no PER de Povos - Vila Franca de Xira - Auto de vistoria para efeitos de liberação parcial da caução - Pág. 133
26 - Adenda ao protocolo de parceria de gestão de área do domínio público sita em Alhandra, sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa, SA, no âmbito da requalificação urbana e paisagística da avenida Baptista Pereira e zona envolvente - Pág. 134
respostas paod - Pág. 135
27 - Ata em minuta da reunião - Pág. 136
Encerra - Pág. 137
Related material
vídeo da reunião de câmara:
https://youtu.be/6cR5b1pCm2E
Transcription
ORDEM DO DIA
Pág. 1
Interessado Local
ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
1 Ata nº 6/2020, da reunião de câmara ordinária de 2020/03/18 Aprovação
2 Atribuição de apoio financeiro extraordinário - IPSS/Fornecimento de Refeições
Escolares
Aprovação
3 Atribuição de apoio financeiro extraordinário - Escola a Tempo Inteiro Aprovação
4 Atribuição de apoio financeiro extraordinário - Movimento Associativo Solidário Aprovação
5 Atribuição de apoio financeiro extraordinário - Movimento Associativo Cultural Aprovação
6 Atribuição de apoio financeiro extraordinário - Movimento Associativo Desportivo Aprovação
APOIO AO MOVIMENTO ASSOCIATIVO E JUVENTUDE
7 Programa de Apoio ao Movimento Associativo - Apoio à atividade regular Aprovação
GESTÃO ADMINISTRATIVA E JURÍDICA
. Assuntos apresentados para conhecimento
Competência do Presidente da Câmara Municipal
8 Relação dos despachos do Presidente na área de pessoal Conhecimento
9 Legislação-síntese e editais Conhecimento
10 Pagamentos autorizados Conhecimento
11 Balancetes Conhecimento
Objetivo
Reunião ordinária da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, realizada por videoconferência, pelas 9h30, do dia
2020/04/15
Designação
Assunto
ORDEM DO DIA
Pág. 2
Interessado Local
Objetivo
Reunião ordinária da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, realizada por videoconferência, pelas 9h30, do dia
2020/04/15
Designação
Assunto
Competências da Câmara Municipal delegadas no Presidente
12 Relação de atos da competência da Câmara Municipal delegados e praticados pelo
Presidente relacionados com o exercício de direito de preferência
Conhecimento
13 Relação de atos da competência da Câmara Municipal delegados e praticados pelo
Presidente relacionados com o exercício de direito de preferência – Áreas de
reabilitação urbana
Conhecimento
Competências da Câmara Municipal, delegadas no Presidente e subdelegadas
no Vice-Presidente
14 Relação de atos da competência da Câmara Municipal subdelegados e praticados pelo
Vice-Presidente no âmbito do licenciamento de obras particulares
Conhecimento
. Outros assuntos
15 Extinção de procedimentos concursais para provimento de cargos dirigentes Aprovação
16 Alteração ao mapa de pessoal de 2020 da Câmara Municipal Aprovação
17 Abertura de procedimentos para recrutamento de cargos dirigentes - Aprovação e
remessa à Assembleia Municipal para aprovação da constituição do júri
Aprovação
DEPARTAMENTO FINANCEIRO
18 Fornecimento de energia elétrica para o Município - Início do procedimento e remessa
à Assembleia Municipal para autorização da abertura do procedimento e do
compromisso plurianual
Aprovação
ORDEM DO DIA
Pág. 3
Interessado Local
Objetivo
Reunião ordinária da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, realizada por videoconferência, pelas 9h30, do dia
2020/04/15
Designação
Assunto
PLANEAMENTO E GESTÃO URBANÍSTICA
19 2ª alteração ao loteamento denominado por Casal da Colher, titulado pelo alvará de
loteamento nº 4/2013-AUGI, de 11/09
Rogério Fernando Soares
Mendes Marchante
Alverca do
Ribatejo
Aprovação
20 Alteração ao estudo do loteamento da Zona Alta de Arcena - Parcela 6 - Enxordeiros
de Cima
Hortense de Azevedo
Nunes Martins
Alverca do
Ribatejo
Aprovação
OBRAS, VIATURAS E INFRAESTRUTURAS
21 Alteração da cobertura das piscinas municipais de Vila Franca de Xira - Abertura do
procedimento
Aprovação
22 Demolição de 3 edifícios na antiga Escola da Armada (Marinha) para futuras
instalações do Tribunal Judicial - Plano de segurança e saúde
Penelaterraplanagens -
Desaterros e
Terraplanagens, Ldª
Vila Franca de
Xira
Aprovação
23 Remodelação da Escola Álvaro Guerra - Nomeação do diretor de fiscalização e do
coordenador de segurança em obra
Pinto Miranda -
Engenharia e Construção
Unipessoal, Ldª
Vila Franca de
Xira
Aprovação
24 Recargas de pavimento 2019 - Conta final Pavizés - Comércio e
Transportes de Materiais
de Construção, Ldª
Vila Franca de
Xira
Aprovação
25 Reabilitação de fogos no PER de Povos - Auto de vistoria para efeitos de liberação
parcial da caução
Ariepe, Ldª Vila Franca de
Xira
Aprovação
ORDEM DO DIA
Pág. 4
Interessado Local
Objetivo
Reunião ordinária da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, realizada por videoconferência, pelas 9h30, do dia
2020/04/15
Designação
Assunto
REABILITAÇÃO URBANA
26 Adenda ao protocolo de parceria de gestão de área do domínio público sita em
Alhandra, sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa, SA, no âmbito da
requalificação urbana e paisagística da avenida Baptista Pereira e zona envolvente
Alhandra Aprovação
ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL
27 Ata em minuta da reunião Aprovação
1 1 ri. L1VFO
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- 001
Reunião de 2020/04/15
Ata n2 08/2020
MUNICÍPIO DE VILA FR4CA DE XIRA
CÂMARA MUNICIPAL
ATA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DE 2020/04/15
Aos quinze dias do mês de abril de dois mil e vinte, pelas 09h35, por videoconferência,
reuniu a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, sob a presidência do Sr. Alberto
Simões Maia Mesquita, Presidente da Câmara Municipal, estando presentes os Srs.
Vereadores:
• Regina Célia Gonçalves Agostinho Janeiro;
•José António da Silva de Oliveira;
• Nuno Miguel Marques Libório;
• Helena Margarida Mendes Pereira de Jesus;
• Maria Manuela Pacheco Ralha;
• Mário Manuel Calado dos Santos;
António José Sequeira Félix;
• Maria de Fátima Pires Antunes;
• Cláudia Sofia Oliveira Martins;
• Carlos Miguel Vilar Patrão.
A reunião foi secretariada por Fernando Paulo Serra Sarreiros, Diretor do
Departamento de Gestão Administrativa e Jurídica, assessorado por Leopoldino Filipe
Nunes Barata, Assistente Técnico.
Declarada aberta a reunião, foram tomadas as seguintes deliberações sobre o
expediente apresentado:
rosto
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FI. Livro
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• 002
Reunião de 2020/04/15
Município
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de
Vila Franca de Xira Deliberação n2_____________
Câmara Municipal
Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
REUNIÃO DE CÂMARA POR VIDEOCONFERÊNCIA
Interveio o Sr. Presidente, dando início à reunião, cumprimentando a todos, com
um agradecimento aos técnicos, que possibilitaram ter esta reunião
completamente diferente do habitual. Está-se em videoconferência, é aquilo que os
tempos de hoje exigem, e espera que este momento passe o mais depressa
possível para se voltar às reuniões presenciais, que são aquelas que não têm estas
dificuldades, se todos estão a ouvir ou não, e estas questões de caráter técnico,
que às vezes não se conseguem resolver logo de início.
Prosseguiu, referindo que foi incluído um ponto na ordem de trabalhos, que é um
voto de pesar, e no período antes da ordem do dia, quanto saiba, há também
saudações e um voto de louvor, mas a seu tempo depois falar-se-á sobre essas
matérias.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Regina janeiro, dando dos bons dias ao Sr.
Presidente, Srs e Srs. Vereadores, técnicos que acompanham, pois crê que é justo,
sendo esta uma reunião muito diferente, quer os de informática, quer dos
audiovisuais, para além dos trabalhadores que habitualmente acompanham os
órgãos.
Continuou, mencionando, antes dos membros da CDU começarem a sua
intervenção, que não conseguem perceber a metodologia, e questionam se as duas
saudações não são para votação.
Respondeu o Sr. Presidente que a Sr Vereadora Regina Janeiro percebeu bem, são
saudações e não são para votação, como pensa que terá referido.
Prosseguiu a Sr Vereadora, questionando, quanto aos outros dois documentos,
quer o voto de louvor, quer o voto de pesar, se serão votados.
Respondeu o Sr. Presidente que excecionalmente vai-se pôr à consideração o voto
de louvor, e vai haver votação. É uma situação de exceção que se entendeu que se
justifica perfeitamente. Por isso, as saudações são saudações, como declarações
de caráter político, o voto de louvor, de facto, deve ter o conforto, julga o próprio, e
logo se verá, da generalidade das forças políticas com assento na câmara
municipal.
Quando a Sr Vereadora achar oportuno, quem entender lerá o voto de louvor, e
aod 1 1/3
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FI. Livro
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Fl.Ata 003
Reunião de 2020/04/15
Município
Proc2
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de
Vila Franca de Xira Deliberação n2____________
Câmara Municipal
imediatamente se porá à consideração da câmara municipal.
Referiu a Sr Vereadora que então, se calhar, far-se-ia primeiro o período antes da
ordem do dia normal e depois, antes de se passar à ordem do dia, a CDU colocaria
os dois documentos, apresentá-los-ia e votar-se-iam.
Referiu o Sr. Presidente que diria que o voto de louvor não é para estar na ordem
do dia, está no período antes da ordem do dia, e excecionalmente faz-se a votação.
No momento que a Sr Vereadora lhe indicar, porá o voto de louvor à votação. A
única coisa que está excecional na ordem do dia é o voto de pesar, o que aliás
normalmente se faz, de resto não se podem incluir pontos na ordem do dia, a não
ser que seja uma coisa de caráter excecional.
Assim, aquilo que sugere à Sr Vereadora é, se quiser começar pelo voto de louvor,
pode começar, e passa-se à votação, se assim o entender.
Referiu a Sr Vereadora Regina Janeiro que era isso que ia pedir, começa com o
voto de louvor e depois fará a sua intervenção normal, se o Sr. Presidente estiver
de acordo.
Após a apresentação e votação do voto de louvor, interveio novamente, referindo
que os membros da CDU estiveram de acordo que a reunião de câmara fosse por
videoconferência, mas confessa que, de alguma forma, aquilo que achavam que
estavam a decidir era que cada um estaria, não no Salão Nobre, mas num outro
lado, e faz-lhes um bocadinho de confusão que neste momento haja alguns eleitos
no Salão Nobre, que são os que têm pelouro, e os outros não estão.
Por isso, queriam propor que, se esta for a estratégia enquanto a crise durar, a
reunião se faça no Salão Nobre, mas que se criem as regras, as orientações, ou
que se criem condições para que as orientações da Direção-Geral de Saúde sejam
cumpridas, ou seja, os 2 metros de distância entre cada uma das pessoas, pondo
mais mesas, mas naturalmente que aquilo que desejam é que estivessem todos
juntos.
Neste momento haver uns vereadores ou uns eleitos que estão na sala de reuniões
e os outros que não estão, não lhes parece ser o melhor modelo. Naturalmente que
aquilo que desejam é que o país volte rapidamente à normalidade, e que a
democracia seja completamente reposta.
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004
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Município Proc2
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Câmara Municipal
Perguntou a todos se queriam estar no Salão Nobre, com o executivo, e
conseguiam-se criar as condições de distanciamento necessárias, de qualquer
modo, respeita, e a videoconferência é justamente para cada um estar no local que
bem entender e estar-se a fazer esta reunião.
Interveio a Sr Vereadora Regina janeiro, pedindo desculpa, mas tem de contrariar
aquilo que o Sr. Presidente disse, que lhe telefonou a perguntar se os membros da
CDU queriam ir para o Salão Nobre da câmara municipal na véspera da assembleia
municipal, não lhes perguntou nada em relação à reunião de câmara.
Em relação à reunião de câmara, a própria percebeu que iam estar todos juntos,
porque ontem esteve a participar num teste para perceber se a videoconferência ia
funcionar. Em momento algum os membros da CDU foram convidados para estar
no Salão Nobre.
Portanto, reafirma aquilo que disse, se é para funcionar em videoconferência,
então funcionam todos. Se é para uns estarem no Salão Nobre, então que se criem
condições, com a distância que as autoridades de saúde mandam, e se criem
condições para que estejam todos no Salão Nobre, porque não há um executivo da
câmara municipal e o não executivo. A forma como as pessoas podem ver é que o
executivo da câmara municipal está no Salão Nobre e no resto estão os outros
nomes. Parece-lhe que não é justo e nem correto, do ponto de vista democrático.---
Interveio o Sr. Presidente, dizendo, para que se entendam todos, que
inclusivamente teve oportunidade de dizer que a Sr Vereadora ia ser contactada,
no sentido de verificar, em termos logísticos, como é que os Srs. Vereadores
queriam desenvolver esta teleconferência. Como manifestaram que queriam ficar
num sítio que não era o Salão Nobre, e não sabe que sítio é que têm, nem tem de
saber, o cenário é parecido, mas não quer dizer que seja igual, estranha essa
reação, na medida em que o executivo tinha todo o gosto que os Srs. Vereadores
estivessem com o mesmo.
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.A) FLAta 005
Reunião de 2020/04/15
Município ‘IV Proc9
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Vila Franca de Xira Deliberação n2_____________
Câmara Municipal
Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
SAUDAÇÕES AO 25 DE ABRIL DE 1974
Interveio o Sr. Presidente, passando a palavra à Sr Vereadora Helena Pereira de
jesus, para ler uma saudação ao 25 de Abril, da Coligação Mais.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Helena Pereira de jesus, cumprimentando, na
pessoa do Sr. Presidente, todos os presentes, bem como aqueles que seguem a
reunião via-online, em especial os Srs. Vereadores que estão em videoconferência,
passando a ler a saudação ao 25 de Abril, conforme documento que se anexa e dá
por inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
O Sr. Presidente interveio de novo, lendo uma saudação ao 25 de Abril de 1974, do
Partido Socialista, conforme documento que se anexa e dá por inteiramente
reproduzido nesta parte da ata.
Interveio o Sr. Vereador Mário Calado, dizendo que já se falou, já se ouviram várias
saudações ao 25 de Abril, e relativamente a esta questão os membros da CDU
gostavam de saber se, apesar destas dificuldades todas que estão associadas ao
momento complicado que se vive, a câmara municipal tem alguma intenção de
promover iniciativas que façam lembrar, ainda que existam estas dificuldades
todas. Sabem que nunca será como em condições normais poderiam acontecer,
mas questionam se há alguma intenção de a câmara municipal tomar alguma
iniciativa neste dia 25 de Abril.
Sabendo que a comissão promotora das comemorações do 25 de Abril integra o
PCP, PEV, PS e o Bloco de Esquerda, entre outras dezenas de organizações, e que
tem previsto e há um apelo, parece que vai acontecer em muitos pontos do país,
foi lançado o repto às rádios e televisões que passassem, simultaneamente, nesse
dia, e a uma determinada hora, neste caso às 15h00, a música de Grândola Vila
Morena e o Hino Nacional, queriam até fazer um desafio, ou talvez um convite, que
é melhor
Assim, queriam propor à câmara municipal e ao seu presidente que o município se
associasse a esta iniciativa, e que, pelo menos nos Paços do Concelho, e neste dia,
às 15h00, pudesse ser ouvida também a Grândola, Vila Morena e o Hino Nacional.
Naturalmente que deve ser difícil, ao mesmo tempo, noutras instituições ou
noutros locais, mas pensa que nos Paços do Concelho, onde o Sr. Presidente e os
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FI.Ata 1108
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Município Proc2
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Câmara Municipal
vereadores do executivo se encontram neste momento, isso faria exatamente todo
o sentido, e era uma forma de dignificar a comemoração do 25 de Abril, este ano
claramente prejudicada por esta coisa que se abateu sobre nós duma forma
absolutamente incrível.
Interveio o Sr. Presidente, após a discussão da ordem do dia, mencionando que o
Sr. Vereador falou sobre o que vai acontecer no 25 de abril, e infelizmente não se
vai ter aquilo que é habitual, como já referiu na saudação que leu, mas, daquilo
que o Sr. Presidente da assembleia municipal já lhe disse, eventualmente, para não
dizer quase de certeza, a cerimónia solene da assembleia municipal alusiva ao 25
de Abril vai ser por teleconferência. Não é a mesma coisa, deixa a todos muito
desapontados, porque uma coisa é estarem a conviver todos abraçados, coisa que
não se pode hoje fazer, e a cantar a Grândola, Vila Morena, mas para o ano, se
calhar, espera já se poder fazer isso outra vez.
Assim, no que diz respeito à assembleia municipal é o que está previsto, mas tem
de acertar isso com o Sr. Presidente.
No entanto, o executivo municipal tem vindo a falar e está a implementar também
vídeos relativos a concertos de artistas do concelho e aulas de caráter desportivo,
de atividade física, sendo que, numa conversa que teve com o Sr. Presidente do
Ateneu, é provável que haja uma solução interessante, que pode obviar de algum
modo esta situação, que teria de acontecer do dia 24 para 25. Crê que é uma
proposta interessante que lhe chegou, falou com ele anteontem, pediu para lhe
enviar uma proposta, tem-na na sua secretária, vai analisá-la e pode ser, de facto,
uma possibilidade de se terem artistas do concelho, ter a banda do Ateneu e
também algumas alocuções breves dalguns responsáveis autárquicos. Parece-lhe
uma solução interessante, que, ao fim e ao cabo, vem ao encontro daquilo que
referiu.
Quanto ao cantar a Grândola, Vila Morena, logo se verá como é que isso se pode
fazer, é uma forma de celebrar o 25 de Abril, da maneira que é possível.
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• 007
Reunião de 2020/04/15
Município
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Vila Franca de Xira Deliberação n2____________
Câmara Municipal
Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
INFORMAÇÕES DE INTERESSE - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL;
CENTROS DE ACOLHIMENTO TEMPORÁRIO
Interveio o Sr. Presidente, passando a palavra à Sr Vereadora Fátima Antunes.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Fátima Antunes, dando os bons dias a todos,
cumprimentando, na pessoa do Sr. Presidente, todos os presentes, os que
acompanham esta reunião e todos os que a seguem em casa, via transmissão on
une, dizendo que, não obstante as dificuldades de aquisição de equipamento de
proteção individual, a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira tem envidado todos
os esforços no sentido de garantir a existência destes equipamentos nos serviços
municipais que deles necessitam, disponibilizando-se também para colaborar com
as diversas instituições do concelho no seu fornecimento.
Com recurso a meios próprios, através duma aquisição feita pela Área
Metropolitana de Lisboa, a câmara municipal distribuiu nestes últimos dias 12 100
máscaras, 540 batas, 333 viseiras e 94 óculos, numa medida que abrangeu as IPSS
do concelho, com estrutura residencial para pessoas idosas, serviço de apoio
domiciliário e unidades de cuidados continuados, assim como as instituições de
apoio a pessoas com deficiência, também com a vertente residencial.
As instituições privadas, com estrutura residencial para idosos, serão também
apoiadas de acordo com as disponibilidades da autarquia, e com as necessidades
que estas venham a manifestar.
Tomou a palavra o Sr. Presidente, informando sobre os centros de acolhimento
temporário de emergência, dizendo que a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira,
através do seu Serviço Municipal de Proteção Civil, procedeu à instalação de 6
centros de acolhimento temporário de emergência no concelho, com uma
capacidade total de 265 camas, para resposta a diferentes necessidades da
população, no contexto da pandemia por Covid-19.
Todas as estruturas dispõem de instalações sanitárias e contemplam zonas para
refeições e higiene pessoal, sendo que 4 destes centros de acolhimento destinam
se a servir de retaguarda de apoio a estruturas residenciais para pessoas idosas,
em caso de necessidade de deslocação temporária de utentes não infetados para a
desinfeção das instalações, sempre em articulação com a Segurança Social e a
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FI. Livro
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Fl.Ata 008
Reunião de 2020/04/15
Município
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Vila Franca de Xira Deliberação n_____________
Câmara Municipal
autoridade de saúde local.
Estão situados em Vialonga, no pavilhão do Olival de Fora, com 50 camas, em
Alverca, no pavilhão do Futebol Clube de Alverca, com 50 camas também, e em
Vila Franca de Xira, no ABEl — Associação de Bem-Estar Infantil, com 30 camas, e
no pavilhão multiusos do Cevadeiro, com 100 camas. No caso do pavilhão
multiusos, e em caso de expressa necessidade, o espaço poderá também evoluir
para hospital de campanha, com a colaboração e o apoio técnico do hospital de
Vila Franca de Xira.
Existem ainda mais 2 centros de acolhimento para apoio a população específica.
Em Alverca, na sede dos escuteiros do Corpo Nacional de Escutas, agrupamento
317, está criada uma estrutura de 28 camas, exclusivamente direcionada para
elementos das forças de segurança, PSP e GNR, e bombeiros. Em Vila Franca de
Xira está em funcionamento, desde março, uma estrutura de apoio a pessoas em
situação de sem-abrigo, com a capacidade de 7 camas.
Não pode, nesta ocasião, deixar de fazer também referências a muitos gestos de
solidariedade que se têm manifestado, como doações e empréstimo de materiais à
câmara municipal, e vai referir algumas dessas entidades, tendo isto também a ver
com os centros de acolhimento temporário, que, como se deve calcular,
implicaram uma logística alargada, em que, para além dos recursos próprios da
câmara municipal, contaram também com a colaboração de diversas entidades na
disponibilização de espaços, equipamentos e outros materiais, às quais quer desde
já agradecer.
Pela cedência de instalações, o obrigado aos Escuteiros do agrupamento 317 de
Alverca, assim como ao Futebol Clube de Alverca e ao ABEl, de Vila Franca de Xira,
sendo que os escuteiros de Alverca contribuíram também com empréstimo de
camas, colchões e almofadas, e o Futebol Clube de Alverca com materiais de
apoio.
As Forças Armadas emprestaram e colaboraram na instalação de 100 camas e
colchões que estão no pavilhão do Cevadeiro, e a Autoridade Nacional de
Emergência e Proteção Civil, base de apoio logístico, emprestou 100 cobertores. Os
bombeiros de Vialonga cederam camas e colchões, a junta de Freguesia de
Vialonga e a Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense emprestaram diversos
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19. Livro
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Município
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Câmara Municipal
materiais de apoio.
Agradece ainda as doações que a câmara municipal também recebeu e que
representaram contributos muito significativos para as necessárias condições de
conforto destes centros de acolhimento. No total foram já oferecidas à autarquia,
até esta data, 300 almofadas, 300 jogos de lençáis, 300 cobertores e 100
edredões, pelas empresas Somague, através do hospital de Vila Franca de Xira,
Têxteis Moinhos Velhos e IKEA de Loures.
Por fim, faz uma referência ao CDS/PP e à empresa lmarte, que disponibilizaram
gratuitamente as suas estruturas outdoor, colaborando desta forma com o
município nas diversas ações de comunicação e informação da população, que
nesta altura são também de grande importância.
Sendo este um período de grande dificuldade, não pode deixar de enaltecer a
mobilização da sociedade civil e a disponibilidade destas e de outras entidades,
que têm vindo a contactar a câmara municipal com a intenção de colaborar no
combate a esta pandemia. Por isso, mais uma vez, em nome da Câmara Municipal
de Vila Franca de Xira, o seu obrigado e um bem-haja a todos
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El. Livro
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Câmara Municipal 1
Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
INFORMAÇÃO DA SR VEREADORA MANUELA RALHA - PRÉMIO PERSONALIDADE
INTERCULTURAL
Interveio o Sr. Presidente, dando a palavra à Sr Vereadora Manuela Ralha.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Manuela Ralha, cumprimentando, na pessoa do
Sr. Presidente, todos os Srs. e as Srs Vereadoras, assim como todos os que
seguem a reunião via on-line, informando que a câmara municipal quer felicitar o
Agrupamento de Escolas do Forte da Casa, que foi distinguido com o prémio
Personalidade Intercultural, na categoria de Ensino e Formação, atribuído pelo
Espaço t — Associação para Apoio à Integração Social e Comunitária.
Integrado nas comemorações do Dia Internacional da Língua Materna, este prémio
teve em linha de conta o facto de o agrupamento ser frequentado por 212 alunos
estrangeiros, num total de 27 nacionalidades, reconhecendo desta forma o seu
contributo para acolher a diversidade cultural e assim promover a inclusão.
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Câmara Municipal
Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
VOTO DE LOUVOR A TODOS OS TRABALHADORES
Interveio a Sr Vereadora Regina janeiro, fazendo a leitura de um voto de louvor a
todos os trabalhadores, de acordo com o documento que se anexa e dá por
inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
Tomou a palavra o Sr. Presidente, referindo que o Partido Socialista está de acordo,
e aliás teve ocasião de trocar impressões ontem, durante a tarde, e efetivamente
foi possível chegar a um consenso sobre a redaçáo. Pensa que este voto de louvor
tem todo o sentido, a todos os trabalhadores, principalmente aqueles que fazem o
seu desempenho profissional em áreas essenciais, sem as quais a situação do dia a
dia dos portugueses seria bem mais complicada.
Este voto de louvor, ao qual os membros do PS se juntam, tem todo o sentido.
Terminou, dizendo não saber se a Sr Vereadora Helena Pereira de jesus se quer
manifestar sobre este voto de louvor.
Interveio a Sr Vereadora Helena Pereira de jesus, mencionando que a Coligação
Mais também votará a favor deste voto de louvor, pois, de facto, face à pandemia
que nos está a assolar e que restringiu as liberdades e direitos, de certa maneira é
um conforto saber que há uma série de pessoas que estão a fazer, e todos os dias
fazem, com que esta pandemia termine ou pelo menos desacelere.
Estando-se em casa, sabe-se que há outras pessoas que estão na rua, a trabalhar,
e que dão tudo por elas e por todos, duma forma completamente solidária e
altruísta. De facto, não podia deixar também de focar os funcionários da câmara
municipal, que todos os dias se dedicam e todos os dias saem à rua, correndo
também riscos, nomeadamente aqueles que à própria dizem respeito, dos
mercados e da Divisão de Habitação e Intervenção Social, que correm riscos todos
os dias para que as pessoas que precisam deles fiquem bem e não passem
necessidades.
Por isso, também a Coligação Mais não poderia deixar de se juntar ao voto de
louvor, fazendo também uma especial referência aos bombeiros e todos aqueles
trabalhadores que estão nos supermercados, forças policiais, e todos os que fazem,
pelo menos, não ser tão grave ou tão horrível passar por estes tempos, em que
efetivamente se está confinado e não se pode ter a vida normal como se estava
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habituado. Assim, a Coligação Mais jamais poderia deixar de acompanhar este voto
de louvor.
Interveio o Sr. Presidente, agradecendo e referindo não saber se o Sr. Vereador
Carlos Patrão quer intervir, se não quiser passará à votação.
Tomou a palavra o Sr. Vereador Carlos Patrão, dizendo que não tem nenhuma
intervenção para fazer.
Interveio o Sr. Presidente, referindo que então não há nada a acrescentar e
passando à votação, perguntando quem vota contra, quem se abstém, concluindo
que o voto de louvor é aprovado por unanimidade.
Deliberado, por unanimidade, aprovar o voto de louvor.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
LEI DE FINANCIAMENTO DAS AUTARQUIAS LOCAIS
Interveio a Sr? Vereadora Regina janeiro, referindo que gostaria de falar da lei de
financiamento das autarquias locais, dizendo que, como tem sido público, e há
muitos anos, esta lei não é cumprida, e sabe-se também que todas as autarquias
deverão ter consciência. Aquilo que perguntam é: Há consciência de qual é o
montante em dívida, quanto é que o Estado deve às autarquias por não estar a
cumprir com a Lei das Finanças Locais? —
Esta questão coloca-se, pois é um direito que as autarquias têm, é natural que
assim seja, e os membros da CDU ouviram falar dum acordo com o Governo, em
que estaria previsto este cumprir com a recuperação destes pagamentos da dívida
em atraso. Ouviram dizer, querem saber se o Sr. Presidente confirma que está
prevista esta recuperação da dívida por parte do Governo perante as autarquias,
até porque, como sabe, têm-no dito nas duas últimas reuniões de câmara, hoje
têm-se as medidas que já se aprovaram, o que não quer dizer que daqui por diante
não sejam precisas outras, e algumas também vão hoje propor, que podem
precisar ainda de mais investimento.
Estando as autarquias, neste momento, a fazer um grande esforço para dar
resposta às necessidades, parece-lhes central também que tenham a capacidade
de exigir, junto do Governo, os valores que lhes são devidos.
Interveio de novo, após a discussão da ordem do dia, dizendo que colocou uma
questão muito importante, muito importante mesmo, que é a Lei das Finanças
Locais, e questiona se a câmara municipal tem ou não tem contas feitas, se sabe
ou não quanto é que o Estado tem ao longo destes anos acumuLado em dívida.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
ACOMPANHAMENTO DE TRABALHADORES COM DOENÇAS CRÓNICAS
Interveio a Sr Vereadora Regina janeiro, referindo, relativamente aos
trabalhadores da autarquia, que gostava de colocar duas questões, e uma é
esperar que os serviços de saúde ocupacional da câmara municipal, que têm o
acesso aos ficheiros de todos os trabalhadores, estejam a acompanhar aqueles que
são os doentes crónicos.
Portanto, é a informação que os doentes crónicos estão a ser acompanhados pelos
serviços de saúde ocupacional, e uma outra informação é garantir que nenhum
destes trabalhadores que sofrem de doenças crónicas esteja a trabalhar.
Interveio de novo, após a discussão da ordem do dia, mencionando que uma
questão a que dá muito relevo e não lhe foi respondida é se os trabalhadores com
doenças crónicas da câmara municipal e da junta de freguesia estão a ser
acompanhados e se não há nenhum que esteja a trabalhar.
O Sr. Presidente interveio, dizendo que, de facto, em termos de pessoas em
quarentena a câmara municipal não tem informação que alguém esteja.
Mencionou a Sr Vereadora Regina janeiro que não falou de nenhum em
quarentena.
Disse o Sr. Presidente que os trabalhadores têm de ser acompanhados pelos
médicos que sempre os acompanham.
Referiu a Sr? Vereadora Regina Janeiro que não é isso que está a falar, está a falar
dos doentes crónicos da câmara municipal, e os serviços de saúde operacional têm
a ficha de cada trabalhador obrigatoriamente. São as pessoas que têm doenças
crónicas, não está a falar de nenhuma quarentena.
Prosseguiu o Sr. Presidente, dizendo que já percebeu a pergunta, sabe donde vem
também, mas é a vida, a vida é curiosa.
Assim, quem está efetivamente com doenças que não sejam Covid-19,
naturalmente que está a ser seguido, como sempre foi, pelos médicos respetivos, e
se tiver alguma dificuldade, pode contactar com a câmara municipal, que também
ajudará. Está-se a falar de doenças que não têm a ver com problemas da Covid-19,
e é aquilo que é o normal, numa pessoa que antes da pandemia tinha uma doença
que estava a ser seguida pelo seu médico, eventualmente até pela medicina do
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trabalho. -
Se houver alguma dificuldade de alguém, naturalmente que a câmara municipal
está disponível para ajudar, é só contactar, que a câmara municipal o fará.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
TOLERÂNCIAS DE PONTO
Interveio a Sr Vereadora Regina Janeiro, referindo-se aos trabalhadores da
autarquia, referindo que uma questão que gostava de colocar tem a ver com as
tolerâncias de ponto da passada quinta-feira e da passada segunda-feira, em que
gostava de saber se a câmara municipal vai pagar as horas extraordinárias a quem
trabalhou nas tolerâncias de ponto.
O Sr. Presidente interveio, pedindo desculpa, mas dizendo que não está a ouvir na
plenitude aquilo que a Sr Vereadora lhe está a dizer. Vai tentar responder por
aquilo que ouviu, mas não está a conseguir ouvir, há uma dificuldade qualquer que
não sabe qual é, talvez seja sua, mas deve haver outra qualquer, porque não está
a ouvir na perfeição.
A Sr? Vereadora Regina janeiro interveio de novo, perguntando se o Sr. Presidente
já está a ouvir melhor
Respondeu o Sr. Presidente que sim.
Continuou a Sr Vereadora, mencionando que aumentou o volume, o Sr. Presidente
podia ter dito mais cedo, os membros da CDU fizeram os testes e estavam a correr
bem, mas tudo bem, prosseguindo, resumindo o que disse.
Interveio o Sr. Presidente, após a discussão da ordem do dia, referindo, sobre o dia
9 e o dia 13, que efetivamente o seu despacho é claro, e no seu despacho da
tolerância de ponto nestes 2 dias, na sequência daquilo que foi a decisão também
do Governo, está referido que são pagos como suplemento de trabalho
extraordinário.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
ALARGAMENTO DO FORNECIMENTO DE REFEIÇÕES
Interveio a Sr Vereadora Regina janeiro, referindo que os membros da CDU
queriam reforçar a sugestão que fizeram há 15 dias, que é alargar o fornecimento
das refeições que se estão a fornecer já às escolas, em take-away, aos escalões A
e B, aos filhos dos trabalhadores considerados essenciais.
Continuam a entender que esta é uma medida que se deveria também tomar e
gostavam de saber, em média, quantas refeições neste momento estão a ser
servidas às crianças dos escalões A e 6.
Tomou a palavra o Sr. Vereador Carlos Patrão, dizendo que o Bloco de Esquerda
solicitou os elementos de quantas refeições é que estão a ser fornecidas aos
alunos, já que essa é uma das atribuições da câmara municipal, sendo importante
saber, de facto, quantas é que estão a ser fornecidas, e de que modo é que este
fornecimento é assegurado, ou seja, se os pais vão buscar essas refeições ou se
essas refeições são entregues porta a porta.
Interveio o Sr. Presidente, após a discussão da ordem do dia, mencionando que já
há pouco referiu à Sr Vereadora Cláudia Martins que, nos escalões A e 6, são 161
neste momento, e mais 9 de crianças que estão nas escolas, filhos de
trabalhadores que pertencem principalmente à área das forças de segurança.
Relativamente à questão do Sr. Vereador Carlos Patrão, questiona o que é que
queria dizer quando lhe perguntou se os pais iam buscar as refeições, pois não
percebeu. Queria referir-se às refeições escolares?
Respondeu o Sr. Vereador que sim, se as refeições escolares são entregues na
casa onde as crianças estão ou alguém as tem de ir buscar a algum sítio.
Referiu o Sr. Presidente que é uma questão de acertar, porque há várias
possibilidades de se fazer, ou através da junta de freguesia, através da câmara
municipal, enfim, para pessoas que efetivamente tenham alguma dificuldade e não
possam ir ao local onde vai ser disponibilizada a refeição, há condições de se fazer,
é só uma questão de se dizer, que a câmara municipal ou as juntas de freguesia o
fazem. Está-se sempre em sintonia e em comunicação para desenvolver essas
situações.
Interveio o Sr. Vereador Nuno Libório, perguntando, relativamente a estes últimos
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dias de confinamento obrigatório no concelho, como é que foi feito o assegurar das
refeições para aqueles trabalhadores que cumprem os critérios das funções
essenciais e obrigatórias, nos termos do estado de emergência.
Respondeu o Sr. Presidente que não sabe responder, mas, se necessitarem de
refeições a câmara municipal também as distribui, é uma situação que pode ser
colocada. Apesar do refeitório estar a funcionar, para estes trabalhadores em
questão provavelmente é mais difícil tomarem a sua refeição no refeitório.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
FUNCIONAMENTO DO ANO LETIVO NO 32 PERÍODO - APOIO ÀS CRIANÇAS NO
ENSINO À DISTÂNCIA
Interveio a Sr Vereadora Regina Janeiro, referindo que há freguesias que os
membros da CDU sabem que estão a fazer o serviço que vão propor, não têm a
certeza que estejam todas, mas questionam se a câmara municipal está disponível
para ajudar as famílias na impressão dos trabalhos, fazer fotocópias, para as
crianças que naturalmente não têm capacidade de o fazer doutra forma.
As crianças estão, neste momento, umas, com aulas no Canal 2, ou a partir de
segunda-feira todas terão no Canal 2, mas também sabem que algumas estão a ter
aulas enviadas pelos professores, e nem todas, por um lado, têm Internet, por
outro lado, têm capacidade de imprimir os trabalhos.
Sabem que há freguesias que o estão a fazer, e gostariam de saber se a câmara
municipal está também disponível para ajudar.
Tomou a palavra o Sr. Vereador Carlos Patrão, mencionando uma questão que já
no dia 1 de abril o Bloco de Esquerda tinha colocado, que também o preocupa
muito, é a de como é que vai funcionar o ano letivo no 3 período.
A solução da telescola garante alguma uniformidade nos conteúdos, mas não
garante o apoio que é necessário dar a cada aluno, e gostava de saber se existe
algum levantamento das necessidades em termos de meios informáticos,
computadores e acesso à lnternet, para se conseguir garantir o apoio dos
professores através de meios à distância.
Interveio o Sr. Presidente, após a discussão da ordem do dia, respondendo à Sr
Vereadora Regina Janeiro que a câmara municipal não tem pedidos de impressão
de documentos por parte dos agrupamentos. Quando esse pedido for colocado,
naturalmente que disponibilizará todos os documentos que forem necessários.
Depois, o Sr. Vereador Carlos Patrão perguntou-lhe como é que vai começar o
próximo ano letivo.
Referiu o Sr. Vereador que não era bem essa a questão, não é o próximo ano
letivo, é o 32 período.
Respondeu o Sr. Presidente que sim, o 32 período, e o que diz é que começaram as
aulas, em termos de telescola, e mal se pensava que ainda se ia recorrer a uma
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coisa destas, mas enfim, é a vida. Estão a começar e, segundo lhe parece, lá para
finais de julho, para o 32 ciclo e secundário, salvo erro, poderá haver informação à
volta dessa matéria, mas as informações ainda não são muito claras e está a
aguardar para fazer uma reunião em teleconferência com os diretores dos
agrupamentos, para ver como é que se vão enquadrar nisto tudo.
Sobre quantos alunos é que não têm lnternet e quantos alunos é que não têm
computadores, aquilo que pode dizer é que Internet são à volta de 800, e
computadores são à volta de 700, mais coisa, menos coisa.
Isto dá um valor global da ideia de quais são as necessidades, e nesse sentido a
câmara municipal, no que diz respeito à lnternet poderá eventualmente avaliar,
quando à questão dos computadores, é um peso financeiro muito elevado, e na
sua opinião tem de ser o Ministério da Educação a suportar.
Interveio a Sr Vereadora Reqina Janeiro, só para dar uma informação, é que já
está tudo decidido, a telescola começa segunda-feira, do ponto de vista da
educação, depois da conferência de imprensa de quinta-feira à noite não lhe
parece que haja ainda algumas dúvidas sobre qualquer matéria, a telescola
começa segunda-feira.
Interveio o Sr. Vereador Nuno Libório, perguntando se estes 700 computadores e
cerca de 800 crianças sem acesso à lnternet dizem respeito a todos os ciclos, pois
provavelmente não. Se se tiverem de considerar todos os ciclos de ensino
existentes no concelho de Vila Franca de Xira, muito provavelmente este número
será superior àquele que o Sr. Presidente avançou, mas colocava-lhe diretamente a
questão.
Disse o Sr. Presidente, só para esclarecer, que são dados dos agrupamentos de
escolas.
Continuou o Sr. Vereador Nuno Libório, referindo que com certeza, mas a questão
não é essa, a questão é saber se estes números dizem respeito a algum ciclo em
particular ou se a todos os ciclos ministrados no concelho de Vila Franca de Xira.---
Referiu o Sr. Presidente que é em geral, são números gerais, em todos os ciclos.---
Disse o Sr. Vereador Nuno Libório que então é em todos ciclos, muito bem.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
APOIO AOS BOMBEIROS
Interveio a Sr Vereadora Regina janeiro, referindo que uma sugestão que os
membros da CDU querem fazer tem a ver com os bombeiros, que há 15 dias
referiram, mas hoje têm de voltar a reforçar, porque a situação parece-lhes cada
vez mais urgente.
Por um lado, é garantir que os equipamentos de proteção individual tenham sido
entregues a todas as corporações de bombeiros, e neste momento não há
operacionais que não tenham equipamentos de proteção individual, depois, uma
segunda questão tem a ver com uma sugestão que querem fazer, um apoio
extraordinário aos bombeiros, tal como se fez às IPSS e como se fez ao movimento
associativo.
Neste momento há uma quebra muito acentuada da receita nos bombeiros, fruto
da diminuição do número de transportes de doentes, e também sabem que neste
momento só estes profissionais podem intervir, ou seja, as corporações não podem
recorrer aos voluntários, o que quer dizer que as despesas estão a aumentar. Por
um lado, é a perda de receita, as corporações perderam receita, por outro lado, é o
aumento de despesas.
Os membros da CDU sabem também que há corporações de bombeiros que
claramente já disseram que só têm capacidade para pagar salários por mais mês e
meio, e que, aliás, estão já a pensar e a avaliar entrarem em Iay-off. Na opinião
que têm a câmara municipal deve fazer todos os esforços para que tal não
aconteça.
Daquilo que lhes foi dito, e daquilo que conhecem, até hoje, ao contrário daquilo
que se fez, como por exemplo com as IPSS, ainda não foi feita nenhuma reunião
com as 6 corporações de bombeiros, e o que querem também sugerir é que esta
reunião seja feita, e que nesta reunião se encontre aquilo que são medidas de
apoio extraordinário, como já disse, como se fez com as IPSS e com o movimento
associativo, para que estes trabalhadores tão essenciais, e que até hoje por acaso
já se aprovou por unanimidade um voto de louvor também a eles, não possam
nunca parar. Seria realmente tudo muito mais grave, e parece-lhes que a câmara
municipal tem um papel hoje de também aqui atribuir um apoio extraordinário.
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Outra questão que os preocupa, e é a última que quer colocar, é que crê, e pede
que o Sr. Presidente lhe confirme, que quem faz os seguros dos bombeiros é a
câmara municipal.
Disse o Sr. Presidente que a câmara municipal desde sempre paga seguros aos
bombeiros.
Referiu a Sr Vereadora que é isso, e então os membros da CDU souberam que as
seguradoras estão a dizer que estes seguros que a maior parte das autarquias
paga não estão a abranger as patologias pela Covid-19. Esta informação já lhes foi
confirmada, não sabe se o Sr. Presidente já tinha tido acesso à mesma, preocupa-
a, e pensa que aqui se tem de ter uma linha de intervenção para que não possa ser
assim. É mais uma das tristes coisas que a Covid-19 infelizmente traz, são as
seguradoras, neste momento não há acidentes de viação, ou há muito menos,
porque há muito menos gente nas estradas, não há acidentes de trabalho, porque
há muito menos gente a trabalhar, e depois ainda estão a ter esta atitude, que lhes
parece claramente injusta e pouco respeitadora do momento que o país atravessa.
A preocupação é o que é que a câmara municipal vai fazer, ou se tem que ser uma
medida conjunta, de todas as autarquias, para que se inverta esta situação e para
que os bombeiros estejam salvaguardados, tendo em conta que até estão muito
mais expostos ao vírus.
Interveio o Sr. Presidente, mencionando que teme não ter ouvido na plenitude tudo
o que a Sr Vereadora referiu, vai procurar responder àquilo que julga que
percebeu, o essencial, e ver-se-á. Se houver alguma questão, a Sr Vereadora lhe
dirá que não está respondida.
Interveio ainda, após a discussão da ordem do dia, referindo, como já referiu na
reunião anterior, que efetivamente a câmara municipal tinha chegado a um acordo
para que em junho se pudessem reforçar as equipas com mais recursos humanos,
mas estava-se longe de imaginar o que é que está a suceder neste momento.
Após algumas dificuldades de comunicação, prosseguiu, referindo, como estava a
dizer, que tinha ficado consensualizado que em junho deste ano a câmara
municipal ia colocar mais recursos humanos em cada uma das corporações de
bombeiros do concelho. Isto ficou acordado, os valores eram relativamente altos, e
estava a referir que não se pensava estar na situação em que se está, e recebeu
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um ofício, subscrito por toda as corporações de bombeiros, dizendo das
dificuldades de tesouraria, de liquidez, que estavam a ter, o que quer dizer que
neste momento o problema não é de ter mais recursos humanos, é encontrar
soluções que façam face imediata às dificuldades financeiras que os bombeiros
têm. —
A sugestão que deu foi de que a questão de mais recursos humanos passaria mais
para a frente, talvez em 2021, e neste momento trazia a reunião de câmara uma
proposta de apoio extraordinário face às dificuldades que os bombeiros estão a
atravessar. É uma proposta em que está à espera de resposta, porque as duas
coisas não pode ser, não há condições financeiras para isto.
Aquilo que lhe parece é que o que é necessário é atacar a dificuldade que se tem
neste momento entre mãos, que é a dos bombeiros terem que pagar vencimentos,
têm problemas de toda a ordem e precisam de liquidez, de dinheiro, para fazerem
face a essas dificuldades. Não é, neste momento, acrescentar mais recursos, isso
não resolve o problema que neste momento têm, provavelmente vai acrescentar
mais problemas. De qualquer modo, está à espera de resposta à proposta que fez.-
Relativamente aos equipamentos de proteção individual, sendo uma matéria da
responsabilidade do Ministério da Administração Interna, obviamente, sempre que
a câmara municipal conseguir no mercado adquirir mais equipamento,
naturalmente que o fará.
Sobre o seguro, não há seguro nenhum que abranja uma pandemia como esta,
provavelmente, mas, em termos de doenças, as questões estão muito bem claras e
muito específicas, de modo que a câmara municipal vai manter o pagamento dos
seguros de acordo com os contratos que tem com as seguradoras.
Interveio a Sr Vereadora Regina Janeiro, referindo-se a uma nota que perguntou
ao Sr. Presidente, que o mesmo não respondeu, ou respondeu, mas pensa que a
resposta não pode ser essa, que é o seguro.
Pensa que a câmara municipal tem de pressionar as seguradoras, de preferência
que haja uma posição de força entre todos os presidentes de câmara, porque se
houver algum doente infetado pela Covid-19, como é que será? É uma população
de risco que está exposta, como é que será? Na sua opinião, o Sr. Presidente, como
todos os outros presidentes, deviam ter uma intervenção de força junto do
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Governo e junto das seguradoras.
Interveio o Sr. Presidente, dizendo que não sabe de que cobertura é que a Sr
Vereadora Regina janeiro fala. Sr. Vereador António Félix, que cobertura é que há,
a não ser a do telhado? Qual é que há mais?
O Sr. Vereador António Félix interveio, mencionando, muito sinceramente, que o
que queria perceber é de que tipo de cobertura a Sr Vereadora está a falar
relativamente aos seguros, porque há vários tipos de coberturas, os seguros são
diferentes, uns cobrem umas coisas, outros cobrem outras. Não percebeu qual é a
pergunta, qual é o âmbito, onde é que a Sr Vereadora quer chegar.
Disse a Sr Vereadora Regina janeiro que só quer sempre chegar à verdade, nunca
quer chegar a mais lado nenhum.
É natural que o executivo não se tenha apercebido disto, porque nenhum dos
bombeiros do concelho teve ainda necessidade de recorrer aos seguros. O que
acontece é que, recentemente, fruto disto tudo, houve bombeiros que recorreram
aos seguros, que se estão a recusar a comparticipar bombeiros que tenham a
doença Covid-19, porque dizem que não abrange. Não é assim, os seguros
abrangem, não é a doença “a”, “b” ou “c”, não é a Diabetes, o coração, abrangem
as doenças.
Foi expressa naquilo que disse na primeira intervenção, e percebe claramente,
nem sequer está a criticar, nem a julgar, porque pensa que é normal que o
executivo ainda não se tenha apercebido disto, a própria apercebeu-se porque
falou com presidentes de câmara que já se aperceberam disto, e, já agora, de
diferentes forças políticas, para não se dizer que são só os comunistas, inclusive da
força política do executivo.
Os presidentes de câmara estão a descobrir esta má atitude das seguradoras, e o
que está a sugerir é que se seja proativo, saber se o seguro da câmara municipal
abrange ou não abrange, porque os seguros não são feitos para atingir uma
doença, são feitos para atingir todas as doenças. Tem-se um seguro, se for o
coração, é-se abrangido, se forem os pulmões, é-se abrangido, não são todas as
doenças com exceção da Covid-19, que é aquilo que as seguradoras neste
momento se estão a aproveitar. Por isso, está a dar uma sugestão de se ser
proativo.
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Já disse o que era essencial, é falar com outros presidentes de câmara e com as
seguradoras no sentido de pressionar, pois as pessoas têm de estar salvaguardas.
A câmara municipal está a fazer seguros, está, e bem, a pagar os seguros dos
bombeiros, e se eles são afetados, afinal esses seguros que a autarquia está a
pagar não salvaguardam os bombeiros, os trabalhadores do município, etc. É isso
que está a dizer, mais nada. Não está a querer chegar a lado nenhum, nem está a
ironizar, nem está a brincar, está a falar de coisas muito sérias e duma forma
muito séria também, que é isso que caracteriza a sua intervenção, já agora.
Interveio o Sr. Presidente, referindo, sem prejuízo de o executivo avaliar essa
situação, que, de que saiba, não há seguro nenhum para esta pandemia, a não ser
que o próprio Governo consiga encontrar soluções, através do Ministério da
Economia e junto das seguradoras, para incluir também os efeitos da pandemia
nas coberturas que as seguradoras dão a determinado tipo de trabalhadores, e às
pessoas em geral, mas poder-se-á avaliar.
O Sr. Vereador António Félix interveio, dizendo que o que os bombeiros têm são
seguros de acidentes pessoais. Uma constipação, uma pneumonia, a Covid-19, não
é um acidente pessoal. Estas doenças são asseguradas pelo Serviço Nacional de
Saúde, têm de ser canalizadas por lá, não é pelo seguro, não é o seguro que vai
garantir isso.
Referiu a Sr Vereadora Regina Janeiro que um bombeiro que apanha Covid-19 é
um acidente de trabalho.
Questionou o Sr. Vereador António Félix: Se apanhar uma gripe, também é um
acidente de trabalho, ou uma pneumonia?
Referiu o Sr. Presidente que poderá ser considerado.
Perguntou a Sr Vereadora: O Sr. Vereador é o defensor das seguradoras? Os
presidentes de câmara estão todos a juntar-se, e o Sr. Vereador António Félix acha
que é normal.
Interveio o Sr. Presidente, mencionando que poderá ser uma consequência efetiva.
Agora, perceber como é que isto se cobre, não sabe.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
HORAS EXTRAORDINÁRIAS DE TRABALHADORES PRESTADORES DE SERVIÇO EM
EMPRESA DE VIGILÂNCIA
Interveio o Sr. Vereador Mário Calado, dando os bons dias e referindo que vai
colocar uma questão que se prende com uma que já colocou, pensa, em duas
reuniões anteriores, relacionada com o ponto de situação dos trabalhadores
prestadores de serviço na empresa de vigilância, tendo os membros da CDU
conhecimento que os trabalhadores já estarão a praticar as 8 horas de trabalho, de
qualquer modo, e a questão também agora mais premente, é garantir que lhes
sejam pagas as horas extraordinárias que fizeram anteriormente.
Pensa, não sendo uma questão da responsabilidade direta da câmara municipal,
que a mesma eventualmente terá condições para que isso seja garantido.
Interveio o Sr. Presidente, após a discussão da ordem do dia, dizendo, se percebeu
bem, mas crê que percebeu, que a empresa de segurança que trabalha com a
câmara municipal está a pagar aos seus trabalhadores horas extraordinárias, pelo
facto de estarem a trabalhar mais horas. Crê que foi isso que o Sr. Vereador Mário
Calado colocou.
Disse o Sr. Vereador Mário Calado que foi, é o conhecimento dos membros da CDU
de que já estão a praticar o horário de 8 horas, mas era preciso garantir que as
pessoas iriam receber as horas extraordinárias que já tinham efetuado antes.
Prosseguiu o Sr. Presidente, referindo que, mais uma vez, o Sr. Vereador António
Félix, que tem esta área consigo, vai avaliar o que é que se passa sobre esta
matéria, porque, efetivamente, a câmara municipal tem um contrato que paga
escrupulosamente e a outra parte também tem de cumprir os compromissos com
os seus trabalhadores.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
CÃO ABANDONADO - CONTACTO COM O CENTRO DE RECOLHA OFICIAL
Interveio a Sr Vereadora Cláudia Martins, dando os bons dias, referindo que vai
colocar três questões, e a primeira tem a ver com uma situação que chegou aos
membros da CDU, de uma munícipe, por causa de um cão abandonado, que a
mesma apanhou no dia 30 de março, e tentou ligar, contactar com o CR0 — Centro
de Recolha Oficial, via chamada telefónica, e nunca conseguiu que lhe atendessem
a chamada, a não ser no dia 4. Foi tentando todos os dias, e não conseguiu que as
chamadas fossem atendidas, tentou também com mensagens a partir do
Facebook, que ela diz que se via que tinham sido lidas, mas que não tinham tido
qualquer resposta. Entretanto, dia 4 foi atendida, e a trabalhadora referiu que o
centro se encontra encerrado neste período, pelo que não poderá receber animais.
Gostariam de perceber se esta situação foi alertada para os munícipes, julga que
não, que as pessoas não têm conhecimento desta situação, e questionam o que é
que se fará neste período de tempo com os animais abandonados.
Interveio o Sr. Presidente, após a discussão da ordem do dia, dizendo que a Sr
Vereadora Fátima Antunes pode complementar, e que a situação das pessoas
terem alguma dificuldade com o animal de companhia, ou as questões de animais
abandonados, são diferentes, na medida em que no caso do animal de companhia,
por uma razão qualquer da pessoa. de caráter pessoal, de saúde, e por um período
de tempo, muitas vezes a câmara municipal acolhe o animal, quanto aos animais
abandonados existe legislação para o efeito.
Agora, a Sr Vereadora diz-lhe que telefonaram para o CR0 e ninguém atendeu, e
questiona se a Sr Vereadora Fátima Antunes quer complementar.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Fátima Antunes, referindo, relativamente à
chamada que não se atendeu, que não percebeu o que aconteceu, porque o CR0
tem as pessoas que costumam atender as chamadas em teletrabalho, que estão a
atender e a responder às chamadas que são enviadas e que se recebem.
Em relação à questão deste animal, e devido à contingência, está-se a manter o
funcionamento do Centro de Recolha Oficial e a fazer aquilo que são as ocorrências
que são consideradas urgências, também para uma proteção dos trabalhadores da
câmara municipal.
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5 Fl.Ata - 028
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Há casos, por exemplo, como o Sr. Presidente acabou de referir, de pessoas que
têm um animal de companhia e que se veem infetadas, com esta questão da
Convid-19 e, vivendo sozinhas, não têm de quem cuide do animal. Casos desses
também já chegaram, e é claro que se colaborará e ir-se-á recolher o animal, para
que fique instalado no CR0 até a pessoa ter condições de voltar a cuidar dele.
As outras situações que não são consideradas urgentes, não se consegue, neste
período de contingência, responder, mas tudo é analisado e o CR0 tem recebido
Várias chamadas, inclusive casas encaminhados pelas forças de segurança, com
quem tem uma articulação muito estreita, diária, e tem-se acorrido àquilo que é
possível que assim aconteça.
Interveio ainda a Sr Vereadora Cláudia Martins, só para dizer que atenderam a
chamada, se calhar isso não ficou bem presente, atenderam foi passado nem sabe
quantos dias, mas atenderam, ou seja, a munícipe começou a ligar no dia 30 e
atenderam no dia 4 de abril. Agora, ainda não percebeu é, durante este período, o
que é que se faz aos animais abandonados.
A Sr Vereadora Fátima Antunes interveio, referindo, como tinha dito na sua
intervenção anterior, que todas as questões de emergência serão resolvidas, por
exemplo, um animal que esteja na via pública, que esteja a colocar em risco a
circulação rodoviária, que possa provocar um acidente, obviamente que se irá
recolher.
Relativamente aos animais errantes, como já era anteriormente, a câmara
municipal não consegue recolher todos os animais errantes que estejam na via
pública. Têm de se priorizar. porque todos os centros de recolha oficial têm
capacidade, têm uma capacidade que é aquela, a maior parte das vezes está
sempre sobrelotado, quer seja o do concelho, quer doutros, e nesta altura também
as questões não são diferentes.
Em tudo o que forem situações urgentes, proceder-se-á à recolha, se não forem
situações urgentes, tem que também se aguardar que haja vagas no CR0 para
proceder à recolha.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
ENCERRAMENTO DA UNIDADE DE ADMISSÃO DE DOENTES COVID-19 NA UNIDADE
DESAÚDEFAMILIARTERRASDECIRA
Interveio a Sr Vereadora Cláudia Martins, referindo que ontem os membros da
CDU tiveram conhecimento, ao final do dia, dum anúncio no Facebook, da Unidade
de Saúde Familiar Terras de Cira, que a unidade de admissão de doentes Covid-19,
em Vila Franca de Xira, criada pela ARS — Administração Regional de Saúde, no
âmbito do plano de contingência da pandemia, tinha sido abruptamente encerrada.
Ficaram a saber mais, tal decisão apanhou todos os profissionais de saúde desta
USF de surpresa, e os mesmos são manifestamente contra esta decisão, assumem,
e cita: “Batalhámos ao máximo para que a realidade não fosse esta, é para nós,
USF Terras de Cira, extremamente importante que os nossos utentes
compreendam que esta decisão é totalmente alheia à nossa vontade, e é
determinada superiormente. Tal decisão, além de diminuir um serviço disponível à
população de Vila Franca de Xira, coloca também em causa todo o funcionamento
da unidade de saúde familiar, que já de si se encontra fragilizada por toda esta
situação pela qual estamos a passar, de pandemia”.
Para a CDU tal decisão, ao arrepio do plano de contingência apresentado pela ARS,
do qual não conhecem nenhuma correção, nem justificação científica para tal, e à
revelia dos profissionais desta USF, e lesiva para a população de Vila Franca de
Xira, deve merecer desta câmara municipal o mais veemente repúdio, e
consecutivas diligências junto da tutela para retomar o serviço prestado, de acordo
com a opinião dos profissionais e também do plano aprovado, que vinha em
execução pelos profissionais que acompanham até aqui, in loco, e diariamente, o
avanço da situação. Os profissionais conhecem a sua comunidade e os seus
utentes, conhecem também a realidade dos serviços prestados, e agora colocados
em causa nesta USF.
Contudo, mais ainda, tal decisão obriga à deslocação de utentes numa vasta área
do território, e têm também aqui, como é lógico, profundas reservas, pois coloca
em causa o princípio do confinamento social, medidas até aqui apresentadas como
das mais eficazes na contenção da propagação do vírus. Esta medida obriga à
deslocação de pessoas, e está-se a falar de pessoas com sintoma da doença
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Covid-19, sabe-se lá porque meios, uma vez que cada vez mais os transportes
escasseiam no território do concelho.
Apresenta assim a CDU, em primeiro lugar, toda a solidariedade aos funcionários
desta USF, e à sua corajosa posição ontem tornada pública através das redes
sociais, bem como exige que esta câmara municipal, hoje reunida, tome decisões
para interceder junto da direção do ACES — Agrupamento de Centros de Saúde do
Estuário do Tejo, junto da ARS, Ministério da Saúde, DGS — Direção-Geral da Saúde,
e do Governo, para que tal decisão seja celeremente revertida e retome ao plano
publicado e em vigor.
Esta será sem dúvida uma luta da CDU, conjuntamente com os profissionais e,
claramente, com os utentes, porque basta acompanhar aquela partilha e ler todos
os comentários que já são às centenas, daquele comunicado. A CDU estará então,
conjuntamente com os profissionais e os utentes, a acompanhar e a travar bem de
perto esta situação, desde já, até que seja revertida, esperam os seus membros
que muito rapidamente.
Interveio o Sr. Presidente, após a discussão da ordem do dia, dizendo que já passa
a palavra à Sr Vereadora Fátima Antunes, que tem acompanhado este processo,
mas está-se numa situação de grande dificuldade, e muitas das vezes as
orientações, ou não são bem percebidas, ou há questões que escapam, e às vezes
as coisas não correm da melhor forma, com prejuízo, neste caso, para os utentes. --
Nesse sentido, a Sr Vereadora que queira também referir algo sobre o que se
passou com esta unidade de saúde.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Fátima Antunes, mencionando que se teve ontem
conhecimento, através da diretora executiva do ACES, que na sequência da
evolução da pandemia teve de haver algum reajustamento no funcionamento do
ACES e dos vários equipamentos de saúde do concelho.
Como se sabe, além da questão da Covid-19, as necessidades de cuidados de
saúde mantêm-se, e as equipas dos profissionais de saúde que estão afetas aos
vários centros de saúde também, e por uma questão até de proteção, para que se
continue a assegurar aquilo que são os cuidados além da Covid-19, outro tipo de
situações que se mantêm, tiveram que se fazer equipas, umas afetas a tratar
pessoas que eventualmente surjam, pelo menos com suspeitas de Covid-19, e
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outras sem Covid-19, o que faz com que haja algumas restrições relativamente ao
número de profissionais que podem estar disponíveis para isso.
A orientação que existe da ARS, segundo a câmara municipal foi informada, é que
em cada concelho existirá, em termos dos ACES, apenas uma ADC - Área Dedicada
Covid-19, ou seja, aqueles centros de rastreio de Covid-19. No concelho, face à sua
dimensão, e relativamente aos outros concelhos aos quais o ACES também dá
resposta, considerou-se que seria de ter em funcionamento 2 ADC, mas neste
momento, em termos de recursos humanos, não é possível.
Há outra questão também a referir, que desde que esta unidade que agora
encerrou estava em funcionamento, há mais ou menos 1 mês, e encerrou só a
questão do diagnóstico de Covid-19, de resto o centro de saúde mantém-se a
funcionar como normalmente, o número de pessoas que acorria ao centro de
saúde de Vila Franca de Xira era pouco, havia poucas pessoas que se deslocavam
lá, tinha pouca afluência.
Por outro lado, tem-se em funcionamento outro centro de diagnóstico, que está a
dar uma resposta plena e até com resultados mais rápidos, que é o hospital de Vila
Franca de Xira, e devido à proximidade também, em articulação, quer hospital,
quer ACES, considerou-se que, havendo alguém de Vila Franca de Xira a quem seja
necessário fazer o teste, e este encaminhamento continua a ser feito pelo SN524,
ou se deslocará a Alverca, caso tenha essa possibilidade, ou então irá ao hospital
de Vila Franca de Xira, sendo que, em termos de proximidade, o centro de saúde e
o hospital são relativamente perto.
É claro que a câmara municipal gostaria que se mantivessem a funcionar as 3
unidades, mas, daquilo que foi remetido ontem e informado, não havia condições,
em termos de profissionais disponíveis neste momento, e face àquilo que é a
evolução da pandemia, para que se mantivessem os 2 ADC do ACES a funcionar.
Interveio ainda a Sr Vereadora Cláudia Martins, dizendo que, relativamente à ADC,
não faz sentido aquilo que lhe está a ser colocado.
Em primeiro lugar, se inicialmente foram abrangidas 2 ADC no concelho é porque
havia e há essa necessidade. Depois, quando há indicação que não se deve ir para
o hospital, enviam-se as pessoas para os hospitais, que são um foco de
contaminação? Isto não faz qualquer tipo de sentido, e se o problema está na falta
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de profissionais, que se exijam então mais profissionais de saúde. Aliás, há mais,
não se pode dizer que vai tudo continuar a trabalhar na normalidade, porque são
os próprios trabalhadores que dizem que vai haver uma diminuição no serviço
disponível à população de Vila Franca de Xira e coloca em causa todo o
funcionamento da unidade de saúde familiar, que já de si está fragilizada por esta
situação. Portanto, não se poderá aqui dizer que vai tudo estar a correr
normalmente, quando são os próprios profissionais que ali trabalham e conhecem
a realidade que estão a dizer que isso não vai acontecer.
Os membros da CDU continuam a afirmar que a câmara municipal deverá exigir,
junto de quem de direito, a reabertura o mais rapidamente desta ADC.
A Sr Vereadora Fátima Antunes tomou a palavra, dizendo que esta decisão foi
tomada, segundo a informação que o executivo tem, pela diretora executiva do
ACES, em conjunto com o gabinete de crise da Covid-19, e é uma medida
excecional. Neste momento, como a Sr Vereadora Cláudia Martins sabe, há muitos
profissionais de saúde pelo país que já estão infetados, e é preciso fazer equipas
em que agora avançam umas, agora avançam outras, para conseguir manter o
funcionamento normal das unidades, não só da USF, do centro de saúde de Vila
Franca de Xira, como das outras todas do concelho, para que se possa responder,
não só às situações da Covid-19, mas também às outras situações de doença que
se mantêm, mesmo com a questão da contingência da Covid-19.
À medida que todas estas questões vão evoluindo terá de haver reajustamentos
das equipas e dos planos, de forma a conseguir responder o melhor possível às
necessidades das pessoas, e tem de haver articulação, certamente, entre o ACES e
o hospital. O hospital neste momento nâo está, de forma nenhuma, congestionado,
e ainda bem que assim é, relativamente às questões de Covid-19, e até neste
momento as pessoas, mesmo com outro tipo de patologias, não têm acorrido
tanto, por exemplo, aos serviços de urgência, porque têm receio de serem
contagiadas por outra coisa.
Quanto às consultas programadas, elas também não se estão a realizar, pelo
menos de forma presencial, há consultas que estão a ser feitas pelo telefone,
quando assim é possível, a fazer os aconselhamentos que são necessários, e isso
também se verifica no centro de saúde, onde, por exemplo, a questão da
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prescrição de medicamentos que muitas vezes as pessoas já tomam, de passar só
a receita, é passada e encaminhada para os telemóveis e para os computadores
dos utentes.
Todas estas medidas que têm estado a ser feitas são para, de facto, manter o
funcionamento o mais normal possível, e para que quando as pessoas precisam de
resposta, seja por Covid-19 ou outras situações, tenham a resposta.
Como já disse, quanto mais unidades estiverem a funcionar, melhor, mas tem de
ser dada a resposta que é possível, e neste período de contingência não lhe parece
que seja possível ir buscar profissionais de saúde a algum sítio. Como já tem vindo
a referir, o executivo tem-se vindo a debater, quer pela colocação de mais médicos
de família, quer de outros profissionais nas unidades de saúde do concelho, centros
de saúde, e isso tem-se vindo a verificar, as lotações estão claramente melhores
do que há uns anos atrás, mas não estão, e já não estavam antes da Covid-19, com
as lotações ideais. É esse trabalho que se tem vindo sempre a fazer, e a pugnar
para que haja o número de profissionais adequado, a responder áquilo que são as
necessidades da população.
Neste período de contingência é o que é, e não só aqui há dificuldades, noutros
locais também haverá.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
COVID-19 - DIREITOS DOS TRABALHADORES
Interveio a Sr Vereadora Cláudia Martins, dizendo que esta situação da Covid-19 e
da pandemia afeta a todos, mas os membros da CDU não podem deixar de falar da
situação social a afetar bem de perto, e muito, os trabalhadores e as famílias,
sabendo-se que é nos momentos críticos que se põe em evidência o papel
insubstituível de todos os trabalhadores, que com o seu trabalho não deixam o país
parar, assegurando os serviços e as produções essenciais.
Infelizmente, está-se neste momento a viver um desses momentos críticos, e nesta
fase os trabalhadores enfrentam, não um, mas dois perigos grandes, por um lado a
Covid-19, e por outro lado a oportunista e deliberada ofensiva aos seus direitos e
aos seus rendimentos.
Sabem que são aos milhares os trabalhadores que no país têm sentido na pele as
dificuldades que o capital e o patronato impõem, através desta situação, e seja nas
condições de vida, no emprego ou na falta dele, no salário e na falta dele também.
Perante a realidade que se vive hoje em dia é claro que se têm de tomar medidas
excecionais, a proteção da saúde e da vida, claro que sim, mas não podem de todo
aceitar que se tornem em arma de arremesso contra os trabalhadores, e é a isso
que têm vindo a assistir. Com a máxima liberdade e inteira impunidade podem
despedir, podem explorar, podem restringir drasticamente a possibilidade dos
trabalhadores se organizarem, se defenderem e de fazerem valer os seus direitos. -
A pretexto da Covid-19 tem-se assistido a isso mesmo, a despedimentos, à
imposição de férias, à alteração unilateral de horários, à aplicação do lay-off, à
recusa de exercício dos direitos parentais e outros tantos ataques aos direitos dos
trabalhadores, e tal só é possível pela facilitação criada pela ação do Presidente da
República e também do Partido Socialista, na sua ação governativa.
Passa a citar a Margarida Botelho, em algumas frases que no outro dia colocava,
que são as frases do dia, estão na ordem do dia dos trabalhos, que são, “vá para
casa e depois logo se vê”, “os seus serviços são dispensáveis”, “tem paciência,
tem que se fazer um horário duplo”, “qual é a parte disto é uma guerra que ainda
não percebeste?”. Por todo o lado estas frases ouvem-se nas empresas, nos locais
de trabalho, e transformam estas duras realidades na vida de trabalhadores de
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todos os setores. Não tem, de todo, que ser assim, a resposta à epidemia não está
na Lei da Selva e no “salve-se quem puder”, não está na exploração, e não se
ataca esta doença com uma população empobrecida, assustada e isolada, antes
pelo contrário, é com mais direitos e não com menos.
Os trabalhadores não estão sozinhos, os sindicatos continuam a funcionar.
Pediu o Sr. Presidente à Sr Vereadora para terminar, já se percebeu o alcance da
sua intervenção.
Referiu a Sr Vereadora Cláudia Martins que termina já, mas pensa que esta é uma
situação que chega a milhares de trabalhadores, tem de ser dita e é justa. Sabe
que a intervenção está a ser mais longa do que aquilo que é normal, mas pensa
que o motivo assim o vale.
O PCP nunca faltou a uma luta ao lado dos trabalhadores, e estará certamente
sempre a organizar e a denunciar estas injustiças.
No seguimento de outras posições já assumidas no plano nacional, os vereadores
da CDU consideram como muito urgente, entre outras tantas medidas, a garantia
da defesa dos postos de trabalho e a proibição do despedimento no período em
que durar o surto epidémico.
Disse o Sr. Presidente à Sr Vereadora para terminar, por favor.
Interveio a Sr Vereadora, referindo que vai já terminar, prosseguindo com as
medidas, como a garantia para todos os trabalhadores da remuneração de 100% e
subsídio de refeição, o pagamento do subsídio de doença e de assistência a filhos e
netos, e a garantia do cumprimento de todas as regras de higiene, saúde e
segurança no trabalho, porque os direitos não estão em quarentena, os direitos
não estão suspensos e não estão liquidados, e é necessário respeitar e dignificar
quem trabalha. Não pode aqui valer tudo, sabem que sim, é verdade, o vírus é
perigoso e pode matar, mas sem dúvida que agravar a exploração e o
empobrecimento da população também destrói vidas.
Que nos lembremos também, e pede desculpa, mas tem de o dizer...-
Interrompeu o Sr. Presidente, dizendo que já percebeu que tem de ser, a Sr
Vereadora tinha de dizer tudo com que se comprometeu com alguém, para dizer o
que está a dizer, tem de ir até ao fim e vai-se ouvir com toda a atenção.
Interveio de novo a Sr Vereadora Cláudia Martins, mencionando que não é uma
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questão de estar a dizer aquilo que alguém lhe mandou dizer, não tem nada a ver.
Não sabe como é que é feito no Partido Socialista, se os seus membros fazem
assim, na CDU não é assim que fazem, há situações que têm de as dizer, e esta,
sem dúvida nenhuma, relativamente aos trabalhadores, se para os membros do PS
não é de importância, para a CDU é da mais extrema importância.
Portanto, vai, sim, fazer a sua intervenção até ao fim, e já poderia ter acabado se o
Sr. Presidente não a tivesse interrompido três vezes.
Referiu o Sr. Presidente que isso é muito injusto, interrompeu a Sr Vereadora 30
segundos, e agora está-lhe a dizer que, numa intervenção de nem sabe quantos
minutos, foi o culpado da Sr Vereadora não chegar até ao fim mais depressa. De
facto, o que diz à Sr Vereadora é que, se não fosse tão sério, dava vontade de rir,
mas enfim. Terminou, Sr Vereadora?
Disse a Sr Vereadora que esta situação não dá vontade de rir, mas o Sr.
Presidente pode-se rir, e não terminou, são os 30 segundos.
Interveio o Sr. Presidente, dizendo então à Sr Vereadora que continue, o período
antes da ordem do dia acabou, mas esteja à vontade.
A Sr Vereadora Cláudia Martins prosseguiu, referindo que nos lembremos destes
trabalhadores também, na altura de aumentar os seus salários e descongelar as
suas carreiras, porque são estes trabalhadores que hoje, e bem...-
Interrompeu o Sr. Presidente, dizendo à Sr Vereadora que vai ter de lhe tirar a
palavra, porque, efetivamente, todas as questões de princípio que queria colocar,
com as quais o P5 também comunga, em muitas delas, já as disse, não vale a pena
estar a repetir-se àquilo que já disse anteriormente. Tem mais alguma questão a
colocar para além desta?
Referiu a Sr Vereadora Cláudia Martins que só queria dizer que, realmente, nos
lembremos dos trabalhadores sempre, e não só em alturas de epidemias, e era
aqui que queria concluir, agradecendo e pedindo desculpa pelo tempo que
demorou.
Interveio o Sr. Presidente, perguntando se a Sr Vereadora tem mais alguma
questão.
Disse a Sr Vereadora que está tudo.
Concluiu o Sr. Presidente, agradecendo.
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Interveio ainda, após a discussão da ordem do dia, referindo, relativamente a esta
questão dos trabalhadores, do ataque ao patronato, que os culpados são o Sr.
Presidente da República e o Dr. António Costa, do Governo do PS, e nesta altura do
campeonato, francamente, este tipo de avaliações não lhe parece muito oportuno,
mas pronto, é o que é, e se tem de haver algum culpado, que seja o Sr. Presidente
da República e o Dr. António Costa, e ficam todos contentes com isso.
Aquilo que pode dizer é que o Governo tomou medidas legislativas, como a Sr
Vereadora sabe, e administrativas, para reforçar a atuação da autoridade do
trabalho, que tem vindo a fazer o seu trabalho pelo país todo, no sentido de
levantar os autos a algumas situações que sejam ilegais, que estejam a ser
exercidas sobre os trabalhadores das respetivas empresas.
Efetivamente, a situação não é fácil, mas crê que o Governo está a desenvolver as
iniciativas necessárias para reprimir estas tentativas de prejudicar e aproveitar
esta onda da pandemia para colocar ilegalmente, em lay-off, alguns trabalhadores,
sendo que o próprio Ministério da Economia tem produzido muitas iniciativas e
medidas que podem vir a ajudar as empresas, e ajudando as empresas está a
ajudar os trabalhadores, para a manutenção dos postos de trabalho, que é isso que
todos pretendem.
Interveio a Sr Vereadora Cláudia Martins, dizendo que sim, tal como o Sr.
Presidente diz, é o que é, e é mau, porque infelizmente este estado de emergência
veio permitir que uma série de empresas possa fazer lay-off, e empresas que têm
milhares de milhões de lucro anuais, que estão a mandar para casa milhares de
trabalhadores. Para os membros da CDU quem é célere a decretar o estado de
emergência, deverá também ser célere a criar soluções para o problema que isso
levanta. Para o PCP o que é determinante é que a tempo oportuno os direitos dos
trabalhadores sejam salvaguardados, e por isso dizem que não poderão estar em
quarentena, se não ainda se estão a acrescentar problemas aos problemas que
este vírus, só por si, já traz.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
REDUÇÃO DA OFERTA DE TRANSPORTES PÚBLICOS
Interveio o Sr. Vereador Nuno Libório, pedindo desculpa, pois está com algumas
dificuldades técnicas, perguntando se está em condições de poder intervir, se é
audível a sua intervenção.
Referiu o Sr. Presidente que neste momento sim, o Sr. Vereador que faça o favor
de continuar.
O Sr. Vereador Nuno Libório prosseguiu, reiterando os cumprimentos a todos os
presentes, dizendo que a situação é, de facto, excecional, e a intervenção que os
membros da CDU também gostariam de fazer tem a ver com os transportes
públicos.
Como todos conhecem, a situação que se vive, que foi já por demais hoje falada,
obriga também a cuidados redobrados de contenção implementados ao abrigo do
estado de emergência, mas impõe, e é isso que a CDU também quer chamar à
atenção, deveres especiais ao abrigo do serviço público de transportes, e isto
porque, neste momento, no concelho de Vila Franca de Xira, e diria mesmo em
toda a AML - Área Metropolitana de Lisboa, muitas empresas e serviços encontram-
se encerrados, ou então com uma resposta muito limitada do ponto de vista dos
transportes.
Outros, que são os trabalhadores, que têm de manter o seu funcionamento diário,
obrigam-se a rotinas pendulares de deslocação, sendo para tal necessária a
garantia duma resposta fiável ao nível do serviço público de transportes.
Se não, veja-se o que está a acontecer: A CP informou que a partir do dia 14 a sua
oferta de comboios urbanos de Lisboa, onde se inclui a linha da Azambuja, imporá
a supressão de vários horários, num total de 28 ligações, para além de outras
tantas dezenas de supressões nas linhas que ligam à gare do Oriente; a Rodoviária
de Lisboa, que opera também no concelho de Vila Franca de Xira, informou que
suprirá horários a partir do dia 9 de abril, portanto, já está neste momento numa
situação de supressão de horários, não esclarecendo correta e eficazmente os seus
utentes de quais são as ligações que efetivamente foram suprimidas; a Boa
Viagem, que opera na região, com especial incidência no concelho de Vila Franca
de Xira, impôs igualmente uma redução de oferta, em 14 horários e 7 carreiras, a
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partir do dia 6 de abril; os Transportes Sul do Tejo, do grupo Barraqueiro, a coberto
de medidas associadas à pandemia, suspendeu todas as ligações entre a margem
norte e a margem sul, a partir do dia 9 de abril.
Da parte dos membros da CDU, enquanto eleitos na câmara municipal, repudiam
estas decisões, porque tiveram como consequências limitações e mesmo
impossibilidade, para muitos dos residentes do concelho de Vila Franca de Xira, de
acederem aos seus postos de trabalho, fundamentais no contexto de medidas de
proteção da saúde pública, além de uma enormíssima consequência na mobilidade
em toda a área metropolitana.
Estas posições dos operadores de transportes deveriam ter tido obrigatoriamente
uma comunicação à área metropolitana ou ao município, o que sabem não ter
acontecido, para além do mais essa interligação e ajustamento deviam ter sido
feitos com o município de Vila Franca de Xira e com todos os municípios da AML.---
Portanto, e para terminar, não podem aceitar que a coberto de uma situação de
emergência os operadores de transportes se afastem, assim, dos especiais deveres
de serviço público, porque isso significa, para além da retirada de rendimentos
desses trabalhadores, uma perda de mobilidade na área metropolitana.
Perguntam: A câmara municipal já tomou alguma iniciativa no sentido de intervir
junto destas empresas, para lhes fazer crer que a sua atividade não pode gerar,
apenas e só, na lógica do lucro, mas sim na resposta à população? Também, e é
uma proposta que fazem, propõem que intervenha junto da comissão executiva da
AML para que esta atue, no âmbito das suas competências e obrigações delegadas
pelo município de Vila Franca de Xira, para a reposição da normalidade do direito à
mobilidade.
Interveio o Sr. Presidente, após a discussão da ordem do dia, mencionando que
quer dizer ao Sr. Vereador que, como o mesmo sabe, esta matéria dos transportes
públicos está a ser avaliada pela Área Metropolitana de Lisboa, e este, como todos
os outros 18 municípios, delegaram competências nesta matéria. —
A quebra de compra de passes foi imensa, mas isso não justifica aquilo que os TST,
a Boa Viagem e eventualmente outros operadores, estão a fazer, e naturalmente
que todos os presidentes de câmara têm manifestado estas preocupações junto da
AML, no sentido de encontrar soluções, e a AML está a tentar, e amanhã mesmo há
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uma reunião por teleconferência onde estas matérias vão ser faladas, obviar estas
dificuldades, porque há uma série de matérias que são reais.
Há menos procura, há ofertas para as quais os operadores dizem que não têm
utentes, e, no fundo, cria-se uma dificuldade enorme. São dificuldades, dizem, de
tesouraria, graves, o próprio sabe que a AML está neste momento a propor a
possibilidade de avançar com meios financeiros, adiantamentos financeiros para
fazer face a estas dificuldades, mas amanhã saberá isso em pormenor. Agora, de
facto, está-se numa dificuldade complicada.
Quanto aos comboios, já não tem tantas certezas relativamente áquilo de que está
a falar, há diminuição de horários, também se diz fruto de menos pessoas que
utilizam o comboio, mas sobre a questão do transporte rodoviário não tem dados
para poder referir algo mais do que já referiu. Contudo, amanhã certamente que
terá mais informação.
Interveio mais tarde, referindo que não se esqueceu do Sr. Vereador Nuno Libário,
que pediu para intervir.
Tomou a palavra o Sr. Vereador Nuno Libório, questionando se pode intervir.
Respondeu-lhe o Sr. Presidente que sim.
Prosseguiu o Sr. Vereador Nuno Libório, agradecendo e dizendo que são mesmo
notas finais, e gostava, se houvesse oportunidade e disponibilidade da parte do Sr.
Presidente, de clarificar algumas questões e dar uma sugestão para a reunião de
amanhã que o Sr. Presidente terá no conselho metropolitano.
Assim, amanhã, na reunião do Conselho de Ministros, o Sr. Presidente tem de levar,
se permitir a consideração dos membros da CDU, dados concretos, e os dados
concretos são que na linha da Azambuja foram suprimidas 28 ligações.
Interveio o Sr. Presidente, agradecendo pela sugestão, agradece muito.
Prosseguiu o Sr. Vereador Nuno Libório, pedindo ao Sr. Presidente que o deixe
terminar, por favor, porque crê que estão todos envolvidos no mesmo espírito e o
Sr. Presidente disse, na resposta à sua intervenção, que não tinha muitos dados
precisos relativamente a alguns operadores de transportes, e está a querer reiterar
uma informação que partilhou com o Sr. Presidente e com toda a câmara
municipal, são 28 ligações, só na linha da Azambuja, além de várias dezenas de
linhas que foram suprimidas pela CP.
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Relativamente à Rodoviária de Lisboa, que opera no concelho de Vila Franca de
Xira, e não só, foram feitas várias supressões de horários, e esta entidade não
informou os utentes de quais foram os horários suprimidos.
A Boa Viagem, que opera no concelho de Vila Franca de Xira, reduziu a sua oferta
em 14 horários e 7 carreiras, só na área do concelho de Vila Franca de Xira.
Interveio o Sr. Presidente, dizendo que é preciso ter cuidado com aquilo que o Sr.
Vereador está a dizer, na medida em que estes dois operadores solicitaram à Área
Metropolitana de Lisboa para, de acordo também com aquilo que a lei determina,
poderem avançar com os horários de verão, uma vez que as escolas estão
fechadas. Esta autorização foi dada pela Área Metropolitana de Lisboa, depois de
ouvido o município de Vila Franca de Xira, é uma situação que a lei lhes permite.
Interveio de novo o Sr. Vereador Nuno Libório, mencionando que então vai dizer
com toda a franqueza, a ver se se entendem relativamente a esta matéria, e o Sr.
Presidente, por favor, que o deixe terminar a intervenção da CDU, para também o
sentimento ser fluído o mais rapidamente possível.
A ver vamos, a decisão tem de ser comunicada previamente à Autoridade
Metropolitana de Transportes de Lisboa, com o conhecimento e envolvimento
diretos do município em causa. Não está a falar disso, está a falar de informações
que aconteceram e foram vinculadas pelas próprias empresas, de rescisão
unilateral do contrato de serviço público às quais estavam obrigadas. Uma coisa é
o ajustamento da oferta, face a dimensões que evoluíram nos últimos meses, outra
coisa completamente diferente foi o que se passou nas últimas 2 semanas, em
que, por motivos e a coberto do estado de emergência, estas empresas entraram
numa situação de Iay-off e, pura e simplesmente, eliminaram carreiras sem
comunicação prévia com a Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa.
Por outro lado, pela informação de que a CDU dispõe, até da parte da Autoridade
Metropolitana de Transportes de Lisboa, receberam o financiamento prévio, porque
foram pagos passes pelos utentes dos transportes públicos, no início ou na
transição do mês de março para o mês de abril.
Portanto, amanhã, a obrigação do município de Vila Franca de Xira, é, obviamente,
exigir a reposição da oferta.
Interrompeu o Sr. Presidente, perguntando: Obrigação de quê? O Sr. Vereador está
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lhe a dizer aquilo que tem de dizer? Obrigação? Pede desculpa, mas o Sr. Vereador
que tenha cuidado com as palavras. Qual obrigação? É claro que ia defender aquilo
que tem de defender. Olha isto também!
Pediu o Sr. Vereador ao Sr. Presidente para não o interromper. O Sr. Presidente
interrompe-o no modo presencial e também o interrompe neste modo. O Sr.
Presidente, por favor, que não o interrompa.
Referiu o Sr. Presidente que o Sr. Vereador Nuno Libório também diz coisas que
efetivamente são escusadas.
Continuou o Sr. Vereador Nuno Libório, dizendo que o Sr. Presidente tem é que
respeitar a opinião diferente da sua, e quem tem uma opinião diferente da do Sr.
Presidente não está contra o mesmo, que mesmo sendo o presidente da câmara
tem de saber respeitar a opinião diferente, dos outros.
Referiu o Sr. Presidente que respeita, e o Sr. Vereador Nuno Libório também tem
de respeitar.
Prosseguiu o Sr. Vereador Nuno Libório, dizendo que aquilo que faria, e que a sua
força polftica faria, amanhã, no Conselho Metropolitano de Lisboa, era defender os
interesses do concelho de Vila Franca de Xira, e espera que o Sr. Presidente faça
isso amanhã, é uma obrigação do mesmo, como presidente de câmara.
Interveio o Sr. Presidente, mencionando que amanhã dirá aquilo que entende, e
não é aquilo que o Sr. Vereador quer que o próprio diga. Agradece, mas o Sr.
Vereador que fique descansado, dirá aquilo que entender que deve dizer.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
APOIO AOS IDOSOS
Interveio o Sr. Vereador Carlos Patrão, dando os bons dias a todos, dizendo que
começa a sua intervenção por pedir novamente alguns elementos que já tinha
solicitado na anterior reunião, nomeadamente sobre o apoio aos idosos, como é
que está a funcionar, qual é o número de idosos que se estão a apoiar no concelho,
continuando pois a solicitar esses elementos.
O Sr. Presidente interveio, após a discussão da ordem do dia, referindo que este
trabalho está compilado, e se não for enviado hoje ao Sr. Vereador vai ser enviado
ainda esta semana.
Interveio o Sr. Vereador, agradecendo.
Prosseguiu o Sr. Presidente, dizendo, também, que já na reunião anterior foi
explicado como é que se está a trabalhar sobre essas matérias.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
APOIO A LARES DE 3 IDADE
Interveio o Sr. Vereador Carlos Patráo, dizendo que já se ouviu hoje a Sr
Vereadora Fátima Antunes dizer que tinham sido disponibilizados apoios aos lares
da 3 idade, nomeadamente em termos de kits de proteção, e o Bloco de Esquerda
gostava de saber, de facto, quais foram os lares que foram apoiados e a
quantidade que foi distribuída.
Depois, gostaria de deixar uma sugestão para o executivo, a constituição de uma
equipa de trabalho, coordenada pelos serviços sociais da câmara municipal, para
determinar as necessidades dos lares em termos do que é que necessitam, em
termos de kits de proteção, desinfetantes e ações de desinfeção, com o objetivo de
proteger os seus idosos da pandemia do Coronavírus, e que este levantamento
incluísse os chamados lares informais, situação que também causa ao Bloco de
Esquerda grandes preocupações, e sabe que essa também é uma realidade dos
lares de 3 idade.
O Sr. Presidente interveio, após a discussão da ordem do dia, mencionando, quanto
ao equipamento de proteção individual, que também se poderão enviar os dados
daquilo que foi disponibilizado aos lares da rede social, mas também têm chegado
pedidos de lares que não estão na rede, os quais se estão a analisar, para se
poderem vir a apoiar.
Há lares que não são legais, mas não é neste momento que se vai pôr em causa
tudo isso, o que está em causa é a saúde das pessoas e não se vai, neste
momento, pôr em causa essa situação. De qualquer modo, vão-se enviar também
os dados, a Sr Vereadora Fátima Antunes fá-los-á chegar.
Sobre as necessidades dos lares, a Sr Vereadora Fátima Antunes responderá.
Interveio a Sr Vereadora Fátima Antunes, dizendo ter a informar, relativamente à
tal equipa de trabalho para monitorizar as necessidades dos lares, que se faz esta
monitorização e articulação constante com as instituições, não só relativamente
aos equipamentos de proteção individual, mas também a algum problema que
possa eventualmente surgir, como por exemplo uma suspeita de caso positivo,
etc., em que se fará a articulação imediata com as autoridades de saúde, para que
se faça o teste e se tomem as devidas diligências.
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Quanto à questão específica dos equipamentos de proteção individual, e a sua
aquisição nem sempre tem sido fácil, ainda na quinta-feira, por exemplo, e durante
estes dias da Páscoa, recebeu uma chamada duma instituição de Alverca, que lhe
fez sentir a necessidade de máscaras, e passada 1 hora a instituição tinha as
máscaras consigo, que se tinham disponíveis para entrega.
Quarta-feira era para ter chegado uma encomenda, em que aquisição foi feita em
conjunto, através da Área Metropolitana de Lisboa, mas só chegou na sexta-feira, e
no sábado imediatamente a seguir a própria, no terreno, acompanhou a
distribuição pelas várias instituições, depois de ter feito uma articulação com todos
os presidentes das associações, para perceber quais eram as necessidades que
efetivamente tinham. Está-se a qualquer momento, quer a fornecer aquilo que
também para a câmara municipal é possível, quer a fornecer contactos de
empresas que têm materiais disponíveis para entrega, e outras, o que também já
aconteceu, que tenham para oferecer às instituições. Esses contactos também já
foram efetuados, por exemplo, relativamente a uma empresa que fornece a
solução alcoólica.
Interveio a Sr Vereadora Cláudia Martins, dizendo que surgiu uma dúvida aos
membros da CDU, relativamente à Covid-19. Sabem que já foram feitos testes aos
utentes e trabalhadores de duas instituições do concelho, a Misericórdia de
Alhandra e a Casa de São Pedro de Alverca, e questionam quando é que serão
feitos às restantes instituiçôes, se é que não estão já a ser feitos.
Referiu o Sr. Presidente que o primeiro lar a fazer testes foi a Misericórdia de
Alhandra, como certamente a Sr Vereadora se lembrará. Fizeram-se também
testes à Casa de São Pedro, aos funcionários, aos trabalhadores, e seguir-se-ão
mais testes. É uma matéria na qual se tem envolvido muito, no sentido de
encontrar soluçâes, e todos os dias contacta-se este, contacta-se aquela empresa e
a outra, porque está disponível para trazer a reunião de câmara uma proposta para
adquirir testes, era preciso é saber onde é que se vendem. Não há, todos os que
vêm, vêm de paragens longínquas, para não estar a falar de nomes, e a dificuldade
émuita.
Muitas das vezes o que falta são as zaragatoas e os reagentes, é o grande
problema que existe, umas vezes há zaragatoas, não há reagentes, ou vice-versa,
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e há agora grandes possibilidades, pois a qualquer momento pode chegar uma
solução para se ter à disposição 600 ou 700 testes, para fazer o rastreamento do
resto dos lares que faltam. É evidente que não deveria ser a câmara municipal a
fazê-lo, mas, também, se estiver à espera que sejam outros, se calhar é mais
difícil, e nestas matérias julga que as autarquias, muitas vezes, têm que se chegar
àfrente.
Perguntou a Sr Vereadora Cláudia Martins se, então, ainda não foram feitas as
análises às restantes instituições, por falta de material, sendo que ouviu e está a
ouvir um bocado com cortes.
Interveio o Sr. Presidente, mencionando que se calhar é porque já passa das
14h00, e isto começa com corte.
Sobre a questão, vai repetir, para não haver dúvidas. A Misericórdia de Alhandra já
fez testes, a Casa de São Pedro também já os fez, os testes da Misericórdia de
Alhandra foram feitos pela Cruz Vermelha, e os testes da Casa de São Pedro foram
feitos através da Segurança Social, pelo Ministério do Trabalho e Segurança Social.
Os demais testes devem seguir esta estratégia, estando-se à espera que
efetivamente a Segurança Social, tal como fez para a Casa de São Pedro, agora
desenvolva os demais testes nas outras instituições. É isso que se está a aguardar,
e espera que a todo o momento isso aconteça.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
SITUAÇÃO DAS EMPRESAS NO ÂMBITO DA PANDEMIA
Interveio o Sr. Vereador Carlos Patrão, dizendo que se sabe que esta pandemia vai
provocar uma crise ou já se estará a viver, de certa forma, uma crise económica
provocada por esta pandemia, e o Bloco de Esquerda gostava de saber se o
município tem números sobre a quantidade de empresas que encerraram e a
quantidade de empresas que recorreram ao lay-off no concelho. Qual é o número
de trabalhadores afetados?
O Sr. Presidente interveio, após a discussão da ordem do dia, referindo que os
números se alteram de dia para dia, e neste momento não tem condições de dizer
ao Sr. Vereador, em concreto, quantas empresas avançaram, e que empresas,
eventualmente, encerraram mesmo, mas está convicto que até ao final do mês
consegue-se fazer esse balanço. Neste momento não tem efetivamente condições
de dar essas informações.
Há empresas que entram em contacto com a câmara municipal, através do
gabinete de apoio ao empresário, e há outras informações que chegam pela
própria comunicação social.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA —
DADOS SOBRE A COVID-19 NO CONCELHO
Interveio o Sr. Vereador Carlos Patrão, referindo que o Bloco de Esquerda tem visto
que são publicados diariamente os relatórios com os dados do número de infetados
e do número de vítimas do surto da Covid-19 no concelho, com uma distribuição
por freguesia, e gostaria de saber se esses dados são fornecidos pela Direção-Geral
da Saúde ou se a sua origem é o delegado de saúde do concelho.
O Sr. Presidente interveio, após a discussão da ordem do dia, mencionando, quanto
aos comunicados e à informação, que os comunicados que são elaborados pela
proteção civil, que todos os dias estão no site da câmara municipal, são
disponibilizados aos Srs. Presidentes de junta, Sr. Presidente da assembleia
municipal e Srs. Vereadores, e estão também no Facebook, e houve um momento
de alguma dificuldade, na medida em que só eram fornecidos os dados por total no
concelho, e isso contrariava a informação que se começou a prestar, que não
criava grandes problemas de ansiedade às pessoas.
Houve, de facto, um momento em que essa informação deixou de ser prestada, e
teve ocasião de fazer contactos e exigências, na medida em que se tinha um Plano
Municipal de Emergência acionado e essas informações têm de ser prestadas ao
presidente da câmara. Efetivamente, depois de algumas iniciativas, a informação
voltou ao que era. Agora, há 2 ou 3 dias, há uma alteração, os dados são globais e
por todas as freguesias, à exceção daquelas que tenham menos de 3 infetados. É
claro que se chega à mesma conclusão, é só uma questão de fazer contas,
estando-se com uma informação que conforta relativamente a outros concelhos
que têm só a informação por concelho e não por freguesia.
Também não se entende bem esta pequena alteração, de qualquer modo esta
informação permite ter uma noção do que é que se passa no concelho, freguesia a
freguesia. Isto tem muito a ver com as decisões emanadas pela Direção-Geral da
Saúde, que depois dá essa informação à autoridade local de saúde, que por sua
vez transmite à autarquia essas mesmas informações, que depois são publicadas,
e ficam de conhecimento público. Ver-se-á se continua assim, e espera que sim.
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Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
CENTRO DE ACOLHIMENTO PARA PESSOAS EM SITUAÇÃO DE SEM-ABRIGO
Interveio o Sr. Vereador Carlos Patrão, referindo que o Bloco de Esquerda gostava
de colocar uma questão sobre a qual até já enviou alguns elementos ao Sr.
Presidente, que tem a ver com o centro de acolhimento para pessoas na situação
de sem-abrigo, que foi montado na freguesia de Vila Franca de Xira. O Bloco de
Esquerda quer congratular o município por essa iniciativa, mas julga que há uma
questão que se prende com o número de pessoas que esse centro permite acolher.
Foi montado com 6 camas, e pensa que esse número é muito reduzido face às
necessidades que existem no concelho. Bem sabe que numa reunião de câmara foi
avançado este número, de que haveria 6 sem-abrigo no concelho, não há nenhuma
organização no terreno que confirme este número, dos 6 sem-abrigo no concelho,
parece-lhe que é um número manifestamente reduzido.
Para além dos elementos que o Bloco de Esquerda já tinha fornecido na última
reunião de câmara, teve o cuidado de falar com a presidente da direção dos
Companheiros da Noite, que reestruturaram as suas operações e neste momento
continuam a dar apoio a pessoas na situação de sem-abrigo, e a informação que
tem, da sua presidente, é que eles estão a apoiar cerca de 80 pessoas no concelho,
45 delas em Vila Franca de Xira.
Bem sabe que tem havido alguma polémica sobre o que é um sem-abrigo, teve o
cuidado de ir consultar o que é que diz a Estratégia Nacional para a Integração de
Pessoas na Situação de Sem-Abrigo, que é uma resposta a nível nacional, está
suportada até por uma resolução do Conselho de Ministros, e todos aqueles casos
que se citaram, de pessoas que vivem em carros, prédios abandonados, habitações
devolutas, estão enquadrados pela Estratégia Nacional para a Integração de
Pessoas na Situação de Sem-Abrigo, são consideradas pessoas sem-abrigo, e julga
que era importante dar este esclarecimento.
Depois, sugeria que o centro de acolhimento para pessoas em situação de sem
abrigo, em Vila Franca de Xira, aumentasse a sua capacidade, e fossem criadas
respostas deste tipo também noutras freguesias, nomeadamente nas do sul do
concelho, na Póvoa de Santa Iria e no Forte da Casa, onde parece ao Bloco de
Esquerda que este problema existe também igualmente, e será necessária uma
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resposta parecida com aquela que foi encontrada em Vila Franca de Xira.
Interveio o Sr. Presidente, após a discussão da ordem do dia, referindo que o Sr.
Vereador Carlos Patrão falou nos sem-abrigo, que o espaço é insuficiente, e depois
a Sr Vereadora Helena Pereira de Jesus explicará, pois há também dados, que se
não foram enviados ao Sr. Vereador, serão enviados esta semana, sobre qual é a
relação de sem-abrigos que a autarquia tem, e aqueles que querem ir para o
abrigo temporário que se criou e os que não querem mesmo.
Quanto à questão dos Companheiros da Noite, há uma situação que o
surpreendeu, a informação dos Companheiros da Noite começarem a servir
refeições também no mesmo local onde está o centro de acolhimento, na medida
em que lhe tinham dito, em março ou coisa que o valha, que devido à pandemia
deixavam de fazer esse serviço, esse meritório serviço, esse solidário serviço.
Compreendeu, na medida em que ninguém está livre de ser contaminado, e por
uma questão de cautela os Companheiros da Noite deixaram de servir refeições.
Agora começaram a servir refeições, mas não informaram a câmara municipal.
Poderiam ter informado, que a autarquia poderia articular um bocadinho melhor,
mas é o que é.
Assim, questiona se a Sr Vereadora Helena Pereira de Jesus, sobre isto, quer
acrescentar mais alguma coisa.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Helena Pereira de Jesus, dizendo, relativamente a
esta questão das pessoas em situação de sem-abrigo, que lhe cumpre referir,
como o Sr. Vereador Carlos Patrão disse, que o centro de acolhimento temporário
para pessoas sem-abrigo (e foca a palavra “temporário”, este centro foi criado no
âmbito desta pandemia da Covid-19), foi criado no espaço que o Bloco de Esquerda
já teve oportunidade de visitar. Efetivamente dispõe de 7 camas, e neste momento
tem 5 pessoas a pernoitar e a ficarem durante o dia.
Como disse na última reunião de câmara, inclusivamente as pessoas têm a chave
do centro de acolhimento temporário, para que possam estar devidamente
confinadas ao local onde estão a residir temporariamente.
Estavam efetivamente 6 sem-abrigo, e pensa que esta questão também já deu
alguma polémica nas redes sociais, no centro de acolhimento temporário, no início,
aquando da sua abertura, mas uma das pessoas foi embora e não foi mais vista no
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concelho de vila Franca de Xira, abandonou o centro de acolhimento temporário.
Os técnicos procuraram por essa pessoa e não a encontraram, e neste momento
estão apenas 5 pessoas no centro.
Também é preciso perceber que a maior parte destas pessoas não aceita
intervenção nenhuma, não pretende regras, não pretende tomar banho, e muito
menos pretende estar confinada a um único local, porque durante anos as pessoas
dormiram aqui e ali, e agora veem-se obrigadas a ficar no mesmo local quase toda
o dia, e isso é muito complicado.
Como já teve oportunidade de dizer, este centro dispõe dum quarto para
isolamento, para uma pessoa infetada com Covid-19, todas as questões de higiene,
como já se sabe, estão garantidas, e a equipa da DHIS - Divisão de Habitação e
Intervenção Social, está a monitorizar a situação ao dia.
Relativamente à necessidade de mais centros de acolhimento temporário para
pessoas em situação de sem-abrigo, estas respostas serão criadas quando houver
necessidade. Tal e qual como esta, que foi criada no momento que houve
necessidade, e em 2 dias os técnicos da DHIS a puseram a funcionar, também
serão criadas outras respostas. Neste momento não se sente essa necessidade,
porque, apesar do número de pessoas sem-abrigo ter aumentado, neste momento
são 11 pessoas em situação de sem-abrigo, só 5 é que aceitaram ficar no centro de
acolhimento, as outras recusaram, as outras 6 recusaram esta intervenção, nem
neste centro, nem em outro qualquer centro de acolhimento. Não tem a ver com o
centro de acolhimento em si.
Relativamente à associação Companheiros da Noite, também ficou surpreendida
com a situação, mas queria dizer que, do que tem conhecimento, a associação dá
apoio alimentar não só a pessoas em situação de sem-abrigo, que, como o Sr.
Vereador bem referiu, e fica feliz por ter seguido o seu conselho e ter ido ver a
resolução do Conselho de Ministros n2 107/2017, a qual referiu na última
assembleia municipal, são aquelas que não têm teto, não têm casa, que vivem em
espaços públicos ou em centros temporários, e naturalmente que quem vive
dentro dum carro está em situação de sem-abrigo, nunca ninguém disse o
contrário.
A associação Companheiros da Noite, tal e qual como a Santa Casa da Misericórdia
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FI.Ata 052
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de Vila Franca de Xira e outras instituições que dão apoio alimentar, quando dão o
apoio alimentar não perguntam às pessoas se estão em situação de sem-abrigo ou
não, a maior parte das vezes, e talvez haja uma ou outra pessoa a quem colocam
essa questão. A associação entrega apoio alimentar a pessoas que não estão em
situação de sem-abrigo, inclusivamente, do que soube, entretanto, algumas
pessoas a quem a associação Companheiros da Noite entregou apoio alimentar
este fim de semana são pessoas de outros concelhos, que vieram levantar o apoio
alimentar e regressaram aos seus concelhos de origem. Portanto, não estão no
concelho de Vila Franca de Xira. De qualquer modo, vai-se pedir à associação que
envie os dados e as referências dessas pessoas, porque será preciso saber, pois 80
pessoas é um número muito elevado.
O Sr. Vereador que a deixe dizer-lhe que a equipa da DHIS anda na rua
praticamente todos os dias, a equipa, como já disse e já teve oportunidade de dizer
anteriormente, faz um trabalho extraordinário e sabe o nome de cada pessoa em
situação de sem-abrigo. Quando uma pessoa se movimenta dum local para o outro
a equipa sabe, e sabe que é a mesma pessoa, não duplica a contagem, daí que às
vezes os números também possam não ser exatamente aqueles que são
comunicados ao Sr. Vereador.
Seja como for, como o Sr. Vereador tantas vezes diz que há dezenas de sem-
abrigo, e no Facebook, agora, da última vez, que há 2 dezenas de sem-abrigos no
concelho, e disseram à própria, pois não tem Facebook, mas vão-lhe dizendo as
coisas, lança-lhe o desafio, de lhe mandar os nomes ou ao Sr. Presidente, no caso,
dos sem-abrigo, e onde é que estão, para que a equipa possa ir verificar. De facto,
o Sr. Vereador não crê que depois de tantas vezes andar a dizer que a própria diz
os números, que lhe são transmitidos pela equipa, errados, das pessoas sem-
abrigo, que a equipa não veja todos os locais e não monitorize todos os locais que
o Sr. Vereador tenha referido nestas últimas reuniões de câmara. Não acredite
nisso, a equipa vai lá e não encontra aquilo que o Sr. Vereador refere. Desta forma,
lançava-lhe esse desafio, que indique ao Sr. Presidente quantos, onde estão os
sem-abrigo que realmente refere e quais os nomes, porque, como disse, às vezes
movimentam-se dum local para outro, e são as mesmas pessoas, para que a
equipa possa verificar essa situação.
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RAta - 053
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Relativamente à visita efetuada pelo Bloco de Esquerda ao centro de acolhimento
temporário, das pessoas em situação de sem-abrigo, o Sr. Presidente que a deixe
desabafar um bocadinho, sendo que, de facto, não se revê de todo nesta utilização
política, que só denegrece a classe política, porque fazer política à custa de
pessoas que são vulneráveis, é de lamentar, e mais, é lamentável que os
elementos do Bloco de Esquerda tenham ido visftar o centro de acolhimento
temporário sem usar equipamento de proteção individual. Sabendo que a
população sem-abrigo sofre das mais variadas patologias, como consumo de
drogas, álcool e outras doenças, são pessoas de risco, os elementos do Bloco de
Esquerda colocaram essas pessoas em risco, e, no mínimo, é uma atitude de total
irresponsabilidade e incongruente, porque há tanta preocupação com as pessoas
em situação de sem-abrigo e vão visitar, falam com as pessoas em causa, que são
pessoas de alto risco, sem sequer usarem uma máscara. Pensa que é
perfeitamente lamentável, porque esta visita do Bloco de Esquerda ao centro de
acolhimento, sem proteção, coloca em causa todo o trabalho que a equipa está a
fazer
Por outro lado, que o Sr. Vereador a deixe dizer que todas estas afirmações que
vem fazendo, ao longo das reuniões de câmara, e os elementos do Bloco de
Esquerda, nas redes sociais, denotam uma total falta de respeito para com a
equipa da DHIS, para com os seus técnicos e trabalhadores, e também com a
câmara municipal e a sua pessoa. Contudo, e focando-se nos trabalhadores, fazem
um trabalho extraordinário, estão disponíveis e presentes 24 horas, inclusivamente
no domingo de Páscoa saíram de casa para irem ao centro de acolhimento
temporário, para fazerem as tarefas que diariamente fazem no centro, levantam-se
de madrugada, saem de casa à noite, deixam as suas casas, correm riscos para
acudirem e cuidarem da população sem-abrigo.
Assim, parece-lhe que estar sempre a dizer que esta situação não está a ser
devidamente monitorizada e acompanhada é, no mínimo, uma total falta de
respeito para com as pessoas que todos os dias estão presentes e dão de si, em
detrimento de outras que ficam em casa, e que depois vêm falar de dados e de
factos que também nem sequer conhecem.
Não poderia ainda deixar de dizer, e esta é uma questão que tem vindo a ser
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discutida no Facebook, e já que se está on-line, que relativamente ao facto das
camas terem uma estrutura em paletes, a solução que foi encontrada na altura foi
esta, a câmara municipal não tinha adquirido camas, mas, pese embora esta
situação, são 5 camas construídas com uma estrutura em paletes e 2 camas ditas
normais, e esta situação não coloca em risco as pessoas que dormem nas camas,
porque é uma estrutura feita em paletes, tem um estrado e um colchão. Aliás,
como é sabido, até é uma solução bastante moderna, e muitas pessoas hoje em
dia têm nas suas próprias casas esta solução.
Referiu o Sr. Vereador Carlos Patrão que por acaso também dorme em cima dumas
paletes, em sua casa, deve ser isso, e pede desculpa pela interrupção.
Prosseguiu a 5r Vereadora, dizendo que não percebeu nada do que o Sr. Vereador
Carlos Patrão disse.
Referiu o Sr. Vereador Carlos Patrão que não resistiu a essa das paletes.
A Sr Vereadora Helena Pereira de jesus continuou, dizendo, relativamente à
limpeza das camas feitas com uma estrutura em paletes, que todos os dias são
afastadas para serem limpas, e não percebe estas questões que o Bloco levanta,
porque não têm qualquer relevância e importância na solução final. Se
apresentasse soluções concretas e viáveis para a população sem-abrigo, que
colaborasse num acompanhamento dos sem-abrigo para encontrar melhores
soluções, a própria até achava viável, agora, vir para as redes sociais ou para a
reunião de câmara só dizer que é preciso mais centros, é preciso isto, é preciso
aquilo, porque há nem sabe quantas dezenas de sem-abrigo, e nem sequer há
concretamente os números e as pessoas que estão incluídas nesses números, no
mínimo não tem sequer palavras para dizer o que sente, e que, de facto, a equipa
da DHIS encontra-se desgostosa com todas estas afirmações.
Por último, numa nota muito curta relativamente à luz elétrica, pensa que o Bloco
de Esquerda não deveria manipular as informações que obtém, muito menos
informações que obtém de pessoas que estão alcoolizadas, em detrimento das
informações que obtém ou pode obter da equipa técnica da câmara municipal. Vai
dizer para as redes sociais que o centro de acolhimento não tem energia elétrica,
como é que é possível? O centro de acolhimento tem energia elétrica nos quartos,
no teto, tem luz, os sem-abrigo não estão às escuras, têm 11 tomadas de
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El. Ata 055
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eletricidade, estavam 3 avariadas, e o Departamento de Obras, Viaturas e
lnfraestruturas foi arranjar as tomadas durante esta semana.
Disse o Sr. Vereador Carlos Patrão que não estavam avariadas.
Referiu a Sr Vereadora que, seja como for, estavam e estão lá 5 sem-abrigo,
tinham 8 tomadas a funcionar, estavam 3 avariadas, e não percebe qual é a
gravidade e porque é que se há de ir para as redes sociais denegrir o trabalho
duma equipa que é extraordinária, porque estavam 3 tomadas avariadas, onde os
sem-abrigo não podem carregar os telemóveis, tendo 8 a funcionar.
Assim, para a próxima vez agradecia ao Sr. Vereador que comunicasse aos
elementos do Bloco de Esquerda que lá foram ver o centro de acolhimento, e
também lhe diz que lhe parece uma invasão de privacidade e intimidade das
pessoas que lá estão, porque estavam lá, um deles ainda estava a dormir, são
pessoas que têm os mesmos direitos que nós, não são pessoas para serem
visitadas, aquilo não é nenhum museu, mas pronto.
Pediu o Sr. Presidente à Sr Vereadora para terminar.
Terminou a Sr Vereadora Helena Pereira de jesus, dizendo só que gostaria que o
Bloco de Esquerda não desvirtuasse aquilo que é o trabalho duma equipa
fantástica, que é a equipa da DHIS, neste âmbito, das pessoas em situação de
sem-abrigo.
Interveio o Sr. Presidente, mencionando que já dá a palavra ao Sr. Vereador Carlos
Patrão, vai até ao fim das respostas e depois dá-lhe a palavra, para dizer aquilo
que lhe aprouver.
O Sr. Vereador Carlos Patrão interveio, agradecendo.
O Sr. Presidente, mais tarde, interveio de novo, mencionando que antes de passar
a palavra ao Sr. Vereador Carlos Patrão e depois à Sr Vereadora Regina Janeiro,
queria dizer algo.
Interrompeu a Sr Vereadora, pedindo desculpa, mas dizendo que foi a primeira a
pedir.
Referiu o Sr. Presidente que, no caso do Sr. Vereador Carlos Patrão, é na sequência
duma intervenção.
Disse a Sr Vereadora Regina janeiro que a própria também é na sequência da
intervenção do Sr. Presidente, e calou-se até ao fim, nunca interrompeu.
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Fl.Ata 056
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Pediu o Sr. Presidente à Sr Vereadora para não ser assim.
Perguntou a Sr Vereadora Regina janeiro se a própria é que está mal.
Respondeu o Sr. Presidente que não, a Sr Vereadora é boazinha, e aquilo que quer
dizer é que houve uma intervenção da Sr Vereadora Helena Pereira de jesus que,
logicamente, só se o Sr. Vereador Carlos Patrão tivesse num dia mau é que não ia
intervir. Como está num dia bom, vai intervir, e por isso é que lhe deu a palavra,
senão isto não tinha sequência, mas a Sr Vereadora que não se preocupe, pois
vai-lhe dar a palavra. Ainda há 20 minutos, dá para todos falarem se quiserem.
Pediu o Sr. Vereador Nuno Libório ao Sr. Presidente que não se esqueça que o
próprio também pediu a palavra, está com o dedo no arjá há uma série de tempo.-
Disse a Sr Vereadora Cláudia Martins que também pediu.
Após uma informação relativa ao ponto 19 da ordem do dia, interveio de novo o Sr.
Presidente, dizendo que espera que o Sr. Vereador Carlos Patrão seja sucinto,
porque os Srs. Vereadores da CDU também querem falar.
Tomou a palavra o Sr. Vereador Carlos Patrão, mencionando que normalmente
pensa que consegue ser sucinto, mas, se não for, pede a ajuda do Sr. Presidente
para o ser
Disse-lhe o Sr. Presidente que pode estar descansado.
Prosseguiu o Sr. Vereador, referindo, sobre a intervenção da Sr Vereadora Helena
Pereira de jesus, que acha particularmente lamentável, e tem a dizer várias coisas.
Primeiro, acerca da visita ao centro de acolhimento, o Bloco de Esquerda pediu
para fazer a visita, não apareceu lá espontaneamente, e pediu que fosse
acompanhada por algum responsável que, de certa forma, a coordenasse, já para
evitar este tipo de comentários que ouviu da Sr Vereadora. Foi dito que não, que
se o Bloco quisesse ir lá que fosse por sua conta e risco, e foi. Como o Bloco não
tem kits de proteção, e também os solicitava, mas também ninguém os
disponibilizou, foi, e não foi o próprio, que está lesionado, foram os seus
camaradas, e pelos seus próprios meios, respeitando, como é evidente, o chamado
distanciamento social. Isso também é importante que se diga, apesar da Sr
Vereadora Helena Pereira de jesus não o ter referido.
Sobre o facto de o Bloco de Esquerda querer tirar partido político disto, o que pode
dizer é que a função do Bloco é, de facto, enquanto oposição, acompanhar o que é
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que o executivo faz, e a Sr Vereadora não devia achar estranho o Bloco de
Esquerda querer saber o que é que a sua vereação anda a fazer. Aliás, têm-no feito
ao longo deste mandato, pensa que é a obrigação do Bloco de Esquerda fazê-lo, e
não tem de ser diminuído por isso. Eventualmente a Sr Vereadora não queria que
a sua vereação fosse escrutinada neste aspeto e noutros, que sabe que tem
reagido mal a isso, duma forma geral, mas da parte do Bloco de Esquerda só pode
contar é que acompanhe de forma atenta o que é que a sua vereação faz.
Sobre o que falou das redes sodas, desafia a Sr Vereadora a provar que o próprio
tenha publicado o relatório que enviou para a câmara municipal sobre a visita ao
centro de acolhimento, porque não o publicou, não fez qualquer publicidade do
mesmo, e aquilo que a Sr Vereadora lhe está a dizer não sabe, desconhece
completamente. Nem o próprio, nem o seu gabinete fizeram qualquer menção a
essa visita ou aos aspetos menos positivos que o Bloco encontrou lá,
nomeadamente a questão de que a Sr Vereadora falou, das paletes. Pensa que
não é, de facto, a melhor solução para se poder limpar o local, porque as pessoas
que lá trabalham vão ter mais trabalho para fazer a limpeza, isso parece-lhe óbvio.
De facto, o Bloco enumerou aquilo que considerou que eram aspetos menos
positivos, como haver tomadas que não funcionam e essa questão das paletes,
mas não tornou nada disso público, porque pensa que isso não fazia muito sentido.
Contudo, não sabe, se a Sr Vereadora obteve informações dessas através das
redes sociais, o que lhe pode dizer é que não foi o vereador, nem o gabinete do
vereador, que as publicou. Não sabe como é que obteve essa informação por aí,
porque não foi o próprio, com certeza.
Sobre os números, desde o primeiro dia em que a Sr Vereadora disse que só havia
6 sem-abrigos no concelho que ficou logo bastante cético sobre os números, e
contactou as organizações que estão no terreno, que são do conhecimento de
todos, nenhuma delas conseguiu confirmar esses números, e os números que
foram sendo apresentados eram sempre bastante superiores.
Inclusive, na última reunião de câmara deu-se ao trabalho de enumerar quem eram
os sem-abrigo, e enumerou 10 na freguesia de Vila Franca de Xira, e 10 é mais do
que 6 em todo o concelho. Eram 6 em todo o concelho, foi o primeiro número que a
Sr Vereadora mandou para o ar.
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Fl.Ata 058
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Entretanto, acabou de receber um e-mail da presidência com a lista dos sem-
abrigo, e aparecem lá 12. Há uns tempos atrás, no dia 18 de março, eram 6, agora
já são 12, pelo que não sabe onde é que a Sr Vereadora foi buscar aqueles 6, mas
manifestamente já naquela altura não eram 6. Se calhar eram aqueles 12 que
estão na lista, mas dava-lhe jeito dizer que eram 6.
Enumerou, disse onde é que estavam 10, e continua a dizer o mesmo. Aliás, da
lista de 12 que agora lhe mandaram estão lá esses. Portanto, se alguém aqui
andou a mandar números e não sabia do que é que andava a falar, parece ter sido
a Sr Vereadora, não foi o próprio, com certeza.
De facto, os Companheiros da Noite têm estado a dar apoio, depois de fazerem
uma reorganização dos seus voluntários e de perceberem quem é que tinha
condições para poder andar a dar o apoio sem ser colocado em risco, têm-no
estado a fazer, e os elementos que lhe deram é que estão a apoiar 80/100 famílias
em termos alimentares, e essas famílias não são famílias sem-abrigo, mas também
estão a dar apoio a 80 sem-abrigos no concelho todo. Se há, desses 80, alguns que
vêm doutros concelhos ou não, é um elemento que não sabe, só eles é que
poderão esclarecer, e também lhe disseram que só na freguesia de Vila Franca de
Xira estão a dar apoio a 45 sem-abrigos. Desses 80, portanto, 45 são da freguesia
de Vila Franca de Xira.
Não está a dizer que são todos de Vila Franca de Xira e estão todos em situação de
sem-abrigo, o que desde o primeiro momento contesta é esse número mágico da
meia-dúzia de sem-abrigos em todo o concelho, porque já várias vezes tinha sido
dito esse número noutros contextos e há uns tempos atrás em reuniões de câmara,
e nunca se tinha chegado à conclusão, nem nunca ninguém ventilou que eram 6,
os números foram sempre maiores do que 6.
Por isso, parece que é a Sr Vereadora, apesar de ser a detentora do pelouro
responsável por esses elementos, que não tem presente quais são os números dos
sem-abrigo no concelho de Vila Franca de Xira.
A Sr Vereadora que não se defenda com os trabalhadores da câmara municipal, se
fizer favor, porque o próprio não sabe se a incompetência é da Sr Vereadora, se é
dos trabalhadores da câmara municipal ou de quem é. O que sabe é que foi dito
que havia 6 sem-abrigos no concelho quando toda a gente sabe que esse número é
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completamente inverosímil, pelo tom com que acaba e, para já, é isto que tem a
dizer.
Interveio o Sr. Presidente, dizendo que 6 é um número, 80 é outro número.
Referiu o Sr. Vereador Carlos Patrão que é exato.
Continuou o Sr. Presidente, mencionando que se fica naquilo que parece tudo isto,
mas a Sr Vereadora Helena Pereira de jesus depois terminará, agora tem de dar a
palavra à Sr Vereadora Regina janeiro, senão fica zangada.
Disse a Sr Vereadora Regina janeiro que não seria justo, porque levantou o dedo
assim que o Sr. Presidente interveio, que aliás até interrompeu, ao que a própria,
respeitosamente, disse que não.
Pediu o Sr. Presidente à Sr Vereadora para não ficar zangada.
Disse a Sr Vereadora Regina Janeiro que não está zangada, mas naturalmente que
depois de o Sr. Presidente ter interrompido a sua camarada Cláudia Martins no
período antes da ordem do dia 3 vezes, incomodou-a um bocadinho a gestão do
tempo na última parte da reunião, naturalmente. Contudo, não foi para isso que
pediu para falar.
Interveio o Sr. Vereador Nuno Libório, referindo só uma pequena observação,
porque a Sr Vereadora Helena Pereira de jesus também fez, entre outras
afirmações, uma que é suscetível de criar alguma polémica, e fica sé o registo de
quem pratica...
Interrompeu o Sr. Presidente, pedindo desculpa, mas referindo que o Sr. Vereador
está numa segunda ronda de perguntas.
Disse o Sr. Vereador Nuno Libério que é exatamente, na segunda e na final, é
mesmo a final.
A questão é porque os trabalhadores do teletrabalho devem merecer, da parte dos
membros da CDU, e da parte de toda a câmara municipal, toda a consideração,
independentemente das circunstâncias em que são obrigados a ter de recorrer,
muitas das vezes, ao teletrabalho. Não o fazem por opção, fazem-no por
contingência e, muitas das vezes, por imposição da entidade patronal.
Respondeu o Sr. Presidente que obviamente que as pessoas que estão em
teletrabalho é como se estivessem presentes, estão a fazer um trabalho que é
absolutamente imprescindível para a câmara municipal, aí está de acordo com o
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RAta 060
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Sr. Vereador.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Helena Pereira de Jesus, mencionando, quanto à
última intervenção do Sr. Vereador Carlos Patrão, que lhe cumpre dizer, sobre a
visita ao centro de acolhimento temporário das pessoas em situação de sem-
abrigo, que dificilmente a mesma se consege enquadrar nas medidas e restrições
que se estão a viver, no âmbito do estado de emergência. De qualquer modo,
como o Sr. Vereador bem referiu, a resposta que lhe foi dada pela câmara
municipal foi que o Bloco de Esquerda teria de ir por sua exclusiva
responsabilidade e por sua conta e risco, e foi, foi o que o Sr. Vereador Carlos
Patrão disse. Contudo, e pessoalmente, pensa que, a ir, o Bloco deveria ter ido com
equipamento de proteção individual.
Relativamente ao distanciamento social, não parece que o Sr. Vereador Carlos
Patrão consiga dizer, com segurança, que o mesmo foi cumprido, porque não
esteve presente, agora, a própria sabe, das pessoas que lá estiveram, que o
distanciamento social também não foi cumprido, o distanciamento social de 2
metros relativamente às pessoas em causa não foi cumprido.
Quanto às suas funções ou não, enquanto vereador da oposição, o Bloco de
Esquerda, o Sr. Vereador, foi eleito para defender os interesses dos munícipes, não
foi eleito para acompanhar a própria, em específico. A questão é que, obviamente,
como o Sr. Vereador tem dado conta, a própria responde a todas as questões que
levanta, responde a todas as questões que coloca, por escrito, que são sucessivas,
não esconde qualquer elemento, não esconde qualquer resposta, inclusivamente
ainda agora refere que recebeu o mapa dos sem-abrigo, e que afinal não são 6, são
12. Então, que deixe que a própria lhe diga que nem são 12, são 13, dos 13, 2 já cá
não estão, são 11, e dos 11, 6 não aceitam intervenção social nenhuma, nenhum
apoio, 5 aceitaram, e os 11 que cá estão neste momento incluem pessoas sem-
abrigo que vieram para o concelho face à situação de pandemia, que tiveram de
sair de instituições que encerraram em Arruda dos Vinhos.
Volta a reiterar que não manda números para o ar, os números são baseados em
relatórios técnicos, e também diz que o que o Sr. Presidente disse é verdade, uma
coisa são 6, outra coisa são 80, e falar em 45 pessoas sem-abrigo em Vila Franca
de Xira, nota-se que o Sr. Vereador não vive cá. Que deixe que a própria lhe diga
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que anda em Vila Franca de Xira, agora não, naturalmente, está em confinamento
também, a respeitar as medidas de restrição da Covid-19, e não os vê.
Referiu o Sr. Presidente que não afirmou isso, disse que os Companheiros da Noite
dizem que há 45 sem-abrigo em Vila Franca de Xira, é diferente, é muito diferente
doqueo número 6.
Prosseguiu a Sr Vereadora Helena Pereira de jesus, mencionando, em primeiro,
que agradece que o Sr. Vereador não a interrompa. Em segundo, quando lhe
referem que há 45 sem-abrigo dentro da cidade de Vila Franca de Xira, não
duvida? A própria anda nas ruas de Vila Franca de Xira todos os dias, e não agora,
como estava a tentar explicar, e se houvesse 45 sem-abrigo em Vila Franca de Xira
passava a vida a dar encontrões aos sem-abrigo, passava a vida a vê-los, e não os
vê. Também os conhece, pelo que, quando dão ao Sr. Vereador esses dados, tem
de perguntar se são sem-abrigo ou pessoas que têm casa e não têm condições, ou
não querem, confecionar alimentos, e vêm buscar o apoio alimentar. Tem de ser
mais crítico, não é só crítico com o pelouro da própria, tem de ser mais crítico no
geral.
Por outro lado, não pode deixar de dizer que chamar incompetente à própria, ainda
é como o outro, agora, chamar incompetente à sua equipa, não admite, porque a
equipa da Divisão de Habitação e Intervenção Social, deixe dizer-lhe, trabalha dia e
noite, está disponível 24 horas para o que for necessário, o Sr. Vereador repare,
para o que for necessário, extravasando qualquer competência que poderia ter, no
âmbito das suas funções. Os trabalhadores fazem tudo com boa cara, sem sequer
estarem contrariados ou a reclamar do que quer que seja. Portanto, isso não
admite, e nunca admitirá.
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1 /4 Reuniâode2o2O/04/15Município
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Proc -
Vila Franca de Xira Deliberaçao nQ_____________
Câmara Municipal 7
Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
NÚMERO DE TRABALHADORES EM TELETRABALHO
Interveio o Sr. Vereador Carlos Patrão, referindo que o Bloco de Esquerda gostaria
de ter informação de quantos trabalhadores estão em teletrabalho, e quantos é
que pediram para irem para casa sem regime de teletrabalho, para tomarem conta
de crianças com menos de 9 anos.
O Sr. Presidente interveio, após a discussão da ordem do dia, dizendo que o Sr.
Vereador perguntou quantos trabalhadores estão em teletrabalho ou outras
condições, e não tem condições de dizer isso, mas vai procurar, junto dos recursos
humanos, que lhe deem essa informação.
Interveio novamente, referindo que entretanto chegou-lhe a informação
relativamente ao número de trabalhadores que estão em teletrabalho, tendo
acesso remotamente cerca de 500 trabalhadores, em teletrabalho. Quanto às
outras condições, depois dará essa nota também.
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RAta 063
Reunião de 2020/04/15
Município
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Vila Franca de Xira Deliberação n2____________
Câmara Municípal
Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
DADOS SOBRE PROCESSOS DE URBANISMO
Interveio o Sr. Vereador Carlos Patrão, referindo que o Bloco de Esquerda gostaria
de ser informado sobre quantos processos de urbanismo foram admitidos desde
que foi decretado o estado de emergência, a 18 de março, e quantos é que já
foram despachados, porque continua a ter algumas queixas sobre o funcionamento
do departamento, aliás queixas que até já eram anteriores à pandemia, e
continuam a existir.
Interveio o Sr. Presidente, após a discussão da ordem do dia, mencionando que o
Sr. Vereador falou sobre processos de urbanismo, como é que as coisas estão a
andar, e passa a palavra ao Sr. Vice-Presidente.
Tomou a palavra o Sr. Vice-Presidente, dizendo que a questão foi colocada pelo Sr.
Vereador Carlos Patrão na reunião de câmara de hoje, mas também tem
continuidade da reunião de câmara anterior, dado que é a segunda vez que a
coloca, nos termos da celeridade dos processos, de algumas reclamações de que
tem tido conhecimento, e, por norma, pensa que nunca o fez, o executivo da
câmara municipal não traz às reuniões de câmara as informações e os e-mails de
agradecimento que tem, pelo desempenho do trabalho desenvolvido nos
departamentos.
É uma maneira de estar, mas também o podia fazer, agora, deixaria um convite e
uma sugestão ao Sr. Vereador, é que, se tem reclamações, as faça chegar ao
gabinete do próprio, para se poder analisar, em tempo, algum processo geral ou
até em particular, para ver qual é o impedimento da sua não eventual tramitação,
e esclarecem-se imediatamente essas situações, porque este mundo não é feito só
de queixas, também é feito de algumas virtudes.
Pode dizer, sublinhando algumas palavras ditas pela Sr Vereadora Helena Pereira
de Jesus, que neste período, e tem números que poderá dizer, e não irá à base
administrativa, só desde o dia 20 de março já foram emitidos entre 18 a 23
alvarás. É a vida das pessoas, é muito importante, pelo que deixaria essa sugestão,
se o Sr. Vereador o entender por bem, até para resolver as questões e a vida das
pessoas que colocam essas queixas, podendo-se estar perante alguma situação
que se pode e deve resolver.
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RAta 064
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É a segunda vez que o Sr. Vereador aborda esta questão, e também outra, ou seja,
quando se fala na tramitação processual, o Sr. Vereador deve-se recordar, a
câmara municipal recorda-se, de o próprio ter feito uma observação acerca de se
estar num processo de viragem a nível da tramitação processual, no urbanismo,
em que se está num processo de aquisição, informático, e até deu o exemplo dos
advogados, que a qualquer hora do dia, sábados, domingos ou feriados, podem
fazer a sua tramitação processual dentro do prazo. O urbanismo, depois de visitas
que os funcionários e o próprio fizeram a várias câmaras municipais, relativas a
processos informáticos que podem trabalhar com a Medidata, poderá fazê-lo e
entrar na facilidade da vida das pessoas, ajudando a economia. É esse o objetivo. --
Desta forma, queria deixar estas duas notas, e agradece, se eventualmente o Sr.
Vereador tiver essas queixas que apresenta e que tem focado, que as faça chegar
ao seu gabinete, para se tentar resolver.
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Fl.Ata 065
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Câmara Municipal
Assunto: PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA
RESPOSTA ÀS QUESTÕES COLOCADAS NO PERÍODO ANTES DA ORDEM DO DIA E
PONTOS EM QUE SE PRETENDE INTERVIR NA ORDEM DO DIA
Tomou a palavra o Sr. Presidente, após as questões colocadas pelos Srs.
Vereadores, dizendo que cá se está na nossa vida, com pandemia ou sem
pandemia a situação é sempre a mesma, ultrapassou-se o tempo, são imensas
perguntas que os Srs. Vereadores fizeram, vai-se passar para a ordem do dia, e
quando se terminar a ordem do dia responder-se-á às questões.
Passando para a ordem do dia, vai solicitar a cada uma das bancadas quais são os
pontos em que querem intervir, começando pela CDU.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Regina janeiro, dizendo que a CDU quer intervir
dos pontos 2 ao 7, e está disponível para, dos pontos 2 ao 6, a discussão ser em
conjunto e a votação em separado.
Depois, quer intervir também nos pontos 13, 19 e 20.
Interveio o Sr. Presidente, repetindo, para ver se está tudo, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 13, 19 e
20, tendo a Sr Vereadora confirmado.
Perguntou o Sr. Presidente quais são os pontos em que o Sr. Vereador Carlos
Patrão quer intervir.
Respondeu o Sr. Vereador Carlos Patrão que o Bloco de Esquerda quer intervir nos
pontos2 ao7enol5.
Disse o Sr. Presidente que vai repetir, para ver se estão todos sintonizados, 2, 3, 4,
5, 6, 7 e 15, sendo que, então, há pedidos de intervenção para os pontos 2, 3, 4, 5,
6, 7, 13, 15, 19 e 20, estando todos os outros pontos que não referiu aprovados por
unanimidade.
Há ainda um voto de pesar, que vai ser lido logo após o ponto 1, e que será de
seguida, pois não houve nenhum pedido de intervenção no ponto 1.
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AI Fl.Ata “ 066
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Vila Franca de Xira Deliberação ri2 - 17 R
Câmara Municipal
Assunto: ATA N 06/2020, DA REUNIÃO DE CÂMARA ORDINÁRIA E PÚBLICA DE
2020/03/18
Presente para aprovação a ata n2 06/2020, da reunião de câmara ordinária e
pública de 2020/03/18, com dispensa da sua leitura, por ter sido previamente
distribuída a todos os membros.
Deliberado, por unanimidade, aprovar a ata n° 06/2020, da reunião de câmara
ordinária e pública de 2020/03/18, não tendo participado na votação a Sr
Vereadora Cláudia Martins, por não ter estado presente.
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Reunião de 2020/04/15
Município
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Vila Franca de Xira Deliberação n 177
Câmara Municipal
Assunto: VOTO DE PESAR PELO FALECIMENTO DE MARIA MARGUERITE PICO
SANTOS SOUSA
Presente para aprovação o voto de pesar, datado de 2020/04/15, apresentado pela
CDU, pelo falecimento de Maria Marguerite Pico Santos Sousa, documento que se
anexa e dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
Interveio o Sr. Presidente, passando, julga, à Sr Vereadora Regina janeiro, para ler
o voto de pesar
Tomou a palavra a Sr Vereadora Regina Janeiro, mencionando que quem vai ler o
voto de pesar é o Sr. Vereador Mário Calado.
Tomou a palavra o Sr. Vereador Mário Calado, passando a ler o voto de pesar.
Interveio o Sr. Presidente, mencionando que vai pôr o voto de pesar à consideração
da câmara municipal.
Tomou a palavra o Sr. Vereador Carlos Patrão, dizendo que, se o Sr. Presidente lhe
permitir, dirá também alguma coisa.
Interveio novamente o Sr. Presidente, pedindo desculpa e referindo que não
percebeu que o Sr. Vereador queria falar, dando-lhe a palavra.
O Sr. Vereador Carlos Patrão tomou a palavra, mencionando que pôs a mão no
sistema de videoconferência, levantou a mão, não sabe se o Sr. Presidente tem
essa indicação.
Disse o Sr. Presidente que o Sr. Vereador tem de fechar a mâo, pois é o gesto com
que mais se identifica, sendo que não viu, e pede desculpa.
Prosseguiu o Sr. Vereador Carlos Patrão, referindo que não tem mal, é uma
novidade para todos, sendo que pediu para intervir porque conheceu pessoalmente
a professora Marguerite e a sua família. Apesar de não ter sido aluno dela é amigo
da família e queria prestar também a sua homenagem à professora, e as
condolências à família, que já prestou a nível pessoal.
É uma grande tristeza para si. e quer dizer ainda que estas pessoas mais velhas
estão a desaparecer, pessoas com quem sempre se contou para nos defenderem,
tendo o próprio crescido um bocado nisso. É a lei da vida, compreende-se, mas
lamenta e é com grande pesar que o Bloco de Esquerda está aqui a prestar
homenagem à professora. Pela parte que lhe toca, espera estar à altura do
exemplo que ela deu a todos.
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Vila Franca de Xira 1 Ã\I Deliberação n2
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Assim, era o que tinha para dizer.
Interveio o Sr. Presidente, referindo que naturalmente da parte do Partido
Socialista também apoia este voto de pesar, como é evidente, apresentando
também as condolências à família.
Sobretudo, o que diz é que foi uma pessoa que muito deu relativamente ao poder
local, em vários mandatos que teve nesta câmara municipal. É uma justa
homenagem que hoje se traz, daqueles que muito deram pela educação, enquanto
professora, e sabe que há pessoas que estão presentes que tiveram a sorte de
serem seus alunos.
Estas pessoas que são referência são sempre uma perda, mas fica o seu legado,
fica uma referência, que é sempre importante para seguir na vida.
Posto isto, pôs o voto de pesar à votação, perguntando quem vota contra, quem se
abstém, concluindo que o voto de pesar pelo falecimento de Maria Marguerite Pico
Santos Sousa, é aprovado por unanimidade.
Deliberado, por unanimidade, aprovar o voto de pesar.
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Vila Franca de Xira Deliberação rW 178
Câmara Municipal
Assunto: ATRIBUIÇÃO DE APOIO FINANCEIRO EXTRAORDINÁRIO -
IPSS/FORNECIMENTO DE REFEIÇÕES ESCOLARES
Presente a proposta do Sr. Presidente, datada de 2020/04/07, documento que se
anexa e dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata, para aprovação da
concessão de apoios financeiros extraordinários às Instituições Particulares de
Solidariedade Social que celebraram e outorgaram com o município protocolos de
parceria e cooperação no domínio das refeições e dos refeitórios escolares, nos
termos, montantes e condições objeto de identificação e enumeração nos
documentos anexos à proposta, que dela fazem parte integrante, visando garantir
a sustentabilidade das instituições e permitir a prestação de serviços sociais e de
apoio social a pessoas em situação de vulnerabilidade.
O Sr. Presidente interveio, dando a palavra à CDU.
Interveio a Sr Vereadora Regina Janeiro, mencionando que tinha colocado que os
membros da CDU estão disponíveis para discutir dos pontos 2 ao 6, em conjunto,
mas não sabe se haverá disponibilidade por parte dos restantes elementos da
câmara municipal, e quem intervirá nestes pontos será a Sr Vereadora Cláudia
Martins.
Interveio o Sr. Presidente, dizendo à Sr? Vereadora Cláudia Martins que o PS está
de acordo em que sejam analisados em conjunto os pontos do 2 ao 6, perguntando
se o Sr. Vereador Carlos Patrão está de acordo, tendo este respondido estar de
acordo.
—
Interveio a Sr Vereadora Cláudia Martins, referindo que os membros da CDU
pediram para intervir sobre estes pontos, do 2 ao 6, porque, de facto, são todos os
pontos que vêm concretizar aquilo que foi votado por unanimidade na anterior
reunião de câmara, e que terão impacto importante, embora ainda, no entender
dos mesmos, insuficiente na vida das diversas populações a que se dirigem,
sobretudo na vida das pessoas que essas instituições apoiam ou servem, e esse é
o primeiro e mais importante aspeto.
Entretanto, constata-se que o valor final que é atribuído é superior a 570 000,00€,
e se interpretaram bem os documentos, a votação justifica-se igualmente, porque
as propostas 4, 5 e 6 não estavam previstas do ponto de vista orçamental, pelo
que sim, foi necessário encontrar soluçôes, e bem, por um valor de 117 000,00€, e
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aqui os restantes 452 000,00€ são tecnicamente bem apresentados como apoio
extraordinário, na medida em que, de facto, vão corresponder a um pagamento de
serviços que não está a ser prestado, mas já estava previsto, apesar de não estar a
ser prestado.
A CDU, sendo consequente com a posição assumida na anterior reunião de
câmara, e mantendo a avaliação geral, acrescida dos contributos e anúncios de
propostas que indicou no período antes da ordem do dia, votará a favor destas
medidas. Contudo, surgem algumas dúvidas aos membros da CDU, em alguns
pontos.
No ponto 2, aquilo que queriam colocar era se, tendo em conta o comunicado do
Conselho de Ministros de 9 de abril de 2020, em que as crianças este ano letivo
não voltarão às escolas, exceto os alunos dos 112 e 122 anos, caso haja condições
para isso, e mesmo assim se faltarem, as faltas serão justificadas, não se deveria
estar também já a incluir o mês de junho, e não sé até maio. Sabem que a câmara
municipal recebe um valor por parte do Ministério da Educação para este
fornecimento das refeições escolares, e gostariam de saber que valor é este e se
está cabimentado nestes valores que lhes são apresentados.
Relativamente ao ponto 3, a dúvida que lhes surge é se são apenas as verbas que
deveriam ser pagas pelos encarregados de educação que a câmara municipal irá
assumir, sendo que as AEC — Atividades de Enriquecimento Curricular, também já
eram um valor que estava protocolado.
Há uma dúvida que também lhes ocorre, porque existem situações em que o valor
já está protocolado e noutras não. Por exemplo, as AEC sim, estavam protocoladas,
aparecem como protocoladas, mas a CAF — Componente de Apoio à Família, já não.
Gostaria que lhes explicassem esta situação do protocolado e do não protocolado. -
O Estado também está a transferir estas verbas, o Estado transfere para a câmara
municipal, e a câmara municipal transfere para as diferentes instituições que estão
com as AEC, as CAF e as AAAF - Atividades de Animação e de Apoio à Família.
Portanto, este valor que o Estado está a transferir também é o valor que está
colocado e que lhes é apresentado.
Por fim, no ponto 6 tinham uma dúvida que agora já não faz sentido, pois viram, de
facto, que ontem, ao final do dia, já lhes enviaram um documento relativamente às
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contas, que foi alterado. Não estavam a perceber que contas é que tinham sido
feitas, estavam a ver que, por exemplo, no AD Swimturtles, havia os 12 atletas
federados, com os 360,00€, e fazendo a conta aos 3 meses dava os 10,00€
mensais, mas, por exemplo, quando se ia ao Alhandra Sporting Club, com os 221
federados dava 3 315, e fazendo as contas aos mesmos 3 meses, dava apenas
5,00€ por mês, mas já perceberam que deverá ter sido um lapso, que já foi
corrigido, e no novo documento apresentado já está tudo certo.
De qualquer forma, ainda sobre o ponto 6, não há nada para os atletas não
federados, tinham colocado esta questão na reunião passada, porque só aparecia
atletas e questionaram se seriam atletas federados ou não federados. O Sr.
Vereador António Félix disse-lhe que seriam só os federados e que os não
federados seriam uma questão a ver mais para a frente. De facto, há clubes,
instituições, que têm às vezes, na mesma proporção, atletas federados e atletas
não federados, e era só para perceberam se há algum cabimento já para estes
atletas não federados.
—
Assim,eparajá,disse.
Interveio o Sr. Vereador Carlos Patrão, mencionando que começaria a sua
intervenção pelo ponto 2, em que o Bloco de Esquerda gostaria de saber qual é o
número de refeições envolvidas neste apoio. Gostaria de saber, tendo em conta
que este apoio extraordinário é causado pelas contingências da pandemia, como é
que estas refeições vão ser entregues, se vão ser entregues porta a porta, se são
os utentes que têm que ir buscar estas refeições a algum lado, ou estão previstas
as duas modalidades, e, então, mais ou menos quantas é que estão previstas
serem entregues porta a porta e quais as que serão levantadas pelos utentes.
Relativamente ao ponto 3, tem aquela dúvida de como é que isto vai funcionar,
uma vez que estas atividades não vão ser presenciais. Em princípio serão à
distância, e questiona como é que se vai resolver o problema para os alunos que
não têm computador, nem têm acesso à internet. Questiona se esses
levantamentos estão feitos e como é que esta situação vai ser resolvida.
Quanto ao ponto 4, gostaria de saber quais foram os critérios aplicados na
atribuição deste subsídio extraordinário a cada instituição.
No que concerne ao ponto 5, pelo que o Bloco de Esquerda percebeu, é atribuído
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um subsídio de 600,00€ por atividade, e gostaria de saber se estão previstos
alguns apoios extraordinários também para as estruturas profissionais da cultura.
Pelo menos uma delas já vinha atravessando alguns problemas anteriores à
pandemia, e gostava de saber se também vão estar previstos alguns apoios
extraordinários a estas estruturas, porque julga que seria importante a sua
sobrevivência, para além da pandemia. Nesse sentido, gostaria de saber se estão
previstos apoios extraordinários para elas.
—
Relativamente ao ponto 6, também o Bloco de Esquerda está preocupado com esta
questão de os apoios serem só para os atletas federados, e fez já, ao longo deste
mandato, várias intervenções sobre o desporto e a importância do desporto. Sem
querer menosprezar o papel da competição, quer que haja clubes que fazem
competição no concelho, também pensa que é tão ou mais importante a questão
do desporto que visa fundamentalmente o lazer e o bem-estar das populações. É
uma componente muito importante, é muito importante para a saúde das
populações e para a formação dos jovens do concelho, pelo que julga que este pilar
do despàrto no concelho é tão importante como a questão da competição e dos
atletas federados.
Nesse sentido, pensa que também deve haver um apoio extraordinário para os
clubes e para o associativismo, para as associações que têm desporto não
federado deve haver também um apoio extraordinário, mesmo que não tenha o
mesmo valor por atleta. Compreende que no caso do desporto federado esse valor
terá de ser maior, porque os gastos também são maiores, o investimento é maior,
mas deveria haver também apoio para os atletas não federados.
Assim, julga que dos pontos 2 ao 6 é o que tem para dizer.
Interveio o Sr. Presidente, dizendo que vai procurar responder à generalidade das
questões que foram colocadas, sendo que, em termos gerais, na reunião anterior
aprovaram-se muitas medidas, e agora está-se a formalizar, em termos de facto,
para se poder pagar imediatamente, e provavelmente há condições ainda esta
semana de transferir estes valores que aqui estão às respetivas instituições, sendo
pois isso que agora se está a fazer. Os critérios que se definiram estão plasmados
nos mapas.
Quanto ao ponto 2, o apoio ao fornecimento de refeições, gostaria de explicar, ou
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pelo menos esclarecer, os montantes. Os montantes de março e de abril referem-
se ao valor de 15 dias, em que efetivamente as escolas estiveram fechadas, o ano
letivo foi encerrado e as escolas foram encerradas, sendo que o mês de abril é o
tempo das férias e as instituições já não forneciam refeições. O mês de maio é a
totalidade, caso o ano letivo estivesse a funcionar normalmente.
Depois, há uma questão do mês de junho, e o que diz é que há matérias que neste
momento ainda não se conseguem avaliar, não se sabe, porque, efetivamente, o
ano letivo costumava acabar por volta do dia 23 de junho, por aí. Esta é uma
matéria em que se tem de avaliar o que é que o Ministério da Educação pretende,
uma matéria que também foi falada anteriormente, no período antes da ordem do
dia, e a câmara municipal tem que se enquadrar com aquilo que o ministério
pretende para o recomeço das aulas. De qualquer modo, este apoio é
absolutamente necessário, do ponto de vista do executivo, para fazer face áquilo
que é uma série de despesas que as instituições fizeram, e naturalmente que estes
valores vão resolver problemas de liquidez e de vários tipos.
No que diz respeito ao apoio a funcionamento dos refeitórios, decidiu-se que o
apoio seria integral, ou seja, a 100%, para permitir que as instituições
mantivessem estas pessoas a trabalhar, doutra forma, provavelmente, para as
pessoas que davam apoio aos refeitórios, as instituições não teriam condições de
as manter ao seu serviço. Aqui está-se a pagar integralmente, e, lá está, o mês de
março teve um determinado tempo, o mês de abril também, isso reflete-se em
cada uma das instituições, de acordo com o número de pessoas que trabalhavam
neste apoio aos refeitórios das escolas.
Quanto ao número de refeições envolvidas, são alguns milhares de refeições,
estima á volta de 4 000 refeições, e isto para responder ao Sr. Vereador Carlos
Patrão.
O fornecimento de refeições é feito através de take-away, na medida em que
efetivamente os refeitórios das escolas neste momento não estão a funcionar. É
desta forma que as refeições são feitas, sendo que, destas 4 000 refeições, muitas
vão ser, através de take-away também, para algumas pessoas que necessitem de
fornecimento de refeições. O serviço social da autarquia identifica quem são as
pessoas, as pessoas contactam e as refeições são servidas, o que quer dizer que
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há de haver muitas refeições, pois todos os dias aparecem pessoas e ninguém vai
ficar sem refeição. Tem de haver um trabalho muito enquadrado com as diversas
instituições para que tudo corra como todos desejam.
No que diz respeito ao ponto 3, se se analisarem as AEC, que são dirigidas ao 12
ciclo, esta é a tranche final do ano letivo, vai-se pagar a tranche final do ano letivo,
sendo que, em boa verdade, não havia atividades, mas entendeu-se que se deve
fazer, para não criar dificuldades às instituições que desenvolvem estas atividades
de enriquecimento curricular.
No que diz respeito à componente da família, também do 12 ciclo, que são as CAF,
estes valores que aqui estão referem-se às mensalidades dos pais, ou seja, estão-
se a pagar os valores aos pais, as mensalidades que os pais teriam de pagar. Se
assim não fosse, de facto também estas entidades não poderiam manter os postos
de trabalho, e é um compromisso que têm para com a câmara municipal, conforme
os Srs. Vereadores se recordam do que se aprovou no dia 1, da manutenção dos
postos de trabalho. — —
No que se refere às AAAF, isto para o pré-escolar, é o mesmo que acabou de
referir, é também para isentar os pais do pagamento destas mensalidades, estas
mensalidades serem transferidas às instituições, e desta forma ficarão com a
liquidez necessária para poderem desenvolver, mais tarde, a sua atividade, Os
valores das AAAF protocolados são também, no que diz respeito ao pré-escolar, a
terceira tranche idêntica àquela que já referiu para o 12 ciclo.
Depois, há uma dúvida do Sr. Vereador Carlos Patrão, como é que estas atividades
se vão desenvolver, e é evidente que agora se tem de analisar com as instituições,
se terão condições para desenvolver algumas atividades em termos digitais. Para
isso tem de se avaliar toda esta matéria, na medida em que envolve outros meios
financeiros e outras necessidades, que não estão previstas nestas medidas que se
aprovaram.
Quanto ao ponto 4, a atividade social, como os Srs. Vereadores se recordam, este é
um apoio de 3/12 avos relativamente àquilo que estas instituições de caráter social
recebiam do PAMA — Programa de Apoio ao Movimento Associativo. Cada uma
delas vai receber estes valores que estão na proposta, que representam, de facto,
3/12 avos do valor que recebem anualmente do PAMA.
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No ponto 4 ainda, o Sr. Vereador Carlos Patrão pergunta quais os critérios, que são
exatamente estes, há o PAMA, o PAMA tem um determinado valor, e está-se a
disponibilizar 3/12 avos a cada uma das instituições, de acordo com aquilo que
receberam. O critério é esse, como aliás está nas próprias medidas que se
aprovaram.
Depois, sobre o ponto 5, houve um pedido de esclarecimento relativamente às
estruturas profissionais do teatro. Essa matéria não está incluída, na medida em
que se está na expectativa do que é que vai acontecer relativamente àquilo que o
Ministério da Cultura publicamente referiu, que vai disponibilizar um valor para
apoiar estas estruturas profissionais de teatro, e crê que não são profissionais, mas
naturalmente que é uma matéria que se tem vindo a acompanhar, e ver-se-á como
é que este processo poderá evoluir.
É verdade que também já disse que este pacote, que já vai em mais de 3 milhões
de euros, pode ser insuficiente naquilo que são necessidades posteriores, e o
executivo está naturalmente disponível para levar a reunião de câmara outros
apoios.
Sobre o ponto 6, de facto havia um lapso na soma, aliás a soma estava errada,
depois foi esclarecido, mas os montantes de instituição a instituição estavam
corretos. Como a Sr Vereadora Cláudia Martins bem referiu, já todos têm o anexo
correto.—
O Sr. Vereador Carlos Patrão também refere os atletas federados, e o próprio não
vê outro critério se não este, porque se assim não for cada um que faz a sua
marcha, cada um que faz a sua corrida, pode ser considerado um atleta não
federado, e às duas por três tem-se aqui uma multidão de atletas que fazem a sua
atividade física. Agora, consideram-se estes atletas como? Não são atletas
federados, e é um bocadinho difícil, é um bocado difícil resolver e analisar esta
matéria.
De qualquer modo, se houver critérios que consigam definir que uma pessoa é
atleta, mas não é atleta federado, duma forma muito clara, identificando-se
claramente como é que se podem enquadrar estes atletas, naturalmente que sim,
mas neste momento aquilo que pareceu ao executivo foi fazer o que parecia mais
adequado, que era ter o critério de atletas federados, que esses são muito fáceis
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de avaliar, na medida em que estão inscritos nas diversas federações, e no próprio
PAMA. Estes números vieram do PAMA, e, de facto, um dos documentos que se têm
de entregar nas candidaturas é justamente um que as federações ou as
associações entregam, identificando efetivamente os atletas nas várias
modalidades, que praticam desporto federado.
Portanto, é isto que pode dizer.
Interveio a Sr? Vereadora Cláudia Martins, dizendo que ainda lhe surgem algumas
dúvidas, que não foram respondidas, perguntando se pode falar.
Disse o Sr. Presidente que dá a palavra à Sr Vereadora Cláudia Martins, e depois
ao Sr. Vereador Carlos Patrão.
A Sr Vereadora Cláudia Martins interveio, agradecendo e referindo, relativamente
ao Ministério da Educação, que este já definiu que já não há ano letivo, é uma coisa
já definida pelo próprio Ministério da Educação, em que as aulas, inclusive,
iniciarão agora no dia 20, através de telescola, passando na RTP2 e na RTP
Memória, e por isso é que os membros da CDU colocaram a questão do mês de
junho.
Gostariam também de perceber, a própria questionou, e o Sr. Presidente não
respondeu, quanto é que o Estado paga por cada refeição.
Quanto ainda às AEC, ficaram a perceber que é uma tranche final, mas que este
valor vem totalmente do Ministério da Educação, ou seja, o Ministério da Educação
paga a sua totalidade, e a câmara municipal, por sua vez, passa esse valor às
instituições. É isto, não é?
Relativamente à questão do CAF e das AAAF, era isso que tinham percebido, estes
valores, sim, não estavam orçamentados, são as mensalidades dos pais, que a
câmara municipal, e bem, no entender que têm, está a assumir, todo o valor já
estava então orçamentado, apesar das atividades não estarem a decorrer.
Ainda, no ponto 6, percebem o esclarecimento, o que estava mal eram realmente
as somas de cada instituição, o número de atletas federados estava lá, a soma
depois, no final, é que não estava correta.
Assim, julga que é isto.
Tomou a palavra o Sr. Vereador Carlos Patrão, dizendo que queria só dar uma nota,
um esclarecimento que talvez possa ajudar nesta questão dos atletas federados e
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dos não federados. Tem a informação de que há clubes que têm atletas inscritos
nas federações apesar de não participarem em competições, e não sabe se nestes
casos a atribuição do subsídio é indiferente ou não, ou seja, basta estar inscrito na
federação, mas se não for esse o caso este poderia ser um dos critérios.
Referiu o Sr. Presidente, sobre as refeições, que o Ministério da Educação paga
num bolo, em várias rubricas, que nem sempre é fácil identificar, há alguma
dificuldade em avaliar o valor da refeição, e quer dizer, quanto a estas refeições
que a câmara municipal está a pagar, nomeadamente desde que as escolas
fecharam, que ainda não se tem a certeza se o Ministério da Educação vai pagar ou
não. Espera que sim, mas não tem certezas. De qualquer modo, com certezas ou
sem certezas, pensa que se devia avançar para apoiar estas instituições.
Por isso, relativamente às questões destes valores não estarem orçamentados,
depois pedia ao Sr. Vereador António Félix para também explicar, na medida em
que foi preciso, de facto, fazer alguma análise de como é que se poderiam trazer
estes pontos à reunião de câmara.
Quanto aos atletas federados, continua a dizer que é uma discussão que pode
levar longe, agora, se os atletas federados entram em competições ou não entram
em competições, não faz ideia, se calhar é uma matéria que diz respeito à
organização interna dos próprios clubes. A câmara municipal, no XIRA2O2O, que é a
edição de 2019/2020, tem um critério, de há muitos anos a esta parte, uma coisa
que se chama passereile, que é uma exigência, de que todos os atletas têm que
jogar em qualquer jogo que aconteça, qualquer competição que aconteça.
Antigamente, aqueles que eram mais habilidosos eram os que jogavam sempre, e
aqueles que também gostavam de jogar, mas não tinham tanta habilidade,
ficavam no banco, sempre a olhar para os outros que estavam a jogar.
Efetivamente, nos jogos municipais corrigiu-se isso há muito tempo. —
Não sabe se é esse o fator, de alguns jogarem ou não jogarem, mas de qualquer
modo isso é um critério que diz respeito aos respetivos clubes desportivos.
Terminou, dando a palavra ac Sr. Vereador António Félix.
Interveio a Sr Vereadora Regina Janeiro, dizendo ao Sr. Presidente que se calhar
valeria a pena os membros da CDU intervirem antes do Sr. Vereador, que depois
prestava todos os esclarecimentos.
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Disse o Sr. Presidente à Sr Vereadora para intervir.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Regina Janeiro, mencionando que naturalmente o
Sr. Presidente sabe que, sobre aquilo que diz respeito ao Ministério da Educação e
aos acordos com o Ministério da Educação, a própria conhece suficientemente bem
para depois ser complicado aceitar certas respostas. Assim, o valor por refeição
está definido, não aparecem diferentes bolos, é um valor que está definido pelo
Ministério da Educação, que é diferente de câmara para câmara, tem a ver com as
suas despesas, e o resultado que se recebe é a multiplicação desse valor pelo
número de refeições que se serviram. Não há outra hipótese de ser diferente, o
que questionaram é: Qual é o valor de refeição que o Ministério da Educação
subsidia a Câmara Municipal de Vila Franca de Xira?
A segunda questão é que o Ministério da Educação assumiu, independentemente
de não serem dadas as CAF, nem as AAAF, nem as AEC, não ser necessário servir
refeições, que iria continuar a passar dinheiro. Assim, não sabe onde é que os
membros da CDU podem aceitar que não vai passar, porque isto já foi assumido, O
Ministério da Educação assumiu que continuaria a honrar com todos os seus
compromissos, independentemente de as escolas estarem fechadas.
Depois, a questão que aqui se coloca, e por isso é que pediu para falar antes do Sr.
Vereador António Félix, é diferente. Uma coisa é estar orçamentado, e orçamentou-
se receber e pagar as AEC, orçamentou-se receber e pagar as refeições escolares
nas suas ver-tentes, orçamentou-se pagar as AAAF naquilo que já diz respeito à
câmara municipal, o que não se orçamentou, e aqui, sim, é que é o valor que não
se tinha pensado investir e vai-se passar a investir, é aquilo que é o pagamento
dos pais, o que se vai pagar na área das IPSS, na área da cultura e na área do
desporto. O resto está tudo orçamentado.
Sobre a alteração orçamental que terá de ocorrer, e pensa que o Sr. Vereador
António Félix irá a seguir intervir, por isso é que pediu para falar antes, para que
também lhe confirme, naturalmente, como estas verbas são extraordinárias, estas
que acabou de dizer, única e exclusivamente, AAAF, CAF, cultura, desporto e
intervenção social, apenas estas, não havia rubrica. Como não estavam
orçamentadas, e nas AAAF e CAF que se fizeram até se podia ir buscar o que
estava previsto para o início do próximo ano letivo, vai-se ter de fazer uma
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alteração orçamental para incluir isto. Estas eram as únicas que não estavam
orçamentadas, tudo o resto estava orçamentado.
Interveio ainda a Sr Vereadora Cláudia Martins, só para uma pergunta, dizendo
que não sabe se a colocou e o Sr. Presidente não respondeu, ou se não a colocou,
que é: Quantas refeições estão a ser servidas?
Referiu o Sr. Presidente que respondeu.
Prosseguiu a Sr Vereadora, dizendo que então pede desculpe, pede para o Sr.
Presidente, se não se importar, repetir, pois não percebeu, não ouviu o número.
Perguntou o Sr. Presidente se são as refeições que estão a ser servidas neste
momento.
Respondeu a Sr Vereadora Cláudia Martins que sim.
Disse o Sr. Presidente que nos escalões A e B. neste momento, 161 refeições, e
também mais cerca de 9 outras refeições, de meninos cujos pais prestam serviço
nas forças de segurança e que estão nas escolas. No total são 170 refeições. É
evidente que cada dia é um dia, há mais crianças que estão a chegar às escolas, e
o serviço vai-se adaptando a essas circunstâncias. Pede desculpa, esqueceu-se de
responder a essa questão.
Interveio a Sr Vereadora Cláudia Martins, agradecendo.
Tomou a palavra o Sr. Vereador António Félix, cumprimentando, na sua primeira
intervenção, todos as Srs e Srs. Vereadores, bem como todos aqueles que
assistem a esta reunião via on-line, dizendo que, de facto, a Sr Vereadora Regina
Janeiro tem razão, quando diz que estas despesas estavam orçamentadas, mas
também estavam orçamentadas uma série de receitas para fazerem face a estas
despesas, que não estão a acontecer. Umas já se sabe, já se falou nelas aquando
das isenções e dos não pagamentos que foram feitos e que se aprovaram, as
outras estão a ocorrer, por via daquilo que é a crise que se está a verificar.
Aliás, aquilo que acontece, e isso foi público ainda ontem, crê, é que por cada 30
dias que a economia está parada o rendimento desce cerca de 8,5%, ou seja, as
receitas que se tinham previsto receber, nomeadamente em termos de impostos,
que é a principal fonte de receitas, vão estar seriamente prejudicadas, e nesse
aspeto deve dizer que nesta altura, em termos de receita e comparando com o ano
anterior, vai-se com cerca de menos 12% da receita que se tinha no ano anterior. --
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Isto já é o reflexo do que está a acontecer, e obviamente que é minuto a minuto, é
dia a dia, vai-se avaliando, vai-se tendo que fazer opções e alterações, na próxima
reunião de câmara virá uma alteração orçamental, de forma a se poder fazer face
a estas despesas, e há investimentos em que se vai ter que ter a noção e a decisão
de que não se vão poder fazer, essas verbas terão que ser transferidas para fazer
face a estas despesas. Na próxima alteração orçamental essas questões virão
todas refletidas, até porque se quer pagar o mais rápido possível estas verbas.
Assim, crê que respondeu.
Interveio o Sr. Presidente, para se referir só a uma última questão que a Sr
Vereadora Regina Janeiro colocou.
Interrompeu a Sr Vereadora Regina janeiro, perguntando se o Sr. Presidente quer
concluir.
Respondeu o Sr. Presidente que nâo, a Sr Vereadora interrompeu-o, pelo que
conclua.
Prosseguiu a Sr Vereadora, dizendo que não quer concluir, só quer fazer uma
pergunta, se o Sr. Presidente vai concluir, faz a pergunta, para que possa
responder, se não vai, espera.
Pediu o Sr. Presidente à Sr? Vereadora para colocar a questão.
Continuou a Sr Vereadora Regina Janeiro, dizendo que tem a ver com uma
questão com que o Sr. Vereador António Félix iniciou a sua intervenção, que para
os vereadores da CDU era fundamental que se perceba. Nestas áreas em concreto,
que hoje se estão a discutir, onde é que há diminuição de receita? Também é
importante, quando se quer falar da crise, que do outro prato da balança tem de
estar a diminuição da despesa, mas o que o Sr. Vereador disse, na sua intervenção,
e na primeira frase, foi que é preciso ter em conta que também nestas rubricas a
receita está a diminuir, e gostava de saber onde é que a receita está a diminuir,
tendo em conta que não está a conseguir perceber.
Depois, a 5r Vereadora Cláudia Martins está de dedo no ar, pensa que deve ser
uma questão ainda sobre este ponto.
Interveio o Sr. Vereador António Félix, referindo que não disse “nestas rubricas”,
obviamente que não há receitas afetas, as receitas globais são para as despesas
globais, ou seja, quando se calcula e se orçamenta a despesa, global, é na base da
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receita global, pelo que em termos globais a receita está a diminuir, e, aliás, nestes
casos, particularmente, por exemplo, na área desportiva, houve diminuição de
receitas que estavam previstas, nomeadamente com a utilização de equipamentos,
que não está a ocorrer, mas não é isso que está a falar, está a falar em termos
globais, a receita, em termos globais, diminui, e é essa receita global face à
despesa global.
Se se está a aumentar a despesa, por via de determinadas rubricas, e hão se está
a ter receitas do outro lado, obviamente que se têm de fazer opções, no sentido de
transferir orçamentação para determinadas despesas, para outras despesas, que
são as que estão em questão. Tem que se reafetar, da receita global, à despesa
que se está a ter, deixando cair determinados investimentos que não vão ser
possíveis fazer, porque não há receita para os fazer, ou então encontrar outras
formas para os fazer, nomeadamente em termos de empréstimo ou recurso ao
crédito, mas é a única forma que se tem de equilibrar o orçamento. No momento
que se sobem despesas, e as receitas estão a cair, vai-se ter de equilibrar,
reduzindo a despesa dalguma forma, aquela despesa que pode ser efetivamente
transferida para anos futuros.
Interveio o Sr. Presidente, mencionando que talvez o executivo não tenha
explicado convenientemente, há dois pedidos de intervenção, da Sr Vereadora
Cláudia Martins e da Sr Vereadora Regina janeiro, e começa pela Sr Vereadora
Regina janeiro.
A Sr Vereadora Regina janeiro interveio, dizendo que os membros da CDU estão
habituados a estas diferenças de opinião e de interpretação na área financeira, e
esta é claramente, se calhar, uma questão que os distingue, a forma como
analisam os números, é uma das grandes diferenças, ideológicas, políticas, e de
formas de estar na vida. Quando se faz um orçamento da receita, porque é assim
que se tem de começar, só se pode fazer o da despesa depois de se ter feito o da
receita, não se faz globalmente, sabe-se que as transferências do Estado vão ser
estas, as transferências das famílias vão ser estas, por aí adiante, e incomoda-o um
bocadinho, noutras reuniões mais, nesta está a tentar não relevar tanto, que haja
sempre esta ideia de que os outros não sabem exatamente daquilo que estão a
falar, e por isso fala-se duma forma que os outros não sabem. Os outros também
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sabem, têm-no provado, e por acaso comentaram que os apoios vindos do
vereador do desporto, que é exatamente o das finanças, foi onde houve a grande
confusão dos números, contudo, sabendo que as contas, por parte do Sr. Vereador,
são bem geridas.
Assim, quando se orçamenta a receita, e é esta que permite fazer o orçamento da
despesa, sabe-se de onde vem, pelo que, como o Sr. Vereador disse que destas
rubricas deixavam de vir receitas, gostavam de perceber de onde. já percebeu, foi
dar a Volta às rubricas globais para dizer que efetivamente reduz. Contudo,
também crê que é justo dizer, perante toda a gente, e desde a primeira hora, que
também há despesas que vão diminuir, que não se estão a pôr em cima da mesa.
Já se está com o discurso de “cuidado, nós estamos a dar, e depois a seguir vamos
ter que deixar de fazer”, e hoje falou-se até de investimento, sendo que, como o
Sr. Presidente sabe, as alterações orçamentais nunca podem ser feitas da
passagem de capital para corrente, e o que se está a fazer é utilização de verbas
de despesa corrente, não se está a fazer utilização de verbas previstas em capital.
Assim, que se procure gerir com a maior transparência possível, para que não seja
só o executivo a entender aquilo que se está a falar, mas para que os outros eleitos
e o público, as pessoas para quem se trabalha, a única razão de existirem, possam
entender efetivamente aquilo que se está a dizer
Como sabem, há várias iniciativas que não vão ser feitas por parte da câmara
municipal, o Sr. Presidente ainda não colocou formalmente, mas algumas são
impossíveis de acontecer, e todos sabem, as iniciativas que estavam previstas
acontecer e já não vão acontecer, como o 25 de Abril, entre outras. A única que o
Sr. Presidente assumiu perante os vereadores é que, por exemplo, o 25 de Abril
não vai acontecer, mas há outras iniciativas que também não vão acontecer, e o
Sr. Presidente certamente, no momento que considerar justo, partilhará, pelo que
também se tem de ter em conta que isto é despesa quer não vai ser gasta.
Interveio a Sr Vereadora Cláudia Martins, mencionando, muito rapidamente, ainda
relativamente ao ponto 6, aos atletas federados e não federados, que os membros
da CDU percebem a dificuldade que pode haver em encontrar o número de atletas
não federados, mas questionam se não se poderiam aproveitar as inscrições dos
atletas do Xira Jovem, que são atletas não federados, de instituições do concelho,
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Fl.Ata 083
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utilizar esse número a que a câmara municipal tem acesso, a essas inscrições do
Xira jovem, para também se perceber sobre esses atletas. Poderia ser uma forma. -
Interveio o Sr. Presidente, pedindo ao Sr. Vereador António Félix para responder a
estas duas questôes, da Sr Vereadora Regina janeiro e da Sr Vereadora Cláudia
Martins.
Interveio o Sr. Vereador António Félix, referindo à Sr Vereadora Regina janeiro que
o próprio é que deve ter dificuldade de comunicação, porque quando tenta explicar
nunca é com intenção de achar que as outras pessoas não percebem. O próprio é
que provavelmente tem dificuldade de explicar, de deixar as coisas claras, mas vai
tentarmaisumavez.
Obviamente que há rubricas que tinham receitas associadas, e se o Estado cumprir
com aquilo que está estabelecido essas rubricas terão verba, mas aprovaram-se
rubricas que não tinham verba, não tinham receita, e para essas vai-se ter de
encontrar formas de as financiar. Crê que isso é claro.
Depois, esta câmara municipal tem por hábito, nos últimos anos, transferir, e não é
transferir, é aplicar receitas correntes em despesas de capital, e não receitas de
capital em despesas correntes. Portanto, estas receitas correntes que iam ser
aplicadas em despesas de capital podem ser aplicadas em despesas correntes. É
aquilo que se vai fazer, não se está a fazer algo que não é permitido, o que se fazia
era aplicar receitas correntes em despesas de capital, e neste momento essas
receitas correntes não vão para despesas de capital, irão para despesas correntes.
Agora, há algo que não se pode esquecer e que se tem de continuar a ter em
atenção, que é a questão da diminuição abrupta da receita, isso é algo que
preocupa, e obviamente que todos sabem que não se vai poder ficar por aqui no
apoio que se tem de dar à economia do concelho. Para isso têm de se encontrar
formas de se poder financiar num futuro, isso é algo que preocupa o executivo e é
algo a que tem de estar atento.
Finalmente, relativamente ao Xira Jovem, é uma hipótese, ir-se-á avaliar, mas irá
haver cubes que não estão no Xira e não estão no futsal, porque o Xira está muito
centrado no futsal e na natação, há clubes que têm outras modalidades que
também dizem que têm atletas não federados. Então, aqui vai haver outra vez uma
dificuldade em avaliar, mas é uma questão de se avaliar. Tem também que se
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perceber do que é que se está a falar, e de que verbas é que se está a falar,
porque o bolo é sempre o mesmo, não cresce, vai-se-lhe é cortando pequenas
fatias, mas quando se chegar à última fatia o bolo já não tem mais. Tem de se ir
avaliando isto com cuidado, é uma hipótese que se irá avaliar, para se perceber
qual é o custo que tem em termos financeiros. —
Interveio o Sr. Presidente, referindo, para terminar, uma questão que a Sr
Vereadora Regina Janeiro colocou, que não lhe parece que corresponda, na medida
em que não há nenhuma informação, e é uma informação de hoje, da parte do
Ministério da Educação, em que efetivamente a câmara municipal vai ser
ressarcida destas despesas relativamente às refeições, AEC e tudo o mais. Não
pondo em causa aquilo que a Sr Vereadora disse, a informação que tem não
corresponde áquilo que disse.
Por último, antes de pôr estes pontos à votação, o que diz é que, efetivamente,
julga que há uma coisa que pelo menos une a todos, que é apoiar quem mais
precisa, aqueles que são os mais vulneráveis, aquelas instituições que se não
tiverem este apoio provavelmente vão ter dificuldades tremendas para subsistir e
darem continuidade ao seu meritório trabalho em prol da população. Nisso estão
de acordo, andou-se por aqui, fizeram-se muitas questões, interessantes, mas crê
que não haja dúvidas para ninguém no fundamental das medidas que se
aprovaram no dia 1 e a complementaridade financeira que hoje se traz.
Por isso mesmo, vai passará votação, ponto a ponto.
Prosseguiu, perguntando, sobre o ponto 2, quem vota contra, quem se abstém,
concluindo que é aprovado por unanimidade, sobre o ponto 3, quem vota contra,
quem se abstém, concluindo que é aprovado por unanimidade, sobre o ponto 4,
quem vota contra, quem se abstém, concluindo que é aprovado por unanimidade,
sobre o ponto 5, quem vota contra, quem se abstém, concluindo que é aprovado
por unanimidade, e sobre o ponto 6, quem vota contra, quem se abstém,
concluindo que é aprovado por unanimidade.
Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr. Presidente. -
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/g Reurão de 2020/04/15
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de 1 ‘Vila Franca de Xira 1 Deliberação ri2 1 79
Câmara Municipal
Assunto: ATRIBUIÇÃO DE APOIO FINANCEIRO EXTRAORDINÁRIO - ESCOLA A TEMPO
INTEIRO
Presente a proposta do Sr. Presidente, datada de 2020/04/07, documento que se
anexa e dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata, para aprovação da
concessão de apoios financeiros extraordinários às entidades concelhias que
celebraram e outorgaram com o município protocolos de parceria e cooperação no
domínio da prossecução e do funcionamento da Escola a Tempo Inteiro, nos
termos, montantes e condições objeto de identificação e enumeração no
documento anexo à proposta, que dela faz parte integrante, destinando-se a
contribuir para a manutenção da sustentabilidade destas entidades, assegurando a
continuidade da sua existência e do seu funcionamento, e permitindo que, após o
período de emergência de saúde pública e de calamidade pública em curso e com
a progressiva normalização da vida social e comunitária no pás-pandemia, possam
retomar a prossecução das suas atividades no domínio da Educação e da Escola a
Tempo Inteiro, em prol do interesse público municipal e com o compromisso da
garantia dos respetivos postos de trabalho.
A discussão deste assunto foi feita em conjunto com os pontos 2 e 4 a 6 da ordem
dodia.
Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr. Presidente. -
03 escola
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RAta 086
•fl l\J Reunião de 2020/04/15
Município III Proc2
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de 11
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Vila Franca de Xira Deliberação ri 180
Câmara Municipal
Assunto: ATRIBUIÇÃO DE APOIO FINANCEIRO EXTRAORDINÁRIO - MOVIMENTO
ASSOCIATIVO SOLIDÁRIO
Presente a proposta do Sr. Presidente, datada de 2020/04/07, documento que se
anexa e dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata, para aprovação da
concessão de apoios financeiros extraordinários às entidades do movimento
associativo solidário concelhio sem fins lucrativos, nos termos, montantes e
condições objeto de identificação e enumeração no documento anexo à proposta,
que dela faz parte integrante, visando contribuir para a garantia da manutenção da
atividade e da sustentabilidade das entidades do movimento associativo solidário
concelhio sem finalidade lucrativa e bem assim permitir o reforço da prestação de
serviços sociais e de apoio social à comunidade e, em particular, a pessoas em
situação de vulnerabilidade.
A discussão deste assunto foi feita em conjunto com os pontos 2, 3, 5 e 6 da ordem
dodia.
Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr. Presidente. -
04 solidário
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087
Reunião de 2020/04/15
Município
Proc2
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de
Vila Franca de Xira Deliberação n’2 181
Câmara Municipal
Assunto: ATRIBUIÇÃO DE APOIO FINANCEIRO EXTRAORDINÁRIO - MOVIMENTO
ASSOCIATIVO CULTURAL
Presente a proposta do Sr. Presidente, datada de 2020/04/07, documento que se
anexa e dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata, para aprovação da
concessão de apoios financeiros extraordinários às entidades do concelho que
celebraram e outorgaram com o município protocolos de parceria de âmbito
cultural, nos termos, montantes e condições objeto de identificação e enumeração
no documento anexo à proposta, que dela faz parte integrante, abrangendo a
totalidade do período temporal correspondente aos meses de abril, maio e junho,
conforme a deliberação tomada na reunião ordinária de 1 de abril, sob o ponto 5
da respetiva ordem do dia, destinando-se a contribuir para a manutenção da
sustentabilidade destas entidades, assegurando a continuidade da sua existência e
do seu funcionamento e permitindo, também, que, após o período de emergência
de saúde pública e de calamidade pública em curso e com a progressiva
normalização da vida social e comunitária no pós-pandemia, possam retomar a
prossecução das suas atividades culturais, no quadro dos protocolos de parceria
firmados com o município.
A discussão deste assunto foi feita em conjunto com os pontos 2 a 4 e 6 da ordem
do dia. — —
Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr. Presidente. -
05 cultural
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Fl.Ata 088
Reunião de 2020/04/15
Município
Proc
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de
Vila Franca de Xira Deliberação ri2 182
Câmara Municipal
Assunto: ATRIBUIÇÃO DE APOIO FINANCEIRO EXTRAORDINÁRIO - MOVIMENTO
ASSOCIATIVO DESPORTIVO
Presente a proposta do Sr. Presidente, datada de 2020/04/07, documento que se
anexa e dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata, para aprovação da
concessão de apoios financeiros extraordinários às entidades do concelho que
celebraram e outorgaram com o município protocolos de parceria de âmbito
desportivo, nos termos, montantes e condições objeto de identificação e
enumeração no documento anexo à proposta, que dela faz parte integrante,
abrangendo a totalidade do período temporal correspondente aos meses de abril,
maio e junho, conforme a deliberação tomada na reunião ordinária de 1 de abril,
sob o ponto 5 da respetiva ordem do dia, destinando-se a contribuir para a
manutenção da sustentabilidade destas entidades, assegurando a continuidade da
sua existência e do seu funcionamento e permitindo, também, que, após o período
de emergência de saúde pública e de calamidade pública em curso e com a
progressiva normalização da vida social e comunitária no pós-pandemia, possam
retomar a prossecução das suas atividades desportivas, no quadro dos protocolos
de parceria firmados com o município.
A discussão deste assunto foi feita em conjunto com os pontos 2 a 5 da ordem do
dia.
Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr. Presidente. -
06 desportivo
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Fl.Ata 089
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A Reunião de 2020/04/15
Município é jÁ Proc2
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Vila Franca de Xira Deliberação n
- 183
Câmara Municipal
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Assunto: PROGRAMA DE APOIO AO MOVIMENTO ASSOCIATIVO - APOIO À ATIVIDADE
REGULAR
Presente a proposta da Sr Vereadora Fátima Antunes, datada de 2020/04/06, para
aprovação, nos termos da alínea o), do n2 1, do artigo 332 da Lei n9 75/2013. de 12
de setembro, da atribuição de apoio à atividade regular, em 2020, a 116
associações do concelho, que desenvolvem atividade regular nas áreas cultural,
desportiva, solidária, associações juvenis, associações de pais e federação
concelhia, relativo a 266 apoios específicos por área de atividade, num valor global
de 644 875,00€, no âmbito do Programa de Apoio ao Movimento Associativo.
Interveio o Sr. Vereador Carlos Patrão, dizendo, desde já, que apesar de haver
situações com as quais o Bloco de Esquerda não concorda, e já tem vindo a
demonstrar essa divergência em relação, se calhar, até a um certo consenso que
existe no concelho sobre estes apoios, vai votar favoravelmente, com reservas,
mas não pode deixar de falar dalgumas questões.
Sobre o apoio às associações desportivas, está-se a falar de quase 200 000,00€,
190 000,00€, concretamente, são cerca de 30% dos valores que estão envolvidos
no PAMA, quase um terço dos valores envolvidos no PAMA, que na totalidade
perfazem 645 000,00€, e não vai citar os nomes dos clubes, porque pode ser mal
interpretado, já foi mal interpretado sobre isso, não vai citar nomes de clubes, mas
quer só dizer que o clube mais apoiado recebe 54 000,00€, mais de um quarto dos
apoios que são dados na área do desporto. Os 3 mais apoiados, juntos, recebem
mais de metade dos apoios, o primeiro recebe 54 000,00€, o segundo 34 000,00€,
e o terceiro 25 000,00€. Os 4 clubes mais apoiados, na sua totalidade, recebem
mais de 2/3 do valor total.
Considera que há aqui uma grande macrocefalia relativamente aos apoios que são
dados, e não considera que esta distribuição seja muito justa. Vai só dar um
pequeno exemplo de um outro clube, um pequeno clube da Póvoa de Santa Iria,
que recebe 5 000,00€, recebe 3% do bolo, e tem 400 atletas, entre federados e
não federados. Pergunta: O clube que recebe mais, que recebe mais de um quarto
do valor total, tem mais de 4 000 atletas para justificar o valor que recebe?
Não tem essa informação, aliás nem sequer sabe quantos atletas é que esse clube
tem, isso não está publicado nas contas, se calhar também não tem que estar, tem
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EI. Ata 090
Reunião de 2020/04/15
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Vila Franca de Xira Deliberação n2
Câmara Municipal
que estar noutro tipo de documentos, não sabe, nem está patente publicamente
em lado nenhum, mas se por acaso o executivo souber qual é a informação, pensa
que era interessante, para perceber a relação desproporcionada entre os apoios
que são dados a clubes que têm 400 atletas, e a outros que se calhar têm mais,
devem ter mais, mas não serão assim tantos mais, não são 11 vezes mais atletas
para justificar receberem 11 vezes mais em termos pecuniários.
É claro que o número de atletas não deve ser o único critério, também não defende
isso, o que nâo defende é uma desproporção tão grande na correlação entre o
número de atletas e os valores que os clubes recebem.
Esta é uma questão de fundo, e gostaria de ouvir o executivo sobre esta
consideração, sobre se não o preocupa uma certa macrocefalia que existe no
desporto concelhio, em termos da captação dos apoios.
Depois, há outra questão que já levantou, que também preocupa bastante o Bloco,
na área do desporto juvenil, que é haver clubes, concretamente 2 clubes, que são
os 2 que recebem mais dinheiro, mais apoios no âmbito do PAMA, e noutros
âmbitos também, no âmbito dos apoios da autarquia são dos que recebem mais ou
dos que têm recebido mais, cujos alguns escalões de formação, nomeadamente
nos juniores, neste momento têm uma grande quantidade de jovens e miúdos que
vêm de outros países, outros continentes.
Não pensa que isto seja justo, pensa que este tipo de investimento em formação
jovem devia ser feito nas SAD e não nos clubes, um deles, que é o que recebe mais
apoios da câmara municipal, tem uma SAD, e se calhar esses juniores deviam
passar era para a SAD e não estarem no clube, pelo que agora pergunta: No
âmbito desta pandemia, o que é feito desses jovens? Preocupa-o muito o que é que
se passa com esses jovens, são jovens, sobretudo sul-americanos e africanos,
nesse clube que recebe mais apoios são sobretudo jovens sul-americanos, no
outro, que é o segundo que recebe mais apoios, são jovens africanos. Está muito
preocupado com o que é que lhes aconteceu ou o que é que lhes está a acontecer,
porque já havia queixas de que esses jovens viviam em situações às vezes um
pouco precárias. Então agora, no âmbito desta pandemia, gostava de saber
exatamente o que é que lhes aconteceu, o que é que está a acontecer, porque, se
se está a subsidiar e a apoiar este tipo de formação, também se tem a obrigação
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moral de saber o que é que está a acontecer a estes jovens no âmbito duma crise
destas, havendo já queixas anteriormente de que viveriam duma forma um pouco
precária.
Assim, gostaria de ser esclarecido sobre esta questão também.
Interveio o Sr. Presidente, mencionando que já passa a palavra à Sr Vereadora
Fátima Antunes, para responder a algumas questões.
Disse a Sr Vereadora Cláudia Martins que os membros da CDU também pediram a
palavra.
Retomou a intervenção o Sr. Presidente, referindo à Sr Vereadora que lamenta
imenso, não viu, pede desculpa, e que faça o favor.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Cláudia Martins, dizendo que o Sr. Presidente
estava com receio que a própria continuasse a falar muito, mas não, vai ser rápida,
apesar do assunto ser de extrema importância.
Em primeiro, há uma gralha no documento, na página 28, mesmo na última, em
que há uma tabela, e onde se lê 2019 deve-se ler 2020 com certeza, e deverá ser
corrigida.
Relativamente ao movimento associativo popular, já têm falado variadíssimas
vezes sobre o papel inegável que tem na dinamização das atividades culturais,
desportivas e de recreio, mas também na garantia do acesso das pessoas à cultura
e ao desporto, e não são raras as vezes em que é no seio das suas associações que
de facto as comunidades locais e as populações encontram espaço para a prática e
para a criação e fruição culturais, além da participação também que acabam por
ter em outras dimensões da vida local, como é por exemplo na ação social, na
educação e também na juventude.
Assim, considerando todos a importância da sua ação e intervenção serem
devidamente reconhecidas e valorizadas, o que sentem, com aquilo que lhes é
apresentado hoje, é que, apesar dos valores que estão no documento, ainda são
poucochinho, ainda não são suficientes face àquilo que o movimento associativo
popular necessita e merece. Acima de tudo, não reflete o entendimento político por
parte do Partido Socialista de ver neste uma mais-valia espelhada na comunidade,
como um parceiro de facto, que parece aqui mais uma extensão de serviços que se
vê como útil prestar.
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A CDU não se vê nessa visão, para os seus membros o movimento associativo
popular é o âmago da vida das comunidades, e, como tal, a sua autonomia e
participação deve ser sinceramente assumida e assegurada. Como é lógico,
votarão a favor, contudo, não poderão deixar de dizer que se deveria ir mais além,
porque existe essa possibilidade, é necessário e é merecido, tal como a CDU
expressou e faria, se estivesse no lugar do Partido Socialista.
Também já disseram, mas têm de voltar a colocar, que consideram que seria muito
importante voltar a criar o Conselho Municipal do Associativismo, uma plataforma,
como se sabe, de permanenfe diálogo e afirmação, potenciando o melhor de cada
instituição ao serviço de todos. Já existiu este Conselho Municipal do
Associativismo no concelho, funcionava, e funcionava bem, são as próprias
coletividades que o dizem, que o viam como uma ferramenta importante de debate
edepartilha.
Portanto, fica mais uma vez a nota desta proposta, nesta reunião de câmara do dia
de hoje.
Interveio o Sr. Presidente, referindo que podia funcionar bem, mas não eram
disponibilizados tantos valores financeiros como são disponibilizados agora, enfim,
é da vida, cada um tem a sua ótica sobre estas matérias.
Queria dizer, antes de passar à Sr Vereadora Fátima Antunes, que tem a
responsabilidade nesta área, que os critérios estão claros, estão muito bem
definidos, pode não se estar de acordo com os critérios, mas estão cá e resultam
duma distribuição proporcional de apoios e também em função das atividades e do
mérito do trabalho desenvolvido.
Todos esses critérios são ponderados, no sentido de referir o que é que é
disponibilizado a cada uma das instituições, pelo que este é um programa, que
vem desde o ano 2008, e nestes anos todos, desde a sua criação, já foram
distribuídos para a atividade regular cerca de 7,3 milhões de euros, o que quer
dizer que ao longo destes anos tem-se tido uma preocupação grande em apoiar
todas as instituições, de caráter cultural, social, desportivo, associações juvenis,
associações de pais, enfim, um número muito elevado de instituições, neste caso,
em 2020, são 116 associações do concelho, e 266 apoios específicos, em que são
disponibilizados cerca de 645 000,00€. Não é coisa pouca, como se deve calcular.--
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Quando se diz que os apoios deviam ser maiores, com certeza, podiam ser
maiores, mas são aqueles que lhe parece que se justificam. Depois, neste
momento tem-se este valor, para o ano não se sabe o que é que se vai ter, está-se
perante uma situação, em termos de saúde pública, complicada, mas está-se
também numa situação em que não se sabe qual é o futuro, em termos
económicos, do país. Como o Sr. Vereador António Félix já referiu, a situação não
vai ser fácil, vão-se ter de encontrar soluções adequadas para continuar a apoiar
estas instituições conforme se tem vindo a apoiar. —
Interveio a Sr Vereadora Fátima Antunes, começando por recordar que o
regulamento do PAMA já foi revisto este mandato, no início do mesmo, e todos os
critérios que nele constam foram analisados amplamente, com as Várias
associações, e por áreas de atividade, tendo tido a concordância das instituições
nos critérios que eram definidos, e houve as alterações que foram consideradas
necessárias, tendo em conta aquilo que são as necessidades e a evolução da
atividade das várias instituições, quer da área desportiva, quer das outras áreas.
Relativamente à proposta que hoje se tem, mais concretamente relativa às
questões colocadas pelo Sr. Vereador Carlos Patrão, há que observar, mesmo nos
documentos que o Sr. Vereador tem, que o apoio a cada uma das instituições na
área desportiva tem em conta, não só aquilo que é a atividade desportiva, estando
as várias modalidades que cada uma das instituições tem, com os atletas não
profissionais que tem, federados, mas também, conforme consta dos critérios do
regulamento do PAMA, o apoio às instalações desportivas. Nas instalações
desportivas também são considerados os vários tipos de instalações, e daí muitas
vezes os clubes que recebem mais são também aqueles que têm instalações
desportivas com outras características, que levam, desde logo, a que o valor
atribuído seja também maior. —
Depois, há outro parâmetro a ser considerado, que é o das participações desses
atletas em torneios, campeonatos e outras provas, com os resultados que também
são obtidos, tendo em conta a valorização do mérito desportivo dos atletas e, por
conseguinte, dos clubes onde estão inseridos. Daí, é claro que se um clube tem
maior número de atletas federados a participar, e tem mais modalidades também
que oferece aos seus atletas e à população, terá que ter um valor se calhar maior
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relativamente a outros clubes que têm menos gastos, quer com as instalações, que
podem ter ou não, e também com os seus atletas. Daí, justifica-se o valor que é
atribuído.
Quanto àquilo que o Sr. Vereador Carlos Patrão colocou, e tem colocado todos os
anos, relativamente aos jovens nos juvenis, se devem ser considerados ou não
devem ser, recorda que só se apoia desporto federado não profissional, e pensa
que respondeu.
Interveio o Sr. Vice-Presidente, agradecendo e referindo que pensa que a Sr?
Vereadora Regina janeiro, a quem cumprimenta, e todos os Srs. Vereadores
presentes, dado que ainda não tinha usado da palavra, pretende falar, pelo que
faça ofavor.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Regina Janeiro, mencionando que não vai pôr em
causa nada do que foi dito, mas também, tal como foi dito, com factos, também
quer utilizar factos, e uma associação juvenil no concelho de Vila Franca de Xira
recebe 530,00€ por ano, uma associação de pais recebe 470,00€ por ano, uma
associação de reformados recebe 1 160,00€ por ano, não quer dizer mais nada, só
queria factos. Aliás, quer dizer apenas uma coisa, que, tal como disse no ponto
anterior, esta é uma das grandes divergências políticas entre a CDU e o PS, é a
forma como, mais uma vez, aqui se pode comprovar, se olha para o movimento
associativo, e disse.
Interveio o Sr. Presidente, referindo que não ouviu tudo, mas a parte final ouviu, e
é a opinião da Sr Vereadora. O executivo PS faz o seu trabalho, as instituições que
dialogam com a câmara municipal sobre estas matérias, conforme a Sr Vereadora
Fátima Antunes já referiu, estão de acordo com estes critérios, e isso é que importa
verdadeiramente. Quanto a outras formas de analisar, provavelmente fariam
sempre de modo diferente, mas há uma coisa que não se consegue resolver, que é
fazer com que as contas batam certas, não se pode disponibilizar mais valores do
que aqueles que se têm no orçamento.
Isso é fundamental, pode-se dizer o que se quiser, mas o dinheiro é o dinheiro, e
conhece muitas câmaras municipais que efetivamente, em termos de apoios
praticamente são inexistentes, ou havia alturas que nem sequer disponibilizavam
valores como aqueles que esta câmara municipal disponibiliza, é uma questão de
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análise e da maneira de encarar a vida polftica e de estar nestas coisas.
Interveio o Sr. Vereador Carlos Patrão, dizendo que a análise que fez, e que não viu
minimamente esclarecida, e já agora gostava de ver, é que não pensa que seja
normal, no âmbito dos apoios que são dados ao desporto, que 4 clubes tenham
mais de 2/3 dos apoios. Não contesta que os resultados desportivos devem ser
tidos em conta, que o número de atletas federados deve ser tido em conta, essas
coisas todas, faz tudo sentido, o que não faz sentido é 2/3, mais de 2/3 dos apoios
serem para 4 clubes. Isso é que não faz sentido.
Há aqui um problema, e seria bom reconhecer que isso é um problema, então têm
que se arranjar soluções para resolver esses problemas, porque este pequeno
clube de que falou, da Póvoa, que tem 400 atletas, também tem campeões
europeus, também tem atletas federados, também tem instalações, mas recebe
5 000,00€. Este é que é o problema, há aqui uma clara desproporção nos apoios
quesãodadosaosclubes.
Sobre a questão da formação, que são atletas que não estão nas SAD, toda a gente
sabe que a equipa de juniores de um dos clubes que tem uma SAD é
maioritariamente composta por atletas sul-americanos, e que esses atletas estão lá
para depois virem a fazer dinheiro para a SAD. Não acha nada mal que a SAD
tenha uma equipa de juniores, o que acha mal é que o município apoie isto, não
pode ser, não faz sentido nenhum, está-se a contribuir até para uma certa
especulação financeira que existe à volta do futebol, e que hoje em dia já chegou
ao desporto de formação.
Não é à câmara municipal que compete subsidiar este tipo de formação, e o
mesmo acontece no segundo clube que recebe mais apoios, esse com atletas
africanos, acontece exatamente a mesma coisa, e não pode ser, está mal, esse
dinheiro não devia ir para esses clubes, porque eles não precisam. Os empresários
que metem cá esses jovens jogadores é que deviam pagar a sua formação, porque
são eles depois que vão ganhar os milhões, não é o município de Vila Franca de
Xira,éistoqueestámal.
Depois, há um clube honesto, que tem atletas federados, tem campeões da
Europa, recebe 5 000,00€, e esses é que recebem aos 50 000,00 e aos 40 000,00€.
Não pode estar de acordo com isto, e só vai votar a favor porque, apesar de tudo,
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os 5 000,00€ para o tal clube honesto fazem muita falta. Não pode fazer o justo
pagar pelo pecador, e é a única razão que o leva a votar a favor disso, já agora,
gostava que a Sr Vereadora também se mostrasse preocupada com a sorte dos
atletas sul-americanos e africanos que vivem de forma precária em Portugal
nesses 2 clubes, ou que já viveram de forma precária em Portugal nesses 2 clubes.
Na situação de pandemia, o que é que lhes aconteceu, ou isto só é interessante
quando as coisas correm bem? Pensa que se tem o dever moral de saber o que é
que se passa com esses atletas.
Interveio o Sr. Presidente, mencionando que tudo é possível reanalisar-se, no
quadro dos critérios que estão estabelecidos. São absolutamente transparentes, é
só uma questão de os analisar e verificar. A única questão que o Sr. Vereador
coloca são situações que se poderão num futuro reanalisar e tentar corrigir, se
eventualmente houver necessidade de corrigir, de acordo com aquilo que acabou
de referir, que lhe parecem questões com alguma acuidade.
No caso atual, os critérios são estes, e não há clubes honestos, nem desonestos,
julga, pelo menos não consegue fazer essa avaliaçâo. Para si, até prova em
contrário são todos honestos, de maneira que a única questão que o Sr. Vereador
Carlos Patrão coloca, de facto, é um fator que tem vindo a alterar aquilo que se
conhecia como a modalidade de futebol, passando a ser uma indústria do futebol,
são SAD - Sociedades Anónimas Desportivas.
Efetivamente o Sr. Vereador colocou uma questão relativamente à formação, em
que provavelmente tem razão, não tem problemas nenhuns em reanalisar, tem é
que se avaliar que se parte do PAMA, deste Programa de Apoio ao Movimento
Associativo, que é um fator essencial para o desenvolvimento desportivo do
concelho, social, cultural, etc. Estes valores são absolutamente imprescindíveis
para que estas instituições possam desenvolver o seu trabalho, e isso sem pôr em
consideração de, numa futura possibilidade de reanálise do regulamento do PAMA,
avaliar estas questões. São questões com alguma acuidade, são questões novas, e
por isso temos de nos adaptar às circunstâncias que em cada momento se
colocam.
Aquilo que quer dizer é que, com estes apoios, vai-se permitir, como já referiu, que
estas instituições tenham o mínimo para poderem desenvolver a sua atividade.
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Quanto a outras questões que o Sr. Vereador Carlos Patrão colocou, pede à Sr
Vereadora Fátima Antunes para complementar.
Tomou a palavra a Sr Vereadora Fátima Antunes, referindo que queria só recordar
que o que se está a aprovar é um apoio à atividade regular, e, sendo um apoio à
atividade regular, daí resulta que as instituições que têm mais atividade têm de ter
um apoio que será certamente maior, que as outras, que têm menos atividade.
Além disso, continua a frisar que relativamente às associações de caráter
desportivo há que ter em conta a questão, não só da atividade desportiva, como
das instalações, e quem tem instalações com determinado tipo de características
tem certamente mais gastos com a manutenção dessas instalações.
Assim,ésó.
Interveio o Sr. Presidente, pondo o ponto à votação, perguntando quem vota
contra, quem se abstém, concluindo que é aprovado por unanimidade.
Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta da Sr Vereadora
Fátima Antunes.
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1. Assunto: RELAÇÃO DOS DESPACHOS DO PRESIDENTE NA ÁREA DE PESSOAL
2. Resumo: Presente o processo instruído com informação n9 2030/20, de 03/04, do
DGAFj/DRH, para conhecimento dos despachos do Sr. Presidente na área de
pessoal, datados de 2020/03/19 e 2020/03/20.
3. Informações/pareceres: Anexa-se informação n2 2030/20, de 03/04, do DGAFJ/DRH,
documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis: Alínea a), do n2 2, do artigo 35, do anexo 1, da Lei
n2 75/2013, de 12 de setembro.
6. Propostas: O Sr. Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
conhecimento.
7. Deliberação: Tomado conhecimento.
OS despachos
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Assunto: LEGISLAÇÃO—SÍNTESE E EDITAIS
Foi dado conhecimento do que de seguida se indica:
1. Dos diplomas publicados em Diário da República com interesse para a
administração local:
Decreto-Lei n9 10-H/2020, de 26 de março, 1 série, que estabelece medidas
excecionais e temporárias de fomento da aceitação de pagamentos baseados em
cartões, no âmbito da pandemia da doença COVID-19;
Decreto-Lei n 10-1/2020, de 26 de março, 1 série, que estabelece medidas
excecionais e temporárias de resposta à pandemia da doença COVID-19, no âmbito
cultural e artístico, em especial quanto aos espetáculos não realizados;
Decreto-Lei n2 10-J/2020, de 26 de março, 1 série, que estabelece medidas
excecionais de proteção dos créditos das famílias, empresas, instituições
particulares de solidariedade social e demais entidades da economia social, bem
como um regime especial de garantias pessoais do Estado, no âmbito da pandemia
da doença COVID-19;
Decreto-Lei n2 10-K/2020, de 26 de março, 1 série, que estabelece um regime
excecional e temporário de faltas justificadas motivadas por assistência à família,
no âmbito da pandemia da doença COVID-19;
Decreto-Lei n9 10-L/2020, de 26 de março, 1 série, que altera as regras gerais de
aplicação dos fundos europeus estruturais e de investimento, de forma a permitir a
antecipação dos pedidos de pagamento;
Resolução do Conselho de Ministros n2 14/2020, de 27 de março, 1 série, que cria o
programa «Conhecer Portugal» para apoiar a realização de estágios e atividades
de l&D sobre as regiões portuguesas de menor densidade populacional;
Portaria n9 82/2020, de 29 de março, 1 série, que estabelece os serviços essenciais
para efeitos de acolhimento, nos estabelecimentos de ensino, dos filhos ou outros
dependentes a cargo dos respetivos profissionais;
Declaração de Retificação n2 13/2020, de 28 de março, 1 série, que retifica o
Decreto-Lei n2 10-F/2020, de 26 de março, das Finanças, que estabelece um
regime excecional e temporário de cumprimento de obrigações fiscais e
contribuições sociais, no âmbito da pandemia da doença COVID-19, publicado no
Diário da República, 1 série, n9 61, 12 suplemento, de 26 de março de 2020;
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Deliberação n____________
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Lei n2 2/2020, de 31 de março, 1 série, referente ao Orçamento do Estado para
2020;
Lei n2 3/2020, de 31 de março, 1 série, relativa às Grandes Opções do Plano para
2020;
Lei n2 4/2020, de 31 de março, 1 série, referente ao quadro plurianual de
programação orçamental para os anos de 2020 a 2023;
Portaria n 82-C/2020, de 31 de março, 1 série, que cria uma medida de apoio ao
reforço de emergência de equipamentos sociais e de saúde, de natureza
temporária e excecional, para assegurar a capacidade de resposta das instituições
públicas e do setor solidário com atividade na área social e da saúde, durante a
pandemia da doença COVID-19, e introduz um regime extraordinário de majoração
das bolsas mensais do «Contrato emprego-inserção» (CEI) e do «Contrato
emprego-inserção+» (CEI+) em projetos realizados nestas instituições;
Decreto do Presidente da República n2 17-A/2020, de 2 de abril, 1 série, que renova
a declaração de estado de emergência, com fundamento na verificação de uma
situação de calamidade pública;
Resolução da Assembleia da República n2 22-A/2020, de 2 de abril, 1 série, que
autoriza a renovação do estado de emergência;
Decreto n 2-B/2020, de 2 de abril, 1 série, que regulamenta a prorrogação do
estado de emergência decretado pelo Presidente da República;
Despacho n9 4097-B/2020, de 2 de abril, II série, que determina as competências
de intervenção durante a vigência do estado de emergência, ao Comandante
Operacional Distrital da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil
(ANEPC), ao Centro Distrital de Segurança Social e à Autoridade de Saúde de
âmbito local territorialmente competente, em colaboração com os municípios;
Portaria n2 85-A/2020, de 3 de abril, 1 série, que define e regulamenta os termos e
as condições de atribuição dos apoios de caráter extraordinário, temporário e
transitório, destinados ao setor social e solidário, em razão da situação
epidemiolágica do novo coronavírus — COVID-19, tendo em vista apoiar as
instituições particulares de solidariedade social, cooperativas de solidariedade
social, organizações não-governamentais das pessoas com deficiência e
equiparadas no funcionamento das respostas sociais;
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Reunião de 2020/04/15
Município
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Lei n 4-A/2020, de 6 de abril, 1 série, que procede à primeira alteração à Lei
n2 1-A12020, de 19 de março, que aprova medidas excecionais e temporárias de
resposta à situação epidemiológica provocada pelo coronavírus SARS-C0V-2 e da
doença COVID-19, e à segunda alteração ao Decreto-Lei n2 10-A/2020, de 13 de
março, que estabelece medidas excecionais e temporárias relativas à situação
epidemiológica do novo Coronavírus — COVID-19;
Lei n 4-B/2020, de 6 de abril, 1 série, que estabelece um regime excecional de
cumprimento das medidas previstas nos Programas de Ajustamento Municipal e de
endividamento das autarquias locais, no âmbito da pandemia da doença COVID-19,
e procede à segunda alteração à Lei n 1-A/2020, de 19 de março;
Lei n2 4-C/2020, de 6 de abril, 1 série, que determina o regime excecional para as
situações de mora no pagamento da renda devida nos termos de contratos de
arrendamento urbano habitacional e não habitacional, no âmbito da pandemia
COVID-19;
Decreto-Lei n9 12-A/2020, de 6 de abril, 1 série, que estabelece medidas
excecionais e temporárias relativas à pandemia da doença COVID-19;
Portaria n 88-C/2020, 6 de abril, 1 série, que procede ao aumento, para o ano de
2020, da comparticipação financeira da Segurança Social, no âmbito da aplicação
do regime jurídico da cooperação previsto na Portaria n 196-A/2015, de 1 de julho,
na sua redação atual;
Decreto-Lei n2 14-A/2020, de 7 de abril. 1 série, que altera o prazo de
implementação da faturação eletrônica nos contratos públicos;
Decreto-Lei n2 14-B/2020, de 7 de abril, 1 série, que estabelece medidas
excecionais e temporárias de resposta à pandemia COVID-19, no âmbito dos
sistemas de titularidade estatal de abastecimento de água e de saneamento de
águas residuais;
Deliberação n 441-N2020, de 7 de abril, II série, referente à adoção de procedimento
simplificado que permita a instalação de separadores .entre o espaço do condutor e o
dos passageiros para proteção dos riscos inerentes à transmissão do COVID-19.
2. Dos editais publicados entre 2020/03/25 e 2020/04/06, que constam da lista
anexa, a qual se dá por inteiramente reproduzida nesta parte da ata.
Tomado conhecimento.
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Câmara Municipal
1. Assunto: PAGAMENTOS AUTORIZADOS
2. Resumo: Presente o processo instruído com informação da Divisão de Gestão
Financeira, para conhecimento da informação referente aos pagamentos
autorizados pelo Sr. Presidente, pelo Sr. Vice-Presidente e pelo Sr. Vereador
António Félix, no período compreendido entre 2020/03/25 e 2020/04/06,
documento que se anexa e dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
3. Informações/pareceres:
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis: Alínea g), do n2 1, do artigo 359, do anexo 1, da Lei
n9 75/2013, de 12 de setembro.
6. Propostas:
7. Deliberação: Tomado conhecimento.
10 pagamentos
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A 1 Reurãode
Município
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Vila Franca de Xira Deliberação QQ____________
Câmara Municipal
1. Assunto: BALANCETES
2. Resumo: Apresentados os balancetes os quais acusam o seguinte saldo em
dinheiro:
Câmara Municipal:
Dotações Orçamentais 25 556 906,52€
Dotações não Orçamentais 3 027 079,03€
Serviços Municipalizados de Água e Saneamento:
Dotações Orçamentais 4 124 301,56€
Dotações não Orçamentais 820 607,28€
3. Informações/pareceres:
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
6. Propostas: —
7. Deliberação: Tomado conhecimento.
11 balancetes
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EI. Livro
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El.Ata 104
ftlU Reunião de 2020/04/15
Município
Proc9
____________________
de Al
Vila Franca de Xira Deliberação n2_____________
Câmara Municipal
1. Assunto: RELAÇÃO DE ATOS DA COMPETÊNCIA DA CÂMARA MUNICIPAL
DELEGADOS E PRATICADOS PELO PRESIDENTE RELACIONADOS COM O EXERCÍCIO
DO DIREITO DE PREFERÊNCIA
2. Resumo: Presente o processo instruído com comunicação interna n2 208/20, de
3/04, do DGAFJ/SOP, para conhecimento dos despachos do Sr. Presidente
relacionados com o exercício do direito de preferência, no período compreendido
entre os dias 20 e 31 de março de 2020.
3. Informações/pareceres: Anexa-se comunicação interna n2 208/20, de 3/04, do
DGAFj/SOP, documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis: Artigos 29 e 30 da Lei n2 31/2014, de 30 de maio. --
6. Propostas: A Sr Vereadora Helena Pereira de jesus submete o assunto à reunião
de câmara para conhecimento.
7. Deliberação: Tomado conhecimento.
12 501’
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19. Livro
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RAta ‘ 105
Reunião de 2020/04/15
Município Proc2 26/15 RU-REURBde 1H!Vila Franca de Xira Deliberação n2_____________
Câmara Municipal
1. Assunto: RELAÇÃO DE ATOS DA COMPETÉNCIA DA CÂMARA MUNICIPAL
DELEGADOS E PRATICADOS PELO PRESIDENTE RELACIONADOS COM O EXERCÍCIO
DO DIREITO DE PREFERÊNCIA—ÁREAS DE REABILITAÇÃO URBANA
2. Resumo: Presente o processo instruído com comunicação interna nQ 149/20, de
06/04, da EMRU, para conhecimento do despacho do Sr. Presidente, datado de
2020/03/25, relacionado com o não exercício do direito legal de preferência,
previsto no artigo 58 do Decreto-Lei n2 307/2009, de 23 de outubro, com a sua
atual redação, que aprovou o Regime Jurídico da Reabilitação Urbana (RjRU),
referente às áreas de reabilitação urbana do concelho.
3. Informações/pareceres: Anexa-se comunicação interna n2 149/20, de 06/04, da
EMRU, documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
6. Propostas: O Sr. Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
conhecimento.
Interveio o Sr. Vereador Nuno Libério, referindo que vai fazer com que a sua
intervenção seja o melhor possível, do ponto de vista da sua audição, e que os
membros da CDU queriam aproveitar este ponto para colocar algumas questões.---
Em primeiro lugar, é porque, desde há bastante tempo, que têm vindo a suscitar
várias questões relativas à reabilitação urbana, aos apoios que a câmara municipal
deliberou no sentido dessa mesma operação de reabilitação urbana, através das
ARU - áreas de reabilitação urbana, porém, muitas das vezes, ou quase todas as
vezes que têm vindo a solicitar informação, a mesma ainda não lhes foi remetida.-
O Sr. Presidente interveio, questionando qual é a informação que o Sr. Vereador
pretende, e pedindo desculpa, pois não percebeu.
Prosseguiu o Sr. Vereador Nuno Libério, mencionando que o que queria dizer é que
imediatamente a seguir a esta intervenção, através do gabinete de apoio dos
membros da CDU, farão chegar por escrito o seguinte pedido de informação, que
13EMRU 112
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FI. Livro
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EL Ata 106
Reunião de 2020/04/15
Município Proc2 26/15 RU-REURB
de
Vila Franca de Xira Deliberação n2_____________
Câmara Municipal
tem a ver com o ponto que está agora para conhecimento da câmara municipal.
Efetivamente, para uma melhor avaliação da câmara municipal, e das medidas de
apoio para a reabilitação urbana, até porque o programa vai terminar agora, em
2020, precisavam de ter uma noção, o mais aproximada possível do rigor, sem
prejuízo de se acautelarem as questões da proteção de dados: do total de
beneficiários dos incentivos fiscais previstos no âmbito das medidas aprovadas por
esta câmara municipal; do total de beneficiários para as ARU, de redução de taxas
municipais previstas; do total de beneficiários que, ao abrigo das ARU aprovadas
pela câmara municipal, recorreram a fundos de empréstimo financeiro por parte do
IFRRU 2020; assim como do total de beneficiários que, ao abrigo dos sistemas de
incentivo à revitalização empresarial e regeneração urbanas, também tiveram
apoio desta câmara municipal.
Por fim, não menos importante, e, como disse na sua intervenção inicial, está a
terminar o prazo de vigência das operações de reabilitação urbana, elas iniciaram-
se em 2014 e terminam agora, em 2020, questionam: Há por parte da câmara
municipal intenção dos atuais perímetros e, ao abrigo da legislação em vigor, a
câmara municipal dispõe ou não de intenção para dar continuidade a este projeto?
Chama à atenção que o plano de ação para a estratégia da regeneração urbana,
que foi desenvolvido em parceria com uma universidade, designadamente com o
ICS - Instituto de Ciências Sociais, tem um prazo de vigência, termina em 2020, e a
câmara municipal não pode, nem deve, na opinião que têm, ficar sem um
instrumento desta natureza, para continuar a utilizar os meios fiscais possíveis, ao
abrigo da lei, para financiar e para favorecer a reabilitação dos núcleos antigos e
mais históricos. Como disse, também, vão passar a escrito e enviar imediatamente
para o gabinete do Sr. Presidente este pedido de informação, que
sistematicamente, apesar de pedido e requerido pela vereação da CDU, até à
presente data ainda não lhe chegou.
Interveio o Sr. Presidente, dizendo que aquilo que pode dizer é que se irão compilar
todos os dados, de acordo com o requerimento que a CDU vai fazer, e que se
pretende dar continuidade a este projeto, que tem tido sucesso em alguns
territórios do concelho.
7. Deliberação: Tomado conhecimento.
13 EMRU 2/2
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FI. Livro
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&I Reunode62O/O4/15
Município
proc2
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Vila Franca de xira ‘jV Deliberação n
Câmara Municipal
1. Assunto: RELAÇÃO DE ATOS DA COMPETÊNCIA DA CÂMARA MUNICIPAL
SUBDELEGADOS E PRATICADOS PELO VICE-PRESIDENTE NO ÂMBITO DO
LICENCIAMENTO DE OBRAS PARTICULARES
2. Resumo: Presente o processo instruído com comunicação interna n2 7/20, de
02/04, do DPGU/SAPRE, para conhecimento dos atos praticados pelo Sr. Vice-
Presidente, no período compreendido entre 2020/03/20 e 2020/04/01, no âmbito
do licenciamento de obras particulares previstas no Regime jurídico de
Urbanização e Edificação.
3. Informações/pareceres: Anexa-se comunicação interna n2 7/20, de 02/04, do
DPGU/SAPRE, documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da
ata.
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
6. Propostas: O Sr. Vice-Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
conhecimento.
7. Deliberação: Tomado conhecimento.
14 opcu
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FI. Livro
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RAta 108
Reunião de 2020/04/15
Município
Proc2
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de
Vila Franca de Xira Deliberação r 184
Câmara Municipal
1. Assunto: EXTINÇÃO DE PROCEDIMENTOS CONCURSAIS PARA PROVIMENTO DE
CARGOS DIRIGENTES
2. Resumo: Presente o processo instruído com informação n2 2040/20, de 06/04, do
DGAj/DRH, para aprovação da extinção de três procedimentos concursais de
cargos dirigentes, o de Diretor Municipal de Educação e Desporto, Chefe da
Divisão Municipal de Oficinas Municipais e Chefe da Divisão Municipal de
Fiscalização, com fundamento na inutilidade, por reorganização superveniente dos
cargos, nos termos e ao abrigo das competências próprias do presidente da
câmara municipal, previstas na alínea a), do n2 2, do artigo 352 do Regime jurídico
das Autarquias Locais, aprovado pela Lei n2 75/2013, de 12 de setembro, com as
demais alterações legislativas subsequentes e na redação em vigor, constante do
anexo 1, e no artigo 23 do Estatuto do Pessoal Dirigente das Câmaras Municipais e
Serviços Municipalizados, aprovado pela Lei n9 49/2012, de 29 de agosto, com as
demais alterações legais posteriores e na redação vigente.
3. Informações/pareceres: Anexa-se informação n2 2040/20, de 06/04, do DGAj/DRH,
documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
6. Propostas: O Sr. Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
aprovação.
Interveio o Sr. Vereador Carlos Patrão, dizendo que o Bloco de Esquerda ficou com
uma dúvida, que é o que vai acontecer ao desporto e às oficinas, se se fica sem
direção no desporto e sem chefe de divisão nas oficinas. Gostaria de ter este
esclarecimento.
Interveio o Sr. Presidente, mencionando que, se o Sr. Vereador verificar, na
alteração da orgânica, houve uma alteração relativamente ao Departamento
Municipal de Educação e Desporto. Nesta altura o que está na orgânica, na
15 cargos . 1/2
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FI. Livro
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RAta 109
Reunião de 2020/04/15
Município Proc2
_____________________
de
Vila Franca de Xira Deliberação n2_____________
Câmara Municipal
alteração, é Departamento Municipal de Educação, o desporto foi autonomizado,
por isso o concurso que estava tem de ser extinto, justamente porque agora vai ter
de se abrir um novo concurso, para o Departamento Municipal de Educação.
Relativamente ao Chefe da Divisão Municipal de Oficinas Municipais, também
houve uma alteração, esta divisão foi extinta, foi substituída por uma outra, e por
isso este concurso também tem de ser extinto e vai ser aberto um outro concurso
paraoefeito.
Quanto à chefia da Divisão Municipal de Fiscalização, a divisão foi extinta e deu
lugar a duas divisões, uma a Divisão Municipal de Fiscalização Técnica, e uma
Divisão de Fiscalização Municipal. Como, efetivamente existem concursos que
estavam a decorrer para antigos cargos dirigentes, em que as pessoas
concorreram, e estes procedimentos estavam em desenvolvimento, agora têm de
ser extintos, para dar lugar a outros concursos, de acordo com a alteração
orgânica, como já referiu.
—
Assim, crê que terá explicado a questão.
Respondeu o Sr. Vereador Carlos Patrão que sim, e em relação ao desporto, para si
é claro, em relação às oficinas, pede desculpa, mas perdeu-se um bocadinho na
explicação.
Interveio novamente o Sr. Presidente, referindo que estava a dizer que, quanto às
oficinas, havia uma única divisão, e agora há uma divisão que trata também da
área operacional, e outra para as obras de administração direta. Como tal, como
foram criadas duas divisões, é extinta uma delas, e é agora aberto concurso para
estasduasdivisões.
Interveio o Sr. Vereador, dizendo que está esclarecido.
Retomou a palavra o Sr. Presidente, passando à votação, perguntando quem vota
contra, quem se abstém, concluindo que é aprovado por unanimidade.
7. Deliberação: Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr.
Presidente.
15 cargos 2/2
El. Livro
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110
( l\J Reunião de 2020/04/15
Município
V(
Proc2
____________________
de
Vila Franca de Xira Deliberaçao h
- 185
Câmara Municipal
1. Assunto: ALTERAÇÃO AO MAPA DE PESSOAL DE 2020 DA CÂMARA MUNICIPAL
2. Resumo: Presente o processo instruído com informação n2 2046/20, de 06/04, do
DGAj/DRH, para aprovação da alteração ao mapa de pessoal de 2020 da câmara
municipal, e posterior remessa à assembleia municipal para ratificação-sanação.---
3. Informações/pareceres: Anexa-se informação n 2046/20, de 06/04, do DGAj/DRH,
documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
6. Propostas: O Sr. Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
aprovação e remessa à assembleia municipal para efeito de ratificação-sanação,
de acordo com artigo 164, n2s 1, 3 e 5 do Código do Procedimento Administrativo.
7. Deliberação: Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr.
Presidente. —
16 pessoal CM
FI. Livro
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I
FLAta 111
Reunião de 2020/04/15
Município ‘) L4 flJ\ Proc2
_____________________
Vila Frar de Xira Deliberação n’ - 188
Câmara Municipal
1. Assunto: ABERTURA DE PROCEDIMENTOS PARA RECRUTAMENTO DE CARGOS
DIRIGENTES - APROVAÇÃO E REMESSA À ASSEMBLEIA MUNICIPAL PARA
APROVAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO DO JÚRI
2. Resumo: Presente o processo instruído com informação n2 2055/20, de 06/04, do
DGAJ/DRH, para aprovação da abertura de diversos procedimentos concursais para
cargos dirigentes e posterior remessa à assembleia municipal, para aprovação da
constituição do júri.
3. Informações/pareceres: Anexa-se informação n 2055/20, de 06/04, do DGAJ/DRH,
documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis: —
6. Propostas: O Sr. Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
aprovação da presente informação e informações anexas.
7. Deliberação: Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do
Sr. Presidente.
17 dirigentes
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FI. Livro -
RAta - 112
Reunião de 2020/04/15
Município Proc2 2/20 APRV.CPCj.
de
Vila Franca de Xira Deliberação n 187
Câmara Municipal
1. Assunto: FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA PARA O MUNICÍPIO - INÍCIO DO
PROCEDIMENTO E REMESSA À ASSEMBLEIA MUNICIPAL PARA AUTORIZAÇÃO DA
ABERTURA DO PROCEDIMENTO E DO COMPROMISSO PLURIANUAL
2. Resumo: Presente o processo instruído com comunicação interna n2 211/20, de
07/04, do DF/DFP/SCCP, para início do procedimento para o fornecimento de
energia elétrica em regime de mercado livre, para as instalações do município,
distribuída por lotes, em MT, BTE, BTN/IP, BTN/L e BTN/ex-R, com o preço-base de
7 000 000,00€, ao qual acresce o valor do IVA à taxa legal de 23%,
designadamente autorização da decisão de contratar e da escolha do
procedimento, do júri, da nomeação do gestor do contrato, da despesa, bem como
aprovação das peças do procedimento, nos termos dos artigos n9s 36, 38, 67,
290-A, e do n2 2, do artigo 40, do Código dos Contratos Públicos, e remessa à
assembleia municipal para autorização da abertura do procedimento e autorização
prévia do compromisso plurianual.
3. Informações/pareceres: Anexa-se comunicação interna n2 211/20, de 07/04, do
DF/DFP/SCCP, documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da
ata. —
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
6. Propostas: O Sr. Vereador António Félix submete o assunto à reuniâo de câmara
para autorização para o início do procedimento, respetiva despesa, aprovação das
peças concursais e remessa à assembleia municipal para autorização da abertura
do procedimento e do compromisso plurianual.
7. Deliberação: Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr.
Vereador António Félix.
18 energia
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FI. Livro
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RAta ‘ 113
Reunião de 2020/04/15
Município Proc2 3/11 LOTECMde
Vila Franca de Xira Deliberação n’____________
Câmara Municipal
1. Assunto: 2 ALTERAÇÃO AO LOTEAMENTO DENOMINADO POR CASAL DA COLHER,
TITULADO PELO ALVARÁ DE LOTEAMENTO N 4/2013-AUGI, DE 11/09 - ALVERCA
DORIBATEJO
2. Resumo: Presente o processo instruído com informação n2 54/20, de 06/04, do
DPGU/DPOT, para aprovação, após consulta pública, da 2 alteração ao loteamento
denominado por Casal da Colher, em Alverca do Ribatejo, titulado pelo alvará de
loteamento n2 4/2013-AUGI, de 11/09, nos termos da alínea b), do n2 1. do artigo
42 da Lei n2 91/95, com as alterações em vigor.
3. Informações/pareceres: Anexa-se informação n2 54/20, de 06/04, do DPGU/DPOT,
documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
—
6. Propostas: O Sr. Vice-Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
aprovação.
Interveio o Sr. Presidente, dando a palavra à CDU, dizendo que se poderá falar dos
pontos 19 e 20, mas põe ao critério de quem intervir poder falar sobre os dois
pontos ou um de cada vez, como se quiser.
Tomou a palavra o Sr. Vereador Nuno Libório, referindo que pretendia fazer uso da
palavra individualmente, para cada ponto, se o Sr. Presidente não se importar, que
seja feita a discussão e votação em separado, tendo a CDU necessidade de
intervenções diferentes em cada um dos pontos.
Referiu o Sr. Presidente que sim, está perfeito.
Retomou a palavra o Sr. Vereador, agradecendo e mencionando, relativamente a
este ponto, que se trata dum alvará que é da zona Alta de Arcena, chama-se Casal
da Colher, que já foi há bastantes anos definido e aprovado como uma operação de
loteamento da iniciativa da câmara municipal, crê que será por volta do ano 2013,
se a memória não lhe está a atraiçoar neste momento.
i colher 1/4
FI. Livro
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RAta 114
/1 À Reunião de 2020/04/15
Município U) Proc2 3/11 LOTECMde (Vila Franca de Xira Deliberaçao n2_____________
Câmara Municipal
Quanto à questão de fundo, que tem a ver com a proposta que se tem para
deliberação, uma 2? alteração relativamente a alguns acertos, designadamente de
propriedade, gostariam de saber porque é que as infraestruturas que estão em
falta ainda continuam em falta, se o problema está do lado dos coproprietários, no
que ao financiamento e ao pagamento das comparticipações deles diz respeito,
que possa eventualmente estar em falta, ou se há alguma outra razão ou fator que
possa levar a que as infraestruturas, que são tão necessárias para legalizar e
reconverter em definitivo o alvará da zona urbana clandestina do Casal da Colher,
em Alverca do Ribatejo, se detenham como concluídas e devidamente definitivas.-
São perguntas deste género que gostariam de colocar, relativamente a este ponto.
Interveio o Sr. Presidente, perguntando se o Sr. Vereador quer falar já do ponto 20
ou se, dependendo da resposta, pretende continuar a falar deste ponto.
Respondeu o Sr. Vereador Nuno Libório que pretendia eventualmente, poderá fazer
mais uma ou outra pergunta.
Disse o Sr. Presidente que então está muito bem, dando a palavra ao Sr. Vice-
Presidente.
Tomou a pa’avra o Sr. Vice-Presidente, dizendo que, como o Sr. Vereador Nuno
Libório tem conhecimento, as infraestruturas são da iniciativa dos proprietários, e
recorda-se de ter vindo a reunião, sobre um compromisso já anterior, um processo
para elaboração dos projetos do Casal Cabreiro, Casal da Carcaça e do Casal da
Colher, e neste momento já está em fase de conclusão, de revisão, estando pois a
terminar a fase do estudo do projeto, para depois o fazer chegar junto dos
coproprietários, que é esse o compromisso que a câmara municipal tem.
Interveio o Sr. Presidente, perguntando ao Sr. Vereador Nuno Libório se pretende
colocar mais alguma questão.
O Sr. Vereador interveio, respondendo que sim, e que os membros da CDU não
tinham presente que nesta área de génese ilegal a responsabilidade pela execução
das infraestruturas fosse da competência ou da responsabilidade dos proprietários,
e tanto assim é que esta AUGI é de reconversão de iniciativa municipal. Portanto,
gostariam de voltar a colocar exatamente a mesma questão, se isto parte duma
leitura incorreta da parte dos mesmos, ou se, de facto, não obstante o regime
jurídico aplicável, que pressupõe que a câmara municipal seja a dona da obra, para
19 Colher 2/4
_____
FI ‘ivro
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RAta - 115
Reunião de 2020/04/15
Município Proc2 3/11 LOTECM
Vila Franca de Xira Deliberação n2____________
Câmara Municipal
esta situação em concreto foi tomada alguma situação de exceção. Ficaram um
pouco, agora, sem perceber exatamente qual é que é o ponto de partida e a
responsabilidade definida para todas as partes intervenientes. No entendimento
que têm a câmara municipal seria a dona da obra, ou seja, a responsável pela boa
concretização das infraestruturas, recebendo previamente, como é óbvio, e
determina a lei, as comparticipações financeiras por todos os coproprietários.
Interveio o Sr. Vice-Presidente, mencionando que a informação que se tem, do
serviço, não coincide com essa, coincide, única e exclusivamente, na área que
focou, do projeto. No entanto, se o Sr. Presidente o permitir irá confirmar junto dos
serviços, acabou mesmo agora de receber essa mensagem a confirmar o que está
a expor, e fará chegar esta resposta por escrito, via presidente, face àquilo que se
acabou de manifestar, a nível das responsabilidades.
Interveio o Sr. Presidente, referindo ao Sr. Vereador Nuno Libório que anda sempre
com um documento, pois sabe que às vezes estas matérias são faladas, para um
recurso de avivar a memória, e aquilo que tem no documento, sobre a questão das
infraestruturas, é que são de iniciativa particular, não são de iniciativa da câmara
municipal. Aquilo que sugere, conforme aliás o Sr. Vice-Presidente já disse, é enviar
ao Sr. Vereador documentação que ateste justamente isso.
O Sr. Vereador Nuno Libório interveio novamente, agradecendo o esclarecimento e
mencionando, como disse na intervenção inicial, que os membros da CDU também
ficaram com essa dúvida, mas quando olham para o documento que serve de
suporte à presente deliberação lê-se, logo na primeira frase, que foi uma iniciativa
de reconversão como operação de loteamento de iniciativa da câmara municipal,
portanto, pedia exatamente que depois lhe fizessem chegar a clarificação dos
termos desta redação, em confronto com a informação que o Sr. Presidente e o Sr.
Vice-Presidente acabaram de prestar, porque não bate certo, sendo, se se
comprovar, que se trata duma iniciativa da câmara municipal.
Contudo, pensa que agora não há condições para esclarecer com maior exaustão
possível o ponto em apreço, sendo que os membros da CDU vão votar a favor.
Interveio o Sr. Presidente, dizendo que então vão-se enviar ao Sr. Vereador os
documentos, tudo isto, até porque uma iniciativa de loteamento é uma coisa, uma
iniciativa de infraestruturas é outra, como o Sr. Vereador sabe, pelo que, num
19 Colher 3/4
FI. Livro
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NAta
- 116
Reunião de 2020/04/15
Município Proc 3/11 LOTECMde
Vila Franca de Xira Deliberação Q____________
Câmara Municipal
determinado contexto, decidiu-se que era a câmara municipal a fazer o
loteamento, mas com o compromisso de serem os particulares a executarem as
infraestruturas, é essa a informação que tem.
Vai-se enviar ao gabinete da CDU informação a esse respeito.
Terminou, passando à votação do ponto, perguntando quem vota contra, quem se
abstém, concluindo que é aprovado por unanimidade.
No decorrer das respostas colocadas no período antes da ordem do dia, interveio
ainda o Sr. Presidente, referindo que lhe chegou, entretanto, documentação do
alvará de licença de loteamento urbano n2 4/2013, se o Sr. Vereador Nuno Libério
quiser assentar, relativamente à AUGI denominada Casal da Colher, que no ponto
5, no que respeita às obras de urbanização, diz “as obras de infraestruturas são da
responsabilidade dos proprietários’. Este é o documento oficial, e pensa que está
esclarecida esta questão.
7. Deliberação: Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr.
Vice-Presidente.
19 colher 4/4
FI. Livro
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RAta
- 117
Reunião de 2020/04/15
Município Proc2 HU-UC/88-042de
Vila Franca de Xira Deliberação n’_____________
Câmara Municipal
1. Assunto: ALTERAÇÃO AO ESTUDO DO LOTEAMENTO DA ZONA ALTA DE ARCENA -
PARCELA 6- ENXORDEIROS DE CIMA - ALVERCA DO RIBATEJO
2. Resumo: Presente o processo instruído com informação n2 52/20, de 30/03, do
DPGU/DPOT, para aprovação da alteração ao estudo de loteamento da Zona Alta
de Arcena, Parcela 6, Enxordeiros de Cima, em Alverca do Ribatejo, nos termos da
alínea b), do n2 1, do artigo 42 da Lei n2 91/95, com as alterações em vigor,
estando dispensada da fase de consulta pública, nos termos do n9 2, do artigo 222
do Decreto-Lei n2 555/99, de 16/12, com as alterações em vigor, solicitada por
Hortense de Azevedo Nunes Martins.
3. Informações/pareceres: Anexa-se informação n2 52/20, de 30/03, do DPGU/DPOT,
documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
—
6. Propostas: O Sr. Vice-Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
aprovação.
Interveio o Sr. Vereador Nuno Libório, referindo que se trata da maior zona de área
de génese ilegal da zona Alta de Arcena, denominada parcela 6, toponimicamente
reconhecida como sendo a zona dos Enxordeiros, mais concretamente a zona dos
Enxordeiros de Cima, tendo os membros da CDU conhecimento que esta tem sido
uma das AUGI onde tem havido bastantes dificuldades, dificuldades de organização
por parte dos coproprietários, o que leva a que o processo infelizmente não tenha
sido rápido e tenha tido o desenvolvimento tal como outros tiveram, no concelho
de Vila Franca deXira.
A pergunta que faz, após a presente deliberação, para a qual o voto da CDU
também quer que seja decisivo, no sentido de viabilizar o desenvolvimento
processual deste processo, que há muitos anos se arrasta, é saber se a partir de
agora a câmara municipal, conjuntamente com os coproprietários, está em
20 Enxordeiros 1/2
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FI. Livro
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- 118
Reunião de 2020/04/15
Município Proc2 HU-UC/88-042de
Vila Franca de Xira Deliberação n2____________
Câmara Municipal
condições de emitir o alvará de loteamento, para imediatamente a seguir
processar-se a outra fase, igualmente importante, que é a da legalização de cada
habitação.
—
Interveio o Sr. Presidente, mencionando que passa a palavra ao Sr. Vice-
Presidente, mas pode dizer que hoje é com grande satisfação que se traz aqui este
processo, e grande satisfação muito por aquilo que o Sr. Vereador acabou de
referir, um processo longo, difícil, mas que, de facto, está em vias de resolução.
Tomou a palavra o Sr. Vice-Presidente, dizendo que sublinha o que o Sr. Presidente
acabou de dizer, e como efetivamente referiu o Sr. Vereador Nuno Libório, sendo
que neste processo, pelo contacto que se tem tido, até ao final do mês passado
existia ainda dificuldade nos documentos de propriedade, visando a emissão do
alvará, e através do departamento de urbanismo, na área da DPOT — Divisão de
Planeamento e Ordenamento do Território, sob orientação do Urb Ricardo
Ramalho, na área das AUGI, tem-se feito um trabalho que se gostaria de tentar
concluir o possível até ao final do presente mandato, sabendo-se que não será por
dificuldades da câmara municipal.
Efetivamente, conseguiu-se que os proprietários já disponham dos documentos de
propriedade, visando a emissão do alvará, e poderá dizer ainda que o processo
será remetido já ao solicitador, após esta aprovação de hoje, para preparar, já com
as indicações, para vir a reunião de câmara, finalmente, a atribuição deste alvará. -
Interveio o Sr. Presidente, pondo, não havendo mais nenhuma questão, o ponto à
consideração da câmara municipal, perguntando quem vota contra, quem se
abstém, concluindo que é aprovado por unanimidade.
7. Deliberação: Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr.
Vice-Presidente.
20 Enxordeiros 2/2
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FI. Livro
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Reunode 620/04/15
Município ,4j Proc2 30/20 DOVSM-EMP
de
-
Vila Franca de Xira Deliberaçao n2 - -
Câmara Municipal
1. Assunto: ALTERAÇÃO DA COBERTURA DAS PISCINAS MUNICIPAIS DE VILA FRANCA
DE XIRA - ABERTURA DO PROCEDIMENTO
2. Resumo: Presente o processo instruído com comunicação interna n2 421/20, de
02/04, do DOVI/DEI, para autorização da escolha, da abertura e do
desenvolvimento do procedimento, por concurso público, em conformidade com o
disposto na alínea b), do artigo 19, do Código dos Contratos Públicos, referente à
empreitada de alteração da cobertura das piscinas municipais de Vila Franca de
Xira, com o preço-base de 834 200,00€, acrescido do IVA e prazo de execução de
150 dias, da prestação da caução, bem como aprovação das peças de
procedimento, da designação do júri respetivo, do consultor, dos secretários e do
gestor do contrato.
3. Informações/pareceres: Anexa-se comunicação interna n2 421/20, de 02/04, do
DOVI/DEI, documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata. --
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
6. Propostas: O Sr. Vice-Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
aprovação.
7. Deliberação: Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr.
Vice-Presidente.
21 piscinas
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El. Livro
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RAta 120
1 A Reunião de 2020/04/15
Município 14 Proc2 90/19 DOVSM-EMP
de 1. ÀMII
Vila Franca de Xira / Deliberação rf -
Câmara Municipal
1. Assunto: DEMOLIÇÃO DE 3 EDIFÍCIOS NA ANTIGA ESCOLA DA ARMADA (MARINHA)
PARA FUTURAS INSTALAÇÕES DO TRIBUNAL JUDICIAL - VILA FRANCA DE XIRA -
PLANO DE SEGURANÇA E SAÚDE
2. Resumo: Presente o processo instruído com comunicação interna n2 413/20, de
01/04, do DOVI/DEI, para aprovação do plano de segurança e saúde referente à
empreitada de demolição de 3 edifícios na antiga Escola da Armada (Marinha) para
futuras instalações do tribunal judicial em Vila Franca de Xira, adjudicada à
Penelaterraplanagens - Desaterros e Terraplanagens, Ld.
3. Informações/pareceres: Anexa-se comunicação interna n2 413/20, de 01/04, do
DOVI/DEI, documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata. --
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
6. Propostas: O Sr. Vice-Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
aprovação.
7. Deliberação: Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr.
Vice-Presidente.
22 Esc Armada
FI. Livro
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121
t1 \ Reunião de 2020/04/15
Município %- 4 I\j\ Proc2 96/19 DOVSM-EMPde 1 ‘.I
Vila Franca de Xira i A i Deliberação rI 192
Câmara Municipal
1. Assunto: REMODEL4ÇÂO DA ESCOLA ÁLVARO GUERRA - VILA FRANCA DE XIRA -
NOMEAÇÃO DO DIRETOR DE FISCALIZAÇÃO E DO COORDENADOR DE SEGURANÇA
EMOBRA
2. Resumo: Presente o processo instruído com comunicação interna nQ 420/20, de
02/04, do DOVI/DEI, para aprovação das nomeações do Eng2 Hélder Rito, para a
função de coordenador de segurança em obra, nos termos do disposto no n2 2, do
artigo 92, do Decreto-Lei n2 273/2003, de 29 de outubro, e da Eng Cristina
Monteiro, para a função de diretora de fiscalização da obra, nos termos do disposto
no artigo 344Q do Código dos Contratos Públicos, referentes à empreitada de
remodelação da escola Álvaro Guerra, em Vila Franca de Xira, bem como da
emissão das respetivas declarações de nomeação, acompanhadas de declarações
de aceitação subscritas pelos respetivos técnicos.
3. Informações/pareceres: Anexa-se comunicação interna n2 420/20, de 02/04, do
DOVI/DEI, documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata. --
4. Dotação orçamental: Plano Orçam. —
5. Disposições legais aplicáveis:
6. Propostas: O Sr. Vice-Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
aprovação.
7. Deliberação: Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr.
Vice-Presidente.
23 Guerra
FI. Livro
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- 122
Reunião de 2020/04/15
Município A Proc 46/19 DOVSM-EMPde 1 í\i
Vila Franca de Xira / Deliberação n’____________
Câmara Municipal
1. Assunto: RECARGAS DE PAVIMENTOS 2019 - VILA FRANCA DE XIRA - CONTA FINAL-
2. Resumo: Presente o processo instruído com comunicação interna n9 423120, de
03/04, do DOVI/DEI, para aprovação da conta final referente à empreitada de
recargas de pavimentos 2019 — Vila Franca de Xira, adjudicada à Pavizés —
Comércio e Transportes de Materiais de Construção, Ld?.
3. Informações/pareceres: Anexa-se comunicação interna n2 423/20, de 03/04, do
DOVI/DEI, documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata. --
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
6. Propostas: O Sr. Vice-Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
aprovação.
7. Deliberação: Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr.
Vice-Presidente.
24 recargas
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FI. Livro
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Li RAta 123
Reunião de 2020/04/15
Município Proc 132/17 DOVSM-EMPde ( )flVila Franca de Xira Deliberação n -
-
14
Câmara Municipal
1. Assunto: REABILITAÇÃO DE FOGOS NO PER DE POVOS - VILA FRANCA DE XIRA -
AUTO DE VISTORIA PARA EFEITOS DE LIBERAÇÃO PARCIAL DA CAUÇÃO
2. Resumo: Presente o processo instruído com comunicação interna n9 424/20, de
06/04, do DOVI/DEI, para aprovação do auto de vistoria, datado de 2020/03/30,
bem como da liberação parcial de 30% da caução prestada, no valor de
18 917,00€, por ter decorrido 1 ano sobre a data do auto de receção provisória.
referente à empreitada de reabilitação de fogos no PER de Povos, em Vila Franca
de Xira, adjudicada à Ariepe, Ld, atendendo à inexistência de defeitos da obra,
nem qualquer situação que careça de correção.
3. Informações/pareceres: Anexa-se comunicação interna n 424/20, de 06/04, do
DOVI/DEI, documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata. --
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
6. Propostas: O Sr. Vice-Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
aprovação.
7. Deliberação: Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr.
Vice-Presidente.
25 PR Povos
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FI. Livro
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• fl.Ata - 124
1
\ À Reunião de 2020/04/15
Município V’ Proc2 31/14 GENERI/CM
Vila Frar de Xira
/
Deliberação n’ 195
Câmara Municipal
1. Assunto: ADENDA AO PROTOCOLO DE PARCERIA DE GESTÃO DE ÁREA DO DOMÍNIO
PÚBLICO SITA EM ALHANDRA, SOB JURISDIÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DO PORTO DE
LISBOA, SA, NO ÂMBITO DA REQUALIFICAÇÃO URBANA E PAISAGÍSTICA DA
AVENIDA BAPTISTA PEREIRA E ZONA ENVOLVENTE - ALHANDRA
2. Resumo: Presente o processo instruído com comunicação interna n2 140/20, de
02/04, da EMRU, para, ao abrigo do disposto no n2 1 e na alínea n), do n2 2, do
artigo 23, e nas alíneas t) e qq), do n21, do artigo 332, do anexo 1, da Lei
n2 75/2013, de 12 de setembro, Regime Jurídico das Autarquias Locais, aprovação
da adenda ao protocolo celebrado em 2019/04/22 entre o município e a APL, SA,
designado por “Protocolo de Parceria de Gestão de Área do Domínio Público sita
em Alhandra, sob jurisdição da Administração do Porto de Lisboa, SA”, bem como
da planta que faz parte integrante da adenda. — —
3. Informações/pareceres: Anexa-se comunicação interna n2 140/20, de 02/04, da
EMRU, documento que se dá por inteiramente reproduzido nesta parte da ata.
4. Dotação orçamental: Plano Orçam.
5. Disposições legais aplicáveis:
6. Propostas: O Sr. Presidente submete o assunto à reunião de câmara para
aprovação.
7. Deliberação: Deliberado, por unanimidade, em conformidade com a proposta do Sr.
Presidente. —
26 APL
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El. Livro
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RAta 125
A Reunião de 2020/04/15Município Proc
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Vila Franca de Xira / Deliberação flQ____________
Câmara Municipal
Interveio o Sr. Presidente, após a discussão do ponto 20 da ordem do dia, referindo
que vai passar a responder às questões que foram colocadas no período antes da
ordem do dia, e que algumas vão ser respondidas pelo próprio, outras por outros
vereadores.
Interveio novamente, no final da reunião, após as respostas às questões colocadas
no período antes da ordem do dia, dizendo que a ata em minuta está aprovada,
dando por terminada a reunião, desejando um bom resto de dia para todos e um
bomalmoço.
respostas paod
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19. Livro
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p Reurãode 62O/O4/15
Município t4 V Proc
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de
Vila Franca de Xira A Deliberação n2 196
Câmara Municipal
Assunto: ATA EM MINUTA DA REUNIÃO
Presente para aprovação a ata em minuta da presente reunião de câmara, com
dispensa da sua leitura.
Deliberado, por unanimidade, aprovar a ata em minuta da presente reunião de
câmara.
27 ata minuta
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FI. Livro
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127
Reunião de 2020/04/15
Município
de
Vila Franca de Xira
Câmara Municipal
Encerramento às 14h20. —
Esta ata foi aprovada, por unanimidade, na reunião de 2020/05/13, tendo sido
dispensada a sua leitura, por ter sido previamente distribuída a todos os membros.
E eu,Ã- —- - Fernando Paulo Serra Sarreiros,
Diretor do Departamento de Ce tão ministrativa e Jurídica, a subscrevi.
O Presidente da Câmara Municipa,
Alb%SaZta
encerra